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Edição Nº 212 Director: Mário Lopes Sexta, 10 de Agosto de 2018
Em toda a Região Oeste
Onda de calor dos últimos dias provoca quebra na produção de uva superior a 50%
  
       Engenheiro Rodrigo Martins 
As elevadas temperaturas que se registaram nos últimos dias, sobretudo no último fim de semana provocaram graves prejuízos na produção de uva, com o fruto a sofrer “um escaldão”, provocando assim quebras na produção de vinho que no sul da Região Oeste que ultrapassam os 30%, mas, no norte da Região Oeste, as quebras são ainda mais significativas, estando entre os 50 e 60% da produção. Bernardo Rosa e Rodrigo Martins, técnicos da Adega Cooperativa da Vermelha e Adega Cooperativa de Alcobaça, explicaram ao Tinta Fresca o impacto deste fenómeno meteorológico raro na produção do vinho.

   Segundo Bernardo Rosa, da Adega Cooperativa da Vermelha, na zona de Cadaval, Bombarral e Caldas da Rainha, a “produção sofreu uma quebra de cerca de 30%” tendo “o concelho do Cadaval sido o mais afectado” sobretudo “os produtores da freguesia da Vermelha onde “existem casos de 90% de quebra de produção”. Segundo o técnico de campo, “a quebra de produção é idêntica na uva branca e na tinta”.

   Bernardo Rosa admitiu que se “registaram temperaturas superiores a 40º” o que provocou “o escaldão da uva”, e consequentemente que esta se “queime, degrade, apodreça e seque”. Além disso, as elevadas temperaturas também provocam “a desidratação das uvas que não se queimam e da própria cepa”.
Bernardo Rosa explicou ainda que “os solos mais secos sofreram mais com a incidência da radiação” e se o calor “até aos 35º é bom para a maturação da uva”, “acima disso é muito elevado para as culturas e traz muitos prejuízos”.

  
                         Vinha junto a Arruda dos Vinhos
Por sua vez, Rodrigo Martins, enólogo da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, referiu que “genericamente os efeitos da onda de calor foram muito negativos”. O enólogo explicou que a “casta de uva tinta castelão teve estragos entre os 70 e 80% da produção” e que “nas vinhas mais novas, entre 3 a 5 anos, e sem rega, os estragos cifram-se entre os 50 e 60% da produção”. No geral das vinhas, a “quebra cifrou-se entre os 50 e 60%”, explicou.

   Rodrigo Martins explicou ainda que “este escaldão levou à morte antecipada das folhas, o que impede uma maior quantidade de açúcar nos bagos” e mais tarde “irá afetar o grau do vinho”. O enólogo explicou ainda que “as vinhas viradas a sul e poente foram as mais afectadas” e “com “prejuízos mais elevados”.

   Mónica Alexandre
10-08-2018
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