
Ricardo Miguel
Escrevo estas linhas após a grandiosa manifestação de 6ª feira 13, uma resposta dos trabalhadores à ofensiva do Governo PS/ Sócrates… esta política errada e injusta para os trabalhadores e para o povo português coloca com cada vez maior premência a questão crucial do momento: pôr termo a esta política que há mais de três décadas vem flagelando o povo e o País, servindo os interesses dos grandes e poderosos, ou seja: de uma escassa minoria de portugueses – e substitui-la por uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, ou seja: ao serviço dos interesses e direitos da imensa maioria dos portugueses.
Por isso, parece justo realçar o papel que a Coligação Democrática Unitária tem vindo a desempenhar ao longo dos anos, em todas as instituições em que está representada: na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, batendo-se firmemente pelos interesses nacionais, por uma política de rendimentos favorável a quem trabalha, pela promoção da produção nacional e pela defesa do nosso aparelho produtivo, pela defesa do ambiente e da qualidade de vida dos portugueses; nas Autarquias Locais levando por diante o notável trabalho em prol das populações, numa prática que a afirmou, com o reconhecimento mesmo entre adversários, com o que de melhor, mais positivo e mais inovador foi feito em matéria de gestão autárquica – e sublinhe-se: sempre, sempre, quer na AR quer no PE quer no Poder Local, respeitando integralmente os compromissos assumidos com os portugueses em todos os actos eleitorais.
A intervenção da CDU nos três actos eleitorais previstos para este ano – Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais – é parte integrante da luta contra a política de direita. Quer isto dizer que votar na CDU em qualquer dessas eleições é votar por uma nova política capaz de deitar mãos à resolução dos grandes e graves problemas existentes. E é, por isso mesmo, votar contra o desemprego, a precariedade, os baixos salários, pensões e reformas, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos, enfim, a subordinação do poder político ao poder do grande capital com todas as suas decorrências.
Assim, é nossa tarefa essencial fazer do dia 7 de Junho um dia de luta na qual o voto é a arma dos trabalhadores e do povo, na qual a greve, a paralisação, a manifestação, o protesto assumirão a forma do voto contra a política de direita e por uma política ao serviço dos trabalhadores e do povo. Que Deputados do Parlamento Europeu visitaram a região? Que deputados estiveram em contacto com as actividades económicas da Região? Que Deputados questionaram, apresentaram propostas sobre a nossa região?
Estou certo que farão a justiça de reconhecer que a Deputada da CDU Ilda Figueiredo, novamente candidata, foi a única sempre presente em visitas, contactos, reuniões, levando a Bruxelas os problemas mas também os seus protagonistas.
E na Assembleia da República, o papel de oposição mas também a apresentação de propostas alternativas e de ruptura, afirmando que sim é possível vencer a crise!
Nas Autarquias, merece destaque o papel dos eleitos da CDU na Câmara Municipal de Peniche, que acompanho mais de perto, mas também a oposição que temos feito no Cadaval à maioria PSD/ Aristides Sécio responsável pelo facto do Concelho estar parado no tempo.
Estas notas de caracterização para quê? Para afirmar que a minha expectativa para 2009 é que, pelo voto, na CDU, possamos traçar novos rumos para o país.
Ou seja: é na CDU – espaço democrático, plural, amplo, aberto a todos quantos, não apenas não se conformam com a política de direita, mas querem pôr-lhe definitivo termo – que se situam as forças essenciais da luta pela implementação de uma inequívoca e consistente política de esquerda. Luta que, como o PCP tem vindo a sublinhar, é condição indispensável para a necessária ruptura; luta que é necessário intensificar e ampliar atraindo a ela novos segmentos das massas trabalhadoras e das populações; luta de que são componentes as batalhas eleitorais que aí vêm – e nas quais o reforço da expressão eleitoral da CDU se coloca como objectivo essencial.
Ricardo Miguel