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Edição Nº 223 Director: Mário Lopes Domingo, 23 de Junho de 2019
Considerado uma autêntica reflexão sobre a condição humana
Cadavalense Isabel Pereira Rosa fala da doença de Parkinson no seu último livro
   
  Isabel Pereira Rosa com o editor e a vereadora Fátima Paz
O auditório dos Paços do Concelho do Cadaval foi, recentemente, palco da apresentação do novo romance da escritora cadavalense Isabel Pereira Rosa, intitulado “Parkinson, meu amor”. O novo trabalho da autora natural da Tojeira (Cadaval), para além de uma história de amor, é já considerado um manual da doença de Parkinson e uma reflexão sobre a condição humana.

   A apresentação no Cadaval da mais recente obra da escritora e docente reformada teve lugar, mais precisamente, no dia 8 de junho.

   A memória mais antiga do desejo de ser escritora remonta aos 15 anos e está, segundo Isabel Pereira, registada no seu diário da adolescência. Teve, pela primeira vez, esse secreto desejo «em Torres Vedras, onde vivia e estudava, de regresso a casa, numa noite, depois de ter visto a peça de teatro "A Forja", de Alves Redol», revela.

   «Sempre me lembro de escrever muito, sobretudo poesia e contos, mas só vi publicado o meu primeiro livro em setembro de 1998», explica. Acrescenta que o mesmo só saiu da tipografia no dia em que foi atribuído o prémio Nobel a José Saramago.

   Somente após deixar de lecionar, em 2009, é que a antiga professora arranjaria vagar para se dedicar, com mais afinco, à escrita.

   Nesse mesmo ano em que deixa o ensino, Isabel escreve o livro "Memórias de uma Professora", onde narra o seu percurso de vida. «Falei das diversas escolas onde lecionei, dos alunos e dos colegas (o livro foi dedicado à memória de um querido colega que tinha morrido recentemente, o Daniel Carinhas), do estado da educação e do meu trabalho enquanto professora», relata a escritora. «Alguns dos contos que tenho escrito, como, por exemplo, "O Tesouro da Serra de Montejunto", editado pela LeaderOeste, foram dedicados aos alunos», acrescenta.

   O seu mais recente trabalho, “Parkinson, meu amor”, resultaria da «muito penosa» experiência que representou cuidar da própria mãe, padecendo ela de demência de Alzheimer.

   «Após a sua morte, eu quis escrever sobre isso, numa tentativa de exorcizar a dor, mas era demasiado doloroso e não fui capaz», recorda.

   «Soube, então, da existência do CNS – Campus Neurológico Sénior, em Torres Vedras, e fui conversar com o seu diretor clínico, o médico neurologista professor Joaquim Ferreira, sobre a minha vontade de escrever sobre a doença de Parkinson. Ele recebeu-me com a maior simpatia, li um manual sobre a doença, ouvi algumas das suas palestras, conversei com vários pacientes e meti mãos à obra», conta a autora.

   Não escondendo a sua natural ligação ao último livro editado, por ser o mais recente, confessa afeição especial pelo "Diário da minha loucura", inspirado na vida da sua avó materna.

   O seu último trabalho, "Parkinson, meu amor" é mais do que a história romântica que também encerra. «Ao lê-lo, o leitor poderá ficar também a conhecer melhor esta doença neurodegenerativa, que afeta cerca de um por cento da população mundial com idade superior a 65 anos, além de muitas outras pessoas com idade inferior, e cuja prevalência tende a aumentar», sublinha Isabel.

   Para o supracitado professor Joaquim Ferreira, a nova obra de Isabel Pereira constitui um verdadeiro manual sobre a doença de Parkinson, que iria recomendar aos seus alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa. Referiu-o ainda como uma homenagem a todos os cuidadores.

  Já a professora e ensaísta Maria João Cantinho, na sua longa recensão crítica da obra, considerou-a uma profunda reflexão sobre a condição humana.

   «Até agora, tenho recebido, quase diariamente, comentários muito elogiosos, e mesmo emocionados, sobre "Parkinson, meu amor", o que me deixa muito feliz», declara Isabel Rosa.

   Os locais que escolheu para viver repercutem-se incontestavelmente na sua escrita. «Quer a minha aldeia, a Tojeira, e a Serra de Montejunto, quer a Foz do Arelho, onde agora, por razões de saúde, passo a maior parte do tempo, são locais inspiradores, pela imensa beleza da paisagem. Isso reflete-se, sobretudo, na poesia, mas também estão presentes em algumas cenas ficcionais», observa.

   Ainda em fase de distribuição, o romance pode já ser adquirido em algumas livrarias de Lisboa, Leiria e Marinha Grande, podendo também ser encomendado diretamente à editora (https://textiverso.com/extra-coleccao/545-parkinson-meu-amor ).

    Biografia da autora cadavalense

    Isabel Pereira Rosa nasceu em 1954, na Tojeira, uma aldeia situada nas faldas da Serra de Montejunto, no distrito de Lisboa, mas reside atualmente na Foz do Arelho.

  Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, e especializou-se em Ciências de Educação, na Área de Educação Especial, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa.

   Trabalhou em importação/exportação, traduziu livros e foi professora de Língua Portuguesa, de Inglês e de Ensino Especial, em várias escolas do país.

  Em 1998, publicou o livro de ficção “Folhas Soltas”, numa edição SOL XXI, e em 2000, o livro infantil “O Tesouro da Serra de Montejunto, edição da LeaderOeste.

  Seguiu-se, em 2003, “Sozinho (s)em Casa”, publicação também infantil, edição da Câmara Municipal do Cadaval, e em 2009, “Memórias de uma Professora”, pela Chiado Editora.

  Em 2011, edita o romance “A Substância do Tempo”, também pela Chiado Editora, prosseguindo, em 2014, com “Diário da minha Loucura”, pela Lua de Marfim.

   Em 2015, edita “Uma pedra contra o peito”, pela Althum.com, e, em 2019, chega então “Parkinson, meu amor”, a cargo da editora Textiverso. Publicou ainda vários contos e poemas, em boletins, revistas literárias e antologias.

   Na rede social Facebook, publica regularmente excertos das suas obras, na página Isabel Pereira Rosa – Poesia e Prosa, e poesia e contos no site brasileiro “Palavra”.

   Em 1987, recebeu o 1.º prémio do Concurso Literário Biblioteca da Nazaré, com o conto “Norte”; em 2009, recebeu uma menção honrosa, com o conto “Idade não é Velhice”, nos VII Jogos Florais de Avis, e, em 2019, foi-lhe atribuída uma menção honrosa pela “Ode a Póvoa de Varzim”, no concurso Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d'Escritas.

   Em 2017, integrou os júris do Prémio Literário Fernanda Botelho (Cadaval) e do Concurso Nacional de Leitura, fase regional.
 
    Fonte: BF|SCRP|CMC
23-06-2019
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