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| Real Fábrica do Gelo vai voltar a entregar gelo no café Martinho da Arcada |
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 Aristides Sécio A musealização da Real Fábrica do Gelo deverá ser inaugurada até ao Verão, depois da intempérie que assolou a Região Oeste, no dia 23 de Dezembro, ter afectado este património do século XVIII, classificado como Monumento Nacional desde 1997. A musealização do espaço irá mostrar o percurso comercial do gelo, da Serra de Montejunto até Lisboa, em painéis multimédia, mas é intenção da autarquia recriar anualmente o percurso com meios de transporte idênticos aos da época, apanhar uma barcaça na Vala do Carregado, desembarcar no Terreiro do Paço e entregar simbolicamente o gelo no Café Martinho da Arcada, o entreposto comercial deste produto inovador na época.
A inauguração prevista para o dia 13 de Janeiro, dia em que se comemora a restauração do concelho teve de ser adiada, dados os prejuízos significativos registados na Serra de Montejunto e também no perímetro da Real Fábrica do Gelo, nomeadamente, com a queda de árvores de grande porte, uma das quais atingiu os próprios silos. Segundo Aristides Sécio, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, dada a delicadeza do local, a remoção das árvores tem sido efectuada manualmente e o facto de 2010 ter sido um ano chuvoso tem dificultado a conclusão do trabalho, que é significativo, dado o elevado número de árvores, o seu porte e tratar-se de madeira nobre.
De qualquer modo, o autarca prevê que a inauguração ocorra ainda antes do Verão “para que as pessoas percebam a importância do monumento. Não se tratava de obter gelo a partir da neve, era uma fábrica que fabricava gelo artificialmente. A água era colocada dentro dos tanques e as baixas temperaturas nocturnas, de forma natural, encarregavam-se de solidificar a água. Era um fabrico inovador na época e como tinha a particularidade de estar muito perto da Capital, de Lisboa, um centro de consumo já naquela época, constituiu uma importante actividade económica”.
A Câmara Municipal do Cadaval mostrar às pessoas como era efectuado todo o trajecto, em burros ou carros de bois, da Serra de Montejunto à Vala do Carregado, e daí, em barcaças, até ao Terreiro do Paço. Segundo Aristides Sécio, a musealização do espaço irá mostrar o percurso em painéis multimédia, mas é intenção da autarquia recriar anualmente o percurso com os meios idênticos aos da época, apanhar uma barcaça na Vala do Carregado, desembarcar no Terreiro do Paço e entregar simbolicamente o gelo no Café Martinho da Arcada, o entreposto comercial do gelo na época.
Mário Lopes
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| 04-06-2010 |
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