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Edição Nº 121 Director: Mário Lopes Quinta, 25 de Novembro de 2010
Câmara de Alcobaça a braços com pesados compromissos com a Águas do Oeste e Cister S. A.
Paulo Inácio assume que 2011 será um ano horribilis em matéria orçamental
   


Paulo Inácio

Paulo Inácio assume que 2011 será um ano muito difícil em matéria orçamental, sobretudo, devido a dois dossiês preocupantes: o pagamento de serviços às empresas Águas do Oeste e Cister SA, que inclui os centros escolares de Alcobaça, Benedita e o Pavilhão de Évora. “É bom que se saiba que 2011 é o ano horribilis em termos de receita e é o ano horribilis pelos compromissos assumidos. Tem que ser dito que esses compromissos, principalmente dois são, muito preocupantes. Fala-se que o Estado português está numa situação difícil e que até 2014, quando tiverem de ser assumidos os encargos com as parcerias público-privadas, será uma situação dramática, mas em Alcobaça essa situação dramática é já”, alertou o autarca.

O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça adiantou ao Tinta Fresca que, relativamente ao orçamento para 2010, irá ocorrer uma diminuição muito substancial de valores face a 2009. Contudo, ressalva que dos 57 milhões de euros de orçamento, uma parte corresponderá a obras da responsabilidade do Estado, como, por exemplo, a requalificação da Escola Secundária de S. Martinho do Porto, que resulta de um protocolo com a Câmara, em que esta irá realizar as obras, cabendo depois ao Estado pagá-las.

Também as obras suportadas pelos fundos comunitários do QREN terão de estar registadas no orçamento, assim como as obras da regeneração urbana da cidade de Alcobaça, a Unidade de Saúde Familiar da Benedita, o Centro de Saúde de S. Martinho do Porto e do Vimeiro, os centros escolares e os compromissos já assumidos pela autarquia. A diferença entre o valor total do orçamento e o valor que caberá apenas à autarquia assumir, segundo Paulo Inácio, situa-se no patamar dos 30 milhões de euros.

Os tempos, contudo, não são de rosas. “É bom que se saiba que 2011 é o ano horribilis em termos de receita e é o ano horribilis pelos compromissos assumidos. Tem que ser dito que esses compromissos, principalmente dois, são muito preocupantes. Fala-se que o Estado português está numa situação difícil e que em 2014, quando tiverem de ser assumidos os encargos com as parcerias público-privadas, será uma situação dramática, mas em Alcobaça essa situação dramática é já”, alertou o autarca.

“Os dois projectos preocupantes são as Águas do Oeste, em que estamos a tentar negociar uma diminuição do caudal da água que vem para o município, mas que vai ter repercussões no consumidor, e a Cister SA, que inclui os centros escolares de Alcobaça, Benedita e o Pavilhão de Évora. E eu estou a fazer tudo para que não continuem a ser preocupantes, não há milagres, mas espero que essa preocupação seja menor. Estou a lutar com todas as minhas forças, com toda a minha determinação e espero que os munícipes me compreendam porque eu é que sei a dedicação total que tenho dado a estes dois dossiês, referiu Paulo Inácio.

“Em relação aos centros escolares, nós estamos a tentar fazer uma abordagem jurídica diferente. A estratégia para obtermos os respectivos fundos comunitários é que, apesar da Cister S.A. ser uma parceria privado-pública e da entidade pública ser minoritária, a liderança da empresa é municipal. Com pareceres jurídicos, estamos a procurar garantir junto da entidade gestora do QREN que o único beneficiário dos fundos é a Câmara Municipal de Alcobaça. Desta forma pensamos que apesar de não estar postulado na lei esta situação, o espírito legal é cumprido. Vamos dar garantias jurídicas de que o único beneficiário é a Câmara Municipal e não o parceiro privado”, adiantou o edil.

Paulo Inácio ressalvou, contudo, que mesmo que seja validada esta abordagem, ela só poderá ser aplicada no âmbito dos Centros Escolares de Alcobaça e Benedita, estando excluído o caso do Pavilhão Desportivo de Évora de Alcobaça e mesmo de algumas infra-estruturas dos próprios centros escolares. Apesar destas excepções, “se conseguíssemos obter este financiamento seria uma redução de cerca de 80% de metade do investimento global”, concluiu o autarca.
25-11-2010
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