|
 António Lucas
A recente nomeação do Mosteiro da Batalha como uma das Sete Maravilhas Arquitectónicas de Portugal vem acrescentar ainda mais visibilidade ao Monumento, traduzindo-se, estou em crer, num maior número de visitantes.
De igual modo, este resultado, no plano interno, vem acrescentar uma maior responsabilidade das entidades centrais e locais ao nível da preservação do monumento e, não menos importante, da sua envolvente.
A um outro nível enfatizo a necessidade de um maior envolvimento e sintonia entre as entidades públicas e privadas, por forma a dignificarmos, cada vez mais, o mosteiro de Santa Maria da Vitória e, em simultâneo, sabermos usufruir dele. É assim em todos os países desenvolvidos da Europa e não vejo razão para não se adoptar este modelo em Portugal.
No que toca às expectativas do Município da Batalha para com o Mosteiro de Santa Maria da Vitória após a divulgação dos resultados da votação, diria que são elevadas e que da nossa parte mantemos toda a disponibilidade e abertura para continuarmos a trabalhar em conjunto com a direcção do monumento e com a tutela.
Penso que esse trabalho deve ser orientado essencialmente ao nível de dois grandes objectivos: contribuir para a permanência dos turistas na Vila da Batalha, associando-se o património ao turismo de qualidade, selectivo e gerador de receitas e, noutro plano - igualmente importante - o seu aproveitamento para fins eminentemente culturais, com funções pedagógicas capazes de desenvolver o gosto pela fruição do património e pelas nossas tradições.
Aproveito esta oportunidade também para felicitar, em nome do Município da Batalha, os monumentos distinguidos nesta votação, bem como todos aqueles que não tendo sido eleitos, merecem-nos todo o respeito e continuam a escrever, diariamente, uma página importante da história de Portugal.
António José Martins de Sousa Lucas Presidente da Câmara da Batalha
|