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Edição Nº 224 Director: Mário Lopes Quarta, 14 de Agosto de 2019
Afetando as freguesia de Valada – Reguengo, Valada e Porto de Muge
Diques de Valada vão ter obras de meio milhão para proteger Azambuja, Cartaxo e Santarém
    
                          Receção aos governantes em Valada
A assinatura do auto de consignação da empreitada de reabilitação do sistema de diques de Valada decorreu no parque de merendas desta freguesia do concelho do Cartaxo, no dia 12 de agosto. A obra vai reabilitar o sistema de diques que se estende por 24,5 Km e por três concelhos – Azambuja, Cartaxo e Santarém –, protegendo três aglomerados populacionais da freguesia de Valada – Reguengo, Valada e Porto de Muge –, e 700 hectares de terrenos agrícolas de elevada produção ao longo de todo o ano.

    A obra foi adjudicada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) à empresa Tâmega Engineering, S.A, por 530.463,95 euros e tem o prazo de execução de 90 dias a partir da assinatura do auto de consignação, sendo que na segunda quinzena de setembro decorrerão os trabalhos de maior expressão no terreno. Os trabalhos a realizar preveem o reperfilamento e reparação do corpo dos diques, o preenchimento de cavidades, refechamento das juntas e reparação e substituição das portas de água, conforme foi explicado pelo vice-presidente da APA, Pimenta Machado.

   O investimento total é superior a 530 mil euros, financiado em 75% pelo POSEUR-Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

   Empreitada responde a reivindicação de autarcas e população


    Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, recebeu em Valada o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde e o vice-presidente da APA, Pimenta Machado da Silva, para a cerimónia de assinatura que contou com a presença de Margarida Abade, presidente da junta de freguesia, de José Guedes, Presidente do POSEUR, de representantes da empresa que venceu o concurso, assim como, de António Torres, diretor executivo da CIMLT, autarcas, forças de segurança, dirigentes do Ministério do Ambiente e da APA, e população.

    O presidente da Câmara Municipal destacou a importância da obra por ser “investimento na segurança de pessoas e bens, mas também pela sua relevância para as empresas que desenvolvem a sua atividade nas terras férteis de Valada”. Lembrando que este ano “se assinalam 40 anos sobre a cheia de 1979, catástrofe que tanta perda trouxe ao nosso território e às nossas gentes. Congratulo-me que possamos associar esta data a um investimento superior a meio milhão de euros, cujo objetivo é reforçar a segurança de quem aqui vive, aqui trabalha e aqui investe”.

   Para o autarca, a segurança da população, dos seus bens e dos seus investimentos, “é a primeira missão que cabe a quem decide, quer seja na administração local, quer seja no governo”, afirmando que a segurança é também “fator de desenvolvimento económico e condição para o crescimento, num território com fortes potencialidades quer agrícolas, quer turísticas – como é o caso da freguesia de Valada”.

   Apelando ao secretário de Estado e aos representantes de instituições presentes, para que “possamos garantir também a urgente intervenção na Ponte Rainha Dona Amélia e no Viaduto de Santana, cujas limitações penalizam o crescimento da atividade económica. Neste território, a riqueza natural e o trabalho árduo dos nossos agricultores e empresários, não têm a resposta adequada nas infraestruturas que os deveriam servir”.

    O presidente da Câmara Municipal deixou ainda um apelo ao governo para que Valada possa contar com um Plano Diretor Municipal (PDM) que contribua para inverter o recuo demográfico e permita a projetos que, “respeitando o ambiente, se possam aqui desenvolver e criar riqueza”.

“Nos censos de 1981, a população de Valada era superior a 2 mil pessoas, hoje, é pouco mais de 700 pessoas”, afirmou, garantindo que “sou dos autarcas que defendem uma gestão territorial responsável. Defendo que a REN deve ter gestão nacional, porque é património nacional. Para Valada, o equilíbrio ambiental e a preservação da biodiversidade, são essenciais, também por isso, o PDM proposto pelo município e em apreciação pelas entidades responsáveis, prevê pequenas alterações, que não porão em causa os equilíbrios que nos diferenciam, mas que permitem ao território ser atrativo, quer para o investimento empresarial, quer para a fixação de população, sem os quais, será um território amordaçado”.

    Compromissos recentes do governo valorizam o Rio Tejo

   Para além das reivindicações e medidas que Pedro Magalhães Ribeiro considera urgentes para a valorização da freguesia de Valada “e cujas soluções terão repercussões regionais e nacionais”, o autarca destacou também “as decisões do governo que estão de acordo com a minha convicção de que o Tejo é o elemento mais estruturante da nossa região e é essencial para o desenvolvimento económico nacional”.

   Avançar com o estudo de viabilidade do Projeto “Alqueva do Tejo”, pelo Ministério da Agricultura, “é uma decisão que coloca no centro da discussão pública, um rio que tem estado afastado das decisões estratégicas para o país e abre portas à possibilidade de regar 300 mil hectares de terrenos agrícolas no Ribatejo, no Oeste e em Setúbal, num investimento superior a 4,5 mil milhões de euros”.

   A garantia da Ministra do Mar de que a navegabilidade do Tejo é um projeto estratégico para o país, sendo que “até 2020, o Tejo será navegável para o transporte de mercadorias, numa primeira fase até à plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo”, é um outro “passo para a valorização do Tejo”, que o autarca aplaude.

   “Investir 74 milhões de euros, até 2020, na requalificação de Estações de Tratamento de Águas Residuais, como medida para melhorar a qualidade da água do rio e reduzir focos de poluição”, é outra das ações que o presidente da câmara apontou como essencial para a valorização e preservação do Rio Tejo enquanto património ambiental e de riqueza para as populações.
 
     Fonte: MS|GIC|CMC


14-08-2019
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