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Edição Nº 72 Director: Mário Lopes Quarta, 25 de Outubro de 2006
Um dos maiores dramaturgos portugueses de sempre
Santarém comemora 50º aniversário da primeira peça de Bernardo Santareno

       
Fernanda Lapa, Moita Flores e Vicente Batalha
A apresentação da iniciativa “Novembro, Mês de Santareno”, decorreu no dia 23 de Outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Santarém.

    Estiveram presentes Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém; Fernanda Lapa, actriz que irá interpretar a peça “Ódio”; Vicente Batalha, director do Instituto Bernardo Santareno e José Coelho, autor do troféu Bernardo Santareno.

       Para Francisco Moita Flores, Bernardo Santareno “não é só uma produção de Santarém, mas também uma produção do mundo”. O autarca de Santarém destaca a importância de Santareno para o concelho e revela que “estamos a iniciar o caminho da sensibilidade, do saber e do sentir as coisas de Santarém e do seu desenvolvimento” de forma a ter orgulho “naquilo que é nosso”. O autarca de Santarém revela também “que no mês de Novembro terá início o Ano de Santareno”, que se prolongará para 2007 “ano em que se comemora os 50 anos da sua primeira peça”.

      


Conferência de imprensa

Por sua vez, o director do Instituto Bernardo Santareno explicou que “esta é a primeira iniciativa do Instituto após a sua fundação em Abril de 2006”. Vicente Batalha considera que “este é o início de uma caminhada de evocação a Bernardo Santareno”, além de ser também “uma caminhada para o estudo da sua vida e obra”. Certo é que irá “ser feita divulgação nas escolas sobre a vida e obra de Santareno” e, inclusive, “já foram realizadas reuniões com agrupamentos escolares a fim de se incluir Santareno no programa das escolas.” 

        Vicente Batalha destaca do programa de “Novembro, mês de Santareno”, a realização do dia 3 da conferência “Santareno entre o Céu e o Inferno”, proferida por Luís Rebello; a estreia nacional da peça “Ódio”, interpretada por Fernanda Lapa, no dia 10 e com repetição no dia 11; a Grande Gala Santareno, no dia 19, onde serão atribuídos os Prémios Santareno de Teatro; a apresentação do Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno e inauguração do monumento (que irá ser concebido a partir do troféu Santareno de Teatro) à sua obra no dia 27, e finalmente a representação da peça “A Confissão”, pelo Centro Dramático Bernardo Santareno, nos dias 29 e 30 de Novembro.

        


Fernanda Lapa vai interpretar "Ódio"

A actriz Fernanda Lapa classificou Bernardo Santareno “como um grande amigo que foi muito perseguido e que mais tarde foi esquecido”. Para a actriz, é uma “honra estar em Santarém e fazer parte desta homenagem a um amigo”, além de ser “com muito orgulho que estreio a peça “Ódio” em Santarém”. A actriz não quis deixar de mostrar a sua gratidão pelo facto de a “terra onde nasceu Santareno se ter lembrado de o homenagear”.                                     

          Por sua vez, o artista plástico José Coelho, responsável pela criação do troféu Santareno confessou “que Santareno foi uma descoberta”, considerando-o “o maior autor de peças de teatro depois de Gil Vicente”. O artista plástico revelou ainda que “o poema “Os olhos de Deus” define na perfeição o troféu” criado por si.  

Instituto Bernardo Santareno
      Com o objectivo de divulgar e estudar a vida e obra de Bernardo Santareno, foi fundado em Abril de 2006, o Instituto Bernardo Santareno, tendo como director Vicente Batalha. A sede do Instituto está situado no edifício dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Santarém.
 
Programa “Novembro, mês de Santareno”


Bernardo Santareno



Teatro Sá da Bandeira
3 de Novembro, Sexta-feira, pelas 21h30
“Santareno entre o Céu e o Inferno” - Conferência de Luís Francisco Rebello,  dramaturgo e historiador de teatro
Inauguração da exposição sobre a  vida e obra  de Bernardo  Santareno. Patente ao público até dia 30 de Novembro.

10 de Novembro, Sexta-feira, pelas 21h30
Estreia nacional da peça “Ódio” de Jorge Humberto Pereira

Prémio Bernardo Santareno Jovens Dramaturgos/2005 da Sociedade Portuguesa de Autores/SPA pela Escola de Mulheres – Oficina de Teatro
Interpretação Fernanda Lapa
Encenação Francisco Camacho
Coreografia Ana Vaz | Francisco Camacho

11 de Novembro, Sábado, pelas 21h30
Segundo espectáculo de “Ódio”

19 de Novembro, Domingo, pelas 21h30 – Aniversário do nascimento de Bernardo Santareno
Grande Gala Santareno

Poesia  por Carlos Oliveira, Maria da Purificação e Vicente Batalha
Bailado por Joana Bergano e Francesca Bertozzi
Canções Carlos Mendes e Tim
Entrega de Prémios Santareno de Teatro - troféu criado pelo artista plástico José Coelho

Sala de Leitura Bernardo Santareno
27 de Novembro, Segunda-feira, pelas 18h30
Apresentação do Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno
Inauguração do monumento à sua obra

