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Quem foi o principal vencedor das eleições para o Parlamento Europeu?
PS
Bloco de Esquerda
PAN
Outro
Edição Nº 222 Director: Mário Lopes Sexta, 24 de Maio de 2019
CDS promoveu jantar-comício em Alcobaça com Assunção Cristas
Nuno Melo: “PS faz publicidade enganosa
ao dizer que devolve rendimentos às famílias”
   
                                          Nuno Melo
Assunção Cristas, Nuno Melo, Pedro Mota Soares e os deputados Telmo Correia e Nuno Magalhães e ainda a futura cabeça de lista do CDS pelo distrito de Leiria às eleições para a Assembleia da República Raquel Abecassis estiveram presentes esta quarta-feira, dia 22 de maio, num jantar-comício em Alcobaça. A sala encheu com algumas centenas de apoiantes, entre os quais o presidente da Concelhia de Alcobaça, Nelson Plácido, e o vereador do CDS na Câmara Municipal de Alcobaça, Carlos Bonifácio. Os socialistas foram o principal alvo da campanha para as eleições para o Parlamento europeu, mas também comunistas e bloquistas não escaparam às críticas contundentes de Assunção Cristas, Nuno Melo e Adolfo Mesquita Nunes.

   Assunção Cristas criticou a posição do primeiro–ministro no caso do desaparecimento de armas da Base Aérea de Tancos, ao revelar que António Costa informou o Parlamento de que apenas soube do relatório da PJ Militar sobre a descoberta das armas desaparecidas no próprio dia da demissão do ministro da Defesa, Azeredo Lopes. A presidente do CDS considera estarmos perante um ato de incompetência do Governo socialista, dado que António Costa deveria saber atempadamente do caso por informação do ministro da Defesa ou, não sabendo, é ele também responsável por nomear um ministro sem sentido de responsabilidade. “O ministro da Defesa foi desleal ao primeiro-ministro ou o primeiro-ministro encobriu o caso”, concluiu.

   A presidente do CDS referiu-se também ao problema da falta de redundância das comunicações do SIRESP para a Proteção Civil denunciando que continua por resolver, passadas 221 horas depois do primeiro-ministro ter garantido que o problema ficaria resolvido em algumas horas.

 
                  Assunção Cristas
Assunção Cristas contestou também a informação do primeiro-ministro de que 600 quilómetros de cabos de telefone já foram enterrados, considerando-a falsa perante as informações que obteve por outras fontes, não devendo chegar aos 100 km.

    A presidente do CDS considera que, desta forma, o País continua a não estar preparado para a época difícil de incêndios que se avizinha, classificando estas omissões de incompetência, desleixo e uma falta de respeito pelas vítimas dos incêndios e pelos seus familiares.

    Por sua vez, Nuno Melo centrou-se nos seus adversários políticos desta campanha eleitoral, a começar pelo PCP e Bloco de Esquerda classificados como “partidos extremistas”, apesar de valerem 20% do eleitorado e, por isso, traça como um dos objetivos do CDS ficar à frente destes partidos apoiantes da “Geringonça”.

  
                   Candidatos do CDS às eleições europeias
Outro dos alvos do cabeça de lista do CDS foi o ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, acusado de fazer campanha pelo PS enquanto ministro, mas de não dar resposta aos muitos problemas que tutela.

   A área social foi especialmente visada por Nuno Melo, que citou o caso de uma senhora muito idosa e viúva, incapacitada e dependente de terceiros, que há 13 meses espera pela sua pensão de sobrevivência sem que sequer tenha resposta ou o caso de outra pessoa idosa que veio ter consigo em Faro e que há dois anos espera por uma pensão de reforma que não lhe é processada e que lhe disse “eu tenho de trabalhar todos os dias, porque senão morro de fome.”

   “Sobre estes casos, o PS não diz nada enquanto faz a sua publicidade enganosa de que devolve rendimentos às famílias e aqui estamos a falar de famílias e de pessoas e das que mais necessitam”, criticou Nuno Melo.