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Edição Nº 178 Director: Mário Lopes Quarta, 22 de Julho de 2015
Natural do Entroncamento
Carlos Matias é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo Círculo Eleitoral de Santarém
  
                      Carlos Matias
A Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda apresentou, no dia 11 de julho, no Jardim do Miradouro de S. Bento, em Santarém, o cabeça de lista do Bloco de Esquerda, pelo distrito de Santarém, às próximas eleições legislativas. A escolha recaiu em Carlos Matias, funcionário da PT (atual Pharol) e dirigente do BE do Entroncamento. A sessão contou com as presenças da deputada Mariana Mortágua e da ex-presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro.

   Carlos Matias começou por recordar que foi “escolhido num processo democrático interno, dos mais participados de sempre. Essa decisão traz-me uma grande responsabilidade. É um encargo que assumo com noção do peso e das responsabilidades que carrego, a partir de hoje. Sou de cá, sou ribatejano, gosto muito desta terra e deste meu povo. Estes meus afetos são uma das razões por que aceitei candidatar-me.”

   Por outro lado, “sem falsas modéstias, também me candidato porque reconheço em mim, um grande conhecimento deste nosso distrito. Pelas mais diversas razões --- profissionais, políticas, sindicais… --- cruzei-o centenas ou milhares de vezes. Contactei gente, autarcas, instituições e empresas nos 4 cantos do distrito de Santarém. Essa experiência e os anos de vida dão-me, por outro lado, uma noção das enormes dificuldades que enfrentamos: os problemas são muitos e poderosos os adversários”, acrescentou.

   Para os resolver, o candidato do BE acredita que “ajuda muito contar com um lugar de deputado na Assembleia da República. Para aí dar voz aos mais fracos, para levar mais longe e amplificar as pequenas e grandes lutas. Porque, no final, a luta social é que é decisiva.”

   Carlos Matias considera ”decisiva a luta dos trabalhadores da EMEF, contra a privatização da empresa, dos ferroviários no ativo e reformados, pela reposição das concessões de transporte”, assim como “a denúncia e a luta dos ambientalistas contra a poluição do Almonda e do Alviela e desse caso gravíssimo que é a poluição no Eco Parque do Relvão, na Chamusca.”

   Também decisiva é “a luta dos e das feministas, dos movimentos LGBTI e dos movimentos sociais em defesa dos serviços públicos. É destes movimentos que vem a força transformadora e os deputados do Bloco de Esquerda estão ao seu serviço”, refere o candidato.

   O programa distrital do Bloco de Esquerda está ainda a ser construído e, nas próximas semanas irá ouvir muita gente, por todo o distrito, para que a sua proposta política responda aos anseios das pessoas comuns.

   Na vertente económica, Carlos Matias recorda que o Bloco de Esquerda defende uma reestruturação da dívida externa, como forma de assegurar o financiamento de compromissos eleitorais: “Sem isso e sem dinheiro, faríamos falsas promessas, sem sustentabilidade financeira. É aliás, o que anda a fazer o PS”, acusa..
O Bloco irá bater-se pela promoção do emprego, investindo na ferrovia e baixando o IVA na restauração, por exemplo.

   O BE defende também dignidade no trabalho e na reforma, assegurando 35 horas semanais de trabalho, devolução de salários, reformas, subsídios e concessões cortadas.

   Recorrendo ao princípio constitucional de que a saúde é um direito, o Bloco defende médicos de família para todos e garantia de acesso às especialidades hospitalares, com especial atenção às zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos.

   Em termos regionais, Carlos Matias defende a regionalização e a agregação numa única região do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo, pois “o Ribatejo é só um”, a restauração das freguesias extintas por PSD e CDS, sempre que seja essa a vontade das populações e a revisão do mapa judiciário, aproximando a justiça dos cidadãos.

   O candidato bloquista exige que a região tenha melhores transportes, que sejam terminadas infraestruturas como o IC3 e o IC9, que a estrada nacional 118 seja alternativa e que acabem as portagens nas SCUT.

   Em termos culturais, “o ensino, a cultura e o desporto têm de ser acarinhados. É inadmissível um IVA a 23% sobre instrumentos musicais e partituras. O património classificado não pode continuar a degradar-se. Vamos defender a cultura avieira”, defende.

   Para concluir, Carlos Matias destaca dois pontos essenciais: o Tejo e o ordenamento florestal. “É preciso defender o Rio Tejo das ameaças graves que põem em causa o rio, como fator de riqueza aos níveis económico, ambiental, paisagístico e cultural. Defendemos a urgente revisão dos acordos de Albufeira, por forma a garantir permanentemente caudais eco sustentáveis. Não podemos deixar secar o nosso rio, como já aconteceu nalguns pontos, em Espanha!”, reivindica.