Teatro Sá da Bandeira
29 e 30 de Novembro
, Quarta-feira e Quinta-feira, pelas 21h30
“A Confissão” de Bernardo Santareno
Pelo Centro Dramático Bernardo Santareno
Na Confissão, Santareno continua as temáticas que marcaram a sua escrita, a sexualidade e a religião, as contradições sociais e a marginalidade.  Num período bastante instável para os poderes tradicionalmente instituídos, a Igreja não fugiu à regra e facilmente confundiram o púlpito com a tribuna, a intolerância com a doutrina, o servilismo com a ignorância. 
Interpretes: Carla Reis, Paula Nunes e Paulo Cruz
Encenação: José Manuel Rodrigues/ Carlos Oliveira
Música Original: João Madeira
Teatro Duração 60’ | Classificação: | M 16 |

Biografia de Bernardo Santareno, pseudónimo de António Martinho do  Rosário
 
1920 - A 19 de Novembro nasce em Santarém

1932 - Entra no Liceu Nacional de Sá da Bandeira, em Santarém, cujo curso termina no ano lectivo 1938/39.
Provavelmente, como admitiu em entrevista, escreve a sua primeira tentativa de escrita teatral, a peça “Olga, a Princesa Russa”, interpretada por sua prima, com a colaboração de familiares e amigos

1937/38 - Escreve o “episódio dramático”: “Este homem vai morrer”

1939
- Entra nos Preparatórios para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

1944/1945 - Escreve as peças “A Renúncia” e a  “A Confissão”

1945 - Transferência para a Universidade de Coimbra onde participa em recitais de poesia

1947 - Morte  de sua mãe Maria Ventura Lavareda

1950 - Conclui o Curso de Medicina em Coimbra

1954 - Publica o primeiro livro de poesia “A Morte na Raiz”

1955
- Publica o segundo livro e poesia “Romances do Mar”

1957 - A 1 de Abril, como médico,  embarca para a pesca do bacalhau  no envio “David Melgueiro”
Publica o terceiro livro de poesia “Os Olhos da Víbora” e o 1º volume “Teatro” com as peças “A Promessa”, “O Bailarino” e a “Excomungada”
( Mestre António Pedro afirma que se estava perante “o maior dramaturgo português e um dos casos mais sério de teatro moderno em qualquer país” e, no Teatro “ Experimental do Porto “TEP, dirige “A Promessa” que tem no elenco a actriz Alda Rodrigues. A peça, estreada  a 23 de Novembro de 1957, foi retirada de cena, passados poucos dias, devido a pressões da Igreja Católica).

1958 - Faz segunda viagem para a pesca do bacalhau, no “Senhora do Mar” e presta serviço no navio hospital “Gil Eanes”

1959
  - Publica “O Lugre” e “O Crime da Aldeia Velha”  e o livro de crónicas “Nos mares do fim  do mundo”
A 16 de Novembro, vai ao Círculo Cultural Scalabitano fazer uma conferência sobre “Caminhos possíveis para um  teatro português moderno”

1960 - Publica “António Marinheiro, O Édipo de Alfama”
Começa a trabalhar no Instituto de Orientação Profissional

1961 - Publica “Os Anjos e O Sangue”, “O Duelo”, “O Pecado de  João Agonia”, “Irmã Natividade” e ainda “O Prisioneiro “ (Correio do Ribatejo) 
1962 - Publica “Anunciação” e  é distinguido com o Prémio da Imprensa

1963 - A 11 de Junho inicia funções na Fundação Sain, onde trabalha com Fernanda Lapa e permanece até à data da sua morte.
É de novo distinguido com o Prémio da Imprensa

1966
- Publica “O Judeu”
Morte do seu pai Joaquim Martinho do Rosário

1967 - Publica “O Inferno”
Volta a ser distinguido com o Prémio da Imprensa

1969 - Publica  “A Traição do Padre Martinho
1970 - A 11 de Março, a Companhia do Teatro Nacional vem representar “O Pecado de João Agonia” a Santarém, ao Teatro Rosa Damasceno 

1974 - Publica “Português, Escritor, 45 Anos de Idade (que admitiu ser a sua última peça”
Desenvolve intensa militância política e cultural integrando o MDP/CDE e fazendo parte do Movimento  Unitário dos Trabalhadores Intelectuais (MUTI) e da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)

1975 - Escreve três Quadros de Revista, “A Guerra Santa”, “O Milagre das Lágrimas”, interpretados por Ivone Silva, e “Os Vendedores de Esperança” interpretados por Vera Mónica e Joel Branco, em “P’ra Trás Mija A Burra” (parceria com César de Oliveira, Rogério Bracinha e Ary dos Santos), estreada a 31 de Maio de 1975, no teatro ABC, e outro texto não utilizado, “O Senhor Silva” (mais tarde, “Monsanto”), incluído no espectáculo colectivo “Ao Qu ’Isto Chegou” do grupo A Barraca”, em 1977

1979 - Publica “Os Marginais e a Revolução” (“Restos”, “A Confissão”, “Monsanto”, “Vida Breve em Três Fotografias”)

1980 - Conclui a redacção de “O Punho”, que se manteve inédita até 1987
A 29 de Agosto, morre em Carnaxide/Oeiras, tendo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres em Lisboa

1990 - É criado em Santarém o Centro Dramático Bernardo Santareno cujo espectáculo de estreia “ António” foi uma montagem de textos  das suas peças.

 

25-10-2006
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