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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Sexta, 16 de Dezembro de 2005
Opinião
Não dou cavaco

 Manuel António Sequeira

A escolha do próximo Presidente da República não difere em nada de outras opções já tomadas para a mesma matéria. O único senão é que desta feita, a esquerda, onde naturalmente me incluo, possui nada mais, nada menos, de que quatro candidatos.

A minha opção poderia estar repartida por qualquer daquelas quatro, mas nunca optaria pela "cândida" candidatura de Cavaco Silva, por razões que se prendem com a necessidade de escolher alguém que não enverede pelo cinismo, típico do candidato de Boliqueime. [Terá mudado assim tanto, uma pessoa que não conseguia conviver com a comunicação social, que não lia jornais, que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava? Terá mudado tanto, aquela figura esfíngica que não come em frente das câmaras de televisão, conforme noticiava a revista "Sábado"? Tal como admitia Jerónimo de Sousa também eu não dormia descansado se o "Anjo do Diabo" fosse eleito, como o apelidou Jorge Coelho].

Como deixei claro, optei por uma das quatro. Optei por aquela que se inscreve no quadro político onde me insiro: Francisco Louçã. A escolha não foi aleatória, nem arrasta consigo qualquer militância, dado que nesse particular não me encontro aprisionado a nenhuma obrigatoriedade. Opto por Louçã por subscrever as linhas mestras do manifesto que redigiu. Por sentir que trava uma luta genuína, que segue o pulsar dos trabalhadores portugueses.

Aprecio vê-lo colocar em causa o Programa de Estabilidade e Crescimento fixado para os quatro anos para Portugal, dado tratar-se de um documento donde sairão directivas que avançarão para privatizações que porão em causa algumas empresas do sector energético, das águas, dos transportes, etc. e, consequentemente, o desemprego.

Opto por Louçã por vê-lo tentar desbaratar as clientelas políticas; defender com toda a energia a sustentabilidade da segurança social; exigir a extinção das custas judiciais, por considerar que a justiça para todos é um pilar da liberdade.

Opto por Louçã por entender ser ele quem melhor combate o modelo económico que prolifera, que aposta no corte das despesas avolumando os despedimentos, que denuncia a evasão fiscal, logo, quem pretende virar a cara ao futuro.

Opto por Louçã por ser daqueles que investe, sem pruridos, na justiça social, contra o aumento da idade da reforma que implica a diminuição do direito das pessoas em ter qualidade de vida, numa fase importante da sua vivência É certo que muitas das teses se aplicam a outras candidaturas. Ainda bem que assim é. É sinal que não estamos sós nesta luta.

Apesar das limitações constitucionais impostas aos poderes do presidente, Cavaco pode ser um fiel intérprete da política de Sócrates e dar à direita aquilo que sempre sonhou ter: um Governo (José Sócrates), uma maioria (socialista com políticas neo-liberais) e um presidente (Cavaco Silva). Recordo que Hitler também foi eleito. A democracia tem alguns inconvenientes.


          Manuel António Sequeira
    Deputado do BE na AM da Nazaré

16-12-2005
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