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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Quinta, 4 de Outubro de 2007
Leiria
Auditório dos Pousos em obras pré-inaugurado com concerto original

   


Espectáculo "Betão de Artes Armado"

O Dia Mundial da Música, no dia 1 de Outubro, foi assinalado no novo auditório dos Pousos, ainda em obras, com um espectáculo musical que marcou também a abertura solene do ano lectivo da Escola de Artes SAMP e da temporada de performances que irá acompanhar a construção do referido auditório. Um espectáculo original em gruas e andaimes, com martelos pneumáticos, violinos e outros instrumentos interpretados por pedreiros da obra, músicos, bailarinos e actores. O relato é feito aqui por Paulo Lameiro, director artístico da Sociedade Artística e Musical dos Pousos, em Leiria. 
 
   


Público também participou

O Francisco foi com o pai ao concerto
Não era uma sala de espectáculos
Era uma obra
Muitas pessoas perguntavam onde era a entrada
Alguns músicos conhecidos andavam de capacete
Havia um grande labirinto com velas
E luzes com cores dançavam nas paredes
Ouvia-se um Violino e um Clarinete no escuro
No meio um painel com palavras e pautas
O pai escreveu um som e eu escrevi rato
Convidaram-nos a subir
E ofereceram um raminho de alecrim
Mas também duas pedrinhas bonitas
Todos levavam pedrinhas
Já estavam todos sentados
Mas não havia palco
Um grande buraco espreitava as pessoas
Apagaram-se as luzes
Uma bola branca caiu em cima de um órgão
Todos fizeram silêncio
Depois parecia um circo
Os músicos tocavam
Do buraco a grua trouxe uma bailarina
A Inesa
Foi muito bonita a sua dança

 

 O sol e a lua falavam
Umas palavras que só o pai percebia
O Francisco sonhava
Dos céus desceu o Nuno com o clarinete
Tive medo, era muito alto
Tocava o Bolero de Ravel
E desceu até encontrar uma senhora muito bonita
Tocava violino a Sara
Quando ninguém esperava
Os andaimes estavam cheios de professores
Começaram a tocar tubos coloridos
No Céu apareceram umas bolas de luz a dançar
Era a Lara pendurada nuns fios
Os sons que o pai escreveu e a minha palavra rato
Apareceram num grande cinema
Os músicos começaram a cantar e a tocar os nossos sons e palavras
Depois todos começaram a tocar pedrinhas
Os senhores das obras tocavam uns berbequins muito grandes
Apareceu uma grande máquina
O chão começou a tremer muito
Mas a música estava mágica
Cada vez se tocava com mais força
E Pum
Apareceram umas luzes a voar no céu
E nunca mais se ouviu o clarinete e o violino
A Raquel apareceu no ar
E cantou a canção do Adeus
Esta música eu sabia e também cantei
Eu e muitos meninos e pais que estavam no concerto
Acabou mas o sol fica cá dentro
Não sei como vou contar à mãe este concerto

Fotos: Joaquim Dâmaso (cortesia)
Texto: Paulo Lameiro

04-10-2007
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