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Edição Nº 125 Director: Mário Lopes Terça, 22 de Março de 2011
Após submetida a obras de conservação e valorização
Real Fábrica do Gelo reinaugurada domingo
na Serra de Montejunto
   


Edifício de Armazenamento do Gelo

A Real Fábrica do Gelo vai ser reinaugurada no domingo, 27 de Março, pelas 15h, na serra de Montejunto, após ter sido alvo de obras de conservação e valorização. A cerimónia inaugural do monumento nacional setecentista será presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle. O complexo da Real Fábrica do Gelo, considerado por inúmeros especialistas internacionais como um caso único – pela originalidade das suas estruturas e pelo razoável estado de conservação a que chegou aos nossos dias – reabre assim ao público, com melhores condições de visitação.

   Valorização permitirá uma melhor fruição pelo público 

   Classificada, em finais de 1997, como Monumento Nacional, o antigo complexo fabril permitirá doravante, aos visitantes, uma melhor percepção e fruição das estruturas observadas. Possibilitará, ao mesmo tempo, o conhecimento sobre o fabrico do gelo nacional e internacional bem como sobre o papel inovador que a Real Fábrica desempenhou na produção de gelo.

   Foi precisamente no intuito de salvaguardar, valorizar e divulgar a Real Fábrica do Gelo que o município do Cadaval, com a colaboração do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, levou a cabo um projecto de conservação e valorização.

   O projecto incidiu em intervenções de conservação e restauro das estruturas arqueológicas, criação de centro de interpretação e sinalética, recuperação de percursos e envolvente e, por último, implementação de um plano de marketing (execução de material promocional diverso, em especial painéis e folhetos, elaboração de monografia, criação de site - www.realfabricadogelo.com, promoção na comunicação social e reforço da divulgação nos roteiros turístico-culturais).

   O município do Cadaval espera, deste modo, transformar a Real Fábrica do Gelo num pólo dinamizador da serra de Montejunto, do concelho e da própria região.

   Secretário de Estado da Cultura presidirá à inauguração

    


Tanques de congelação

A inauguração está marcada para as 15 horas de domingo, 27 de Março. Após a recepção às entidades, junto ao Centro de Interpretação Ambiental, decorrerá o descerrar de placa, à entrada do complexo fabril, pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, e pelo presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Aristides Sécio, seguindo-se visita guiada às estruturas.

   Pelas 15h30, está prevista a recriação histórica do funcionamento da Real Fábrica do Gelo, pelo Rancho Folclórico “Os Neveiros de Montejunto”, da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro de Pragança.

   Meia hora depois, seguir-se-á a actuação do grupo de flautas da Banda Filarmónica 1.º de Dezembro de Pragança.

   O programa inclui, cerca das 16h15, a sessão solene de discursos, seguida da apresentação do site oficial da Real Fábrica do Gelo e da monografia "A Fábrica de Neve da Serra de Montejunto".

   A finalizar a cerimónia, decorrerá, perto das 17h, junto ao Centro de Interpretação Ambiental, um beberete-convívio, a par da actuação musical do Rancho Folclórico “Os Neveiros de Montejunto”.

   Origem e importância da Real Fábrica do Gelo

   A antiga fábrica é constituída por três grandes sectores funcionais: área de elevação e distribuição da água; tanques de congelação ou geleiras; poços ou silos de armazenamento de gelo e área de expedição.

   O ano de 1741 é apontado, por estudiosos, como a data provável da sua edificação. O crescente consumo do gelo no séc. XVIII, não apenas na corte e no seio da nobreza, mas também nas camadas burguesas e populares, terá motivado a construção da Real Fábrica do Gelo em Montejunto, que seria a única serra, de entre um conjunto de elevações próximas de Lisboa, que oferecia as condições climatéricas necessárias à congelação da água durante a estação invernosa.

   Após retirados dos poços de conservação, os blocos de gelo eram envolvidos em palha e serapilheira e transportados, até à base da serra, no dorso de burros. O gelo seguia depois viagem, no interior de carros de bois, até à Vala do Carregado, onde prosseguia, através do rio Tejo, a bordo dos “barcos da neve”. Chegados a Lisboa, abasteciam desde a corte até aos cafés alfacinhas. 

   A produção de gelo na serra de Montejunto terá cessado no final do século XIX, de acordo com o testemunho dos mais idosos da aldeia de Pragança, a qual seria, provavelmente, a principal fornecedora de mão-de-obra.

   Fonte: SCRP | CMC

22-03-2011
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Comentário de Maria Henriqueta Falé Leandro
24-09-2011 às 19:42
Acho muito curioso o método de conservar e transportar o gelo. Isto é, só com palha e serrapilheira fazia-se todos este processo. E estamos nós hoje tão dependentes de tantas energias...
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