   Por outro lado, “tem de haver um rastreio e um combate sem tréguas aos graves focos de poluição no Tejo e em toda bacia hidrográfica. O que se passa com o Alviela e com o Almonda é muito grave. E o que se está a passar no Eco Parque do Relvão, na Chamusca, parece ser gravíssimo.”

   Carlos Matias classifica de “cinismo, eleitoralismo rasca e uma refinada hipocrisia virem agora os deputados do PSD e do CDS-PP em final de mandato, pronunciarem-se em defesa do Tejo, quando durante todos estes anos nem uma vez falaram do assunto, apesar das insistentes denúncias dos ambientalistas”, garantindo ser preciso que “haja alguém que levante a voz, permanentemente, em defesa do rio.”

   O problema da instabilidade das barreiras em Santarém e da segurança é uma prioridade para o Bloco. “Quando andei a estudar aqui no Liceu, nos anos 60, já então houve cortes da linha férrea, pela queda das barreiras. Há dezenas de anos que este problema existe, sem que os governos do PS, PSD e CDS-PP o tenham resolvido. É um escândalo a que tem de se por termo, de uma vez por todas”, denuncia o candidato.

   Relativamente ao incêndio que, recentemente, devastou largas áreas dos concelhos de Tomar, Barquinha e Constância, Carlos Matias destaca, “antes de mais, a enorme abnegação e generosidade dos bombeiros e dos populares que o combateram. Sem eles, a tragédia teria tido consequências mais graves. Mas, o que este e outros incêndios revelam é que precisamos de uma floresta muito mais ordenada e de acabar, desde já, com a liberalização do plantio de eucalipto.”
O candidato considera que “a liberalização do plantio de eucalipto, adotada pelo atual governo, foi uma medida criminosa que tem de ser revertida, para melhor defender dos incêndios a própria floresta e os bens das pessoas. O ordenamento florestal tem de avançar. O ambiente e a própria segurança não podem ficar reféns dos interesses e da gula da indústria das celuloses.”

   Carlos Matias concluiu afirmando estar “convencido de que, com o apoio do Bloco e de tanta gente que se identifica com as nossas propostas conseguiremos a eleição de um deputado do Bloco pelo distrito de Santarém, um deputado que permita continuar o bom trabalho que José Gusmão fez no anterior mandato.”

   Biografia de Carlos Matias.

   Carlos Matias nasceu no Entroncamento, há 63 anos, cidade em que reside.
Enquanto estudante, passou pelo então Liceu Nacional Sá da Bandeira (aqui mesmo ao lado), onde teve os primeiros contactos com o movimento estudantil antifascista.

   Mais tarde, depois concluída a formação em engenharia, seria incorporado na vida militar, tendo passado por Mafra e por Santa Margarida. Após o 25 de Abril foi eleito para a Assembleia do Movimento das Forças Armadas – MFA, órgão em que participou em 74-75.

   A seguir, durante cerca de 6 anos foi professor. Nessa qualidade e em períodos diversos do final da década de 70, pertenceu à direção democraticamente eleita da Escola Secundária de Alcanena e foi delegado e dirigente sindical do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa – SPGL.

   Depois de entrar para os CTT Telecomunicações --- que mais tarde evoluiria para PT ---, aí assumiu funções diversas, com responsabilidades no domínio do investimento, da transmissão e, por fim, comercial. Foi presidente do Centro Desportivo, Cultural e Recreativo do pessoal da empresa, em Torres Novas.

   Ao longo de décadas, tem participado com inúmeros artigos de opinião em jornais e revistas. Na área da cultura, é membro do Fórum Ribatejo.
Carlos Matias foi deputado municipal, no Entroncamento, durante cerca de 11 anos, tendo pertencido também à Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo, com intervenção em diversas comissões. É desde há 6 anos, vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, na Câmara Municipal do Entroncamento.
Desenvolve atividade política desde 1969. Primeiro em Lisboa, no âmbito estudantil e depois, no Entroncamento, em grupos culturais e políticos de resistência ao fascismo.

   Após o 25 de Abril foi membro fundador e dirigente da UDP, durante largos anos. Ajudou a fundar o Bloco de Esquerda, de que é hoje dirigente distrital e nacional, pois foi eleito para a Mesa Nacional do partido, em Novembro último.

   A partir de Outubro, Carlos Matias poderá vir a ser deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, eleito pelo distrito de Santarém.
22-07-2015
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