Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Quem foi o principal vencedor das eleições para o Parlamento Europeu?
PS
Bloco de Esquerda
PAN
Outro
Edição Nº 126 Director: Mário Lopes Quinta, 14 de Abril de 2011
Opinião
A crise política
    


António Carmo

E a crise aí está. Não a crise económica ou a crise financeira. Essas há já muitos anos que por aqui andam. Instalaram-se em Portugal, na Europa e no Mundo.
Falo agora da crise política.

   Uma crise provocada irresponsavelmente pelos partidos da oposição (PCP, BE, PSD, CDS/PP), com o chumbo do chamado PEC IV, com o único objectivo de derrubarem o governo minoritário do Partido Socialista, eleito pelo povo nas legislativas de 2009 e dessa forma provocarem eleições antecipadas.

   O PCP e o BE porque estão sempre contra, não importa o quê (é um estado de alma que os caracteriza), mais uma vez demonstraram essa sua coerência. Há muito que nos foram habituando a estar contra tudo, daí pouco podermos esperar destes dois partidos que assim se querem manter: longe de qualquer governação, longe de qualquer responsabilidade. Sempre na oposição e sempre contra tudo. 

   Ao PSD e ao CDS/PP exigia-se-lhes uma maior responsabilidade. 

   Ao PSD por ser partido de governo, com muitos anos de governação, com responsabilidades na gestão deste país e neste modelo de sociedade em que vivemos.
Ao CDS/PP porque em muitas circunstâncias já foi muleta do PSD (e também do PS) em governações anteriores. Não sendo um partido de governo, também já por lá passou, a última vez bem recentemente. 

   Por isso a irresponsabilidade destes dois partidos é muito maior.

   E chumbado o PEC IV, que alternativas nos são apresentadas? Nenhumas. A não ser a obrigatoriedade destes partidos (PSD, CDS/PP) se juntarem à mesma mesa com o PS e concordarem com novas medidas de austeridade, como se começa a perceber pelos mais recentes desenvolvimentos. Não é sustentável que novas descidas do défice (obrigatórias) se façam apenas com base no aumento das nossas exportações (cujos resultados foram muito positivos e optimistas nestes últimos meses) ou pelo crescimento da nossa economia. Terá de ser fundamentalmente pelo lado da despesa, e nisso penso que estamos todos de acordo, o que implica naturalmente novos e maiores cortes, com novas medidas de austeridade. Esta severidade na gestão terá de ser feita com responsabilidade social, por forma a garantir-se a defesa dos interesses nacionais, a segurança das pessoas, das famílias e das empresas, defendendo o Estado Social, tão importante para um maior bem estar e justiça social.

   Sabemos agora que a base de apoio nas novas negociações com Bruxelas, será afinal o tão criticado PEC IV e que o PSD e o CDS/PP, inevitavelmente, estarão ao lado do PS. Estes três partidos tenderão a concordar, em Bruxelas (ou em Lisboa, com os representantes da União Europeia), com um novo PEC (o PEC IV, eventualmente, com alguns ajustamentos), que terá necessariamente de oferecer garantias duma descida do défice.

   Chegados aqui perguntamos, muita justamente: que sentido fez PSD e CDS/PP terem votado contra o PEC IV e provocado esta crise política?

   Para evitarem dessa forma novos cortes?

   Para impedirem a entrada do FMI? 

   Apenas e tão somente para provocarem eleições antecipadas, com o anseio de alcançar o poder mais rapidamente.

   Espero e desejo que o povo português procure, na sua imensa sabedoria e bom senso, a merecida resposta por tão grande demonstração de irresponsabilidade política, votando massivamente no PS. As sondagens vão evidenciando um descontentamento crescente pela atitude dos dirigentes do PSD e a diferença entre o PSD e o PS (com vantagem para o PSD), que chegou a ser à entrada desta crise política de 20 pontos percentuais, está neste momento em apenas seis pontos percentuais.

   Este é também o momento de avaliarmos o trabalho desenvolvido pelo PS no governo ao longo destes últimos anos. 

   Somos hoje orgulhosamente líderes mundiais nas energias renováveis e temos um plano ambicioso (já iniciado) de construção de barragens, procurando tornar as gerações futuras e o País menos dependentes do petróleo. Apostámos no sistema científico e desenvolvimento tecnológico, tornando o País mais moderno, mais capaz e mais preparado para os novos desafios do futuro. Temos hoje uma nova geração mais qualificada, melhores e mais modernos equipamentos escolares, numa aposta na educação, sem paralelo na nossa história. Defendemos o Estado Social, com novas políticas sociais activas, das quais destaco o Complemento Solidário para Idosos. Apostámos na construção de uma rede de equipamentos sociais, através do programa PARES, construindo creches, lares de idosos, entre outras respostas sociais, aumentado significativamente o número de lugares em equipamentos sociais, mas também dando um forte contributo para a criação de emprego e para o crescimento e desenvolvimento da economia social em todo o País. Criámos e alargamos a rede de cuidados continuados integrados. Nunca em tão poucos anos se fez tanto pelos nossos mais velhos e pelos mais necessitados e desprotegidos.

   Somos hoje um País mais moderno, mais solidário e mais capaz de enfrentar os novos desafios da modernidade, do desenvolvimento e do bem-estar social. 

   Santarém, 13 de Abril de 2011
   António Carmo
14-04-2011
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
A crise política
António Carmo
Renovar Portugal – Apostar na Juventude
Pedro Pimpão
Tempo de escolhas
Francisco Louçã
Tempo de exigência
Filipe Matias Santos
Eleições
José Peixoto
Os cortes do financiamento público ao Externato Cooperativo da Benedita
Pedro Guerra
Eleições antecipadas: uma oportunidade de mudança
Ricardo Miguel
Adotas ou não adoptas o novo acordo?
Luís Reis
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o