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Edição Nº 234 Director: Mário Lopes Sexta, 24 de Julