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Edição Nº 156 Director: Mário Lopes Domingo, 20 de Outubro de 2013
Opinião
Fazer campanha eleitoral é descobrir novas realidades
       


Micael Sousa

   Depois de ter experimentado, mais uma vez, correr o concelho em campanha eleitoral autárquica senti de novo que valeu só pela experiência. Para o cidadão comum como eu, que vive num espaço mais ou menos restrito – passando grande parte do seu tempo com as mesmas pessoas e nos mesmos espaços físicos -, ter uma experiência desta natureza enriquece! Costumo dizer que se trata de uma “experiência sociológica única”, e de que seria bom, independentemente do partido ou movimento – ainda que obviamente sejam diferentes em ideias e valores -, que todas as pessoas pudessem ter essa experiência. 

   Fazer campanha eleitoral a fundo num concelho pode ser um ato de descoberta e de viagem ao desconhecido. Pode parecer um exagero, pois, seja qual for o concelho, as dimensões não são assim tão grandes. No entanto, mesmo a poucos quilómetros de distância, as realidades geográficas físicas e humanas podem ser muito diferentes. Isto é especialmente verdade num concelho como o de Leiria, onde existe uma grande diversidade – tão grande que dificulta a criação de uma imagem de marca local, mas que, por outro lado, é uma das razões da nossa pujança e atratividade económica.

   Ao sairmos em campanha somos forçados a sair do nosso meio, seja ele qual for. Conhecemos assim realidades diferentes que só nos podem fazer crescer como cidadãos. Fica claro que a diversidade física e social próxima é mesmo muito grande, e que a nossa realidade é apenas uma entre tantas. Só saindo da nossa “área de conforto” percebemos que o mundo à volta é muito mais diverso. Este conhecimento – a meu ver – é importantíssimo para a cidadania consciente e ativa, pois obriga a considerar que nem tudo gira em torno do que conhecemos à partida, que as nossas preocupações e problemas podem ser ridiculamente insignificantes para com os dos outros, e que por vezes reclamamos de barriga cheia ou nos contentamos com quase nada. Pena não haver mais motivos e a motivação para mais interações desta natureza. Se tal fosse mais recorrente haveria seguramente mais empatia social, compreensão mútua e disponibilidade mental e física para, dando ou recebendo, melhorarmos a qualidade de vida dos que, apesar de distantes, estão bem próximos de nós - por vezes à distância dos limites do concelho em que cada um vive.

   Micael Sousa
Eng.º Civil / Mestre em Energia em Ambiente
20-10-2013
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