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Edição Nº 165 Director: Mário Lopes Sábado, 5 de Julho de 2014
Opinião
Uma bengala para a coligação
  
             Joaquim Vitorino
António Costa, ao desafiar o Líder do seu partido transformou-se numa bengala para a coligação.Talvez não fosse essa a sua intenção, mas as causas não anulam o efeito, porque já não pode voltar atrás. António Seguro foi muitas vezes complacente com o Governo, mas não é de todo censurável, se colocou o interesse de Portugal acima do Partido Socialista. O que é inquestionável é que A. Costa não mediu as consequências do momento crucial que se vive no país, ou o moveu uma enorme ambição pessoal e essa jamais servirá Portugal.

   Não pertenço a nenhuma das fações em litígio nem estou a defender a coligação; os meus leitores mais atentos provavelmente já compreenderam, pelos artigos e crónicas que publiquei, que sou um simpatizante da monarquia, opção na qual teve um grande peso a situação caótica em que “todos” os partidos políticos portugueses deixaram afundar o nosso país.

   A decisão de A. Costa, por quem tenho uma certa simpatia pessoal pelo trabalho feito na C. M. de Lisboa, foi extemporânea e constitui uma “lufada de ar fresco” para este Governo e também para o Sr. Presidente da República, que vê assim confirmada a sua acertada decisão em deixar a coligação ir até ao fim, porque as eleições antecipadas deixariam tudo na mesma.

   António Seguro estava seguríssimo que antecipar as eleições seria um risco por dois motivos: teria que se aliar à esquerda, o que teria um custo inaceitável para muitos Socialistas, ou fazia uma aliança com a direita, que seria uma concordância explícita com as políticas dos Governos anteriores, o que o colocou entre a espada e a parede, optando assim pelo desgaste do governo até ao final do mandato em 2015. António Costa apercebeu-se e ficou impaciente porque não servia os seus objetivos pessoais.

   António Seguro ganhou duas eleições, o que não foi assim tão mau, porque o PS não pode fugir às responsabilidades na situação precária em que nos encontramos e os portugueses não vão esquecer quem pediu a assistência financeira ao nosso país. Por isso, A. Costa, se assumir que o PS é tão culpado quanto os outros, nunca conseguirá um resultado eleitoral muito diferente, e o que se passa nesta disputa nada tem a ver com os resultados das últimas eleições. Trata-se sim de um assunto estritamente pessoal.

   O país não precisa de messianismos de qualquer espécie, mas de alguém que coloque Portugal e o seu povo acima das elites dos partidos políticos que representam e, no caso em referência, nem uma palavra se ouviu nesse sentido, porque não apresentou um plano político e de desenvolvimento económico que conduza à salvação nacional.

   Aliás, viu-se a colagem quase imediata ao desafiante A. Costa de alguns históricos do PS, para não perderem o comboio daquele que melhor defenderá os seus interesses.

   Portugal está a caminhar para uma viagem sem regresso: quem tiver a coragem e honestidade de inverter esta caminhada suicida com sucesso, terá certamente o país a seus pés.

   Em confirmação do que se está a passar, bastaria dar uma vista de olhos na zona de embarque do Aeroporto de Lisboa, quando da partida dos Deputados eleitos para o Parlamento europeu, parecia uma excursão da terceira idade a rumar a Bruxelas. Alguns, já na idade da reforma, receberam como prémio de carreira uma “estadia” no Parlamento europeu, outros foram empurrados para longe, porque seriam um incómodo mantê-los por perto, a que se juntam grávidas em proximidade do parto, enquanto outros, sem qualquer experiência, vão representar Portugal.

   Os portugueses não fazem a mínima ideia do que os deputados vão fazer no clube dos ricos que é o “Parlamento Europeu” em benefício do nosso país. É que esta Via Sacra já dura há 30 anos e Portugal continua cada vez mais pobre e atrasado, e dependente da emigração e da dívida.

   J. Vitorino
Vermelha – Cadaval
05-07-2014
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Comentário de Dom Rosario
06-07-2014 às 15:19
Carissimo Barao D. Joaquim li o Seu texto e o conteudo è verdadeiramente optimo e excepcional. Estou de acordo com voce em todo!!! BRAVISSIMO! Um grande e sincero abraço.
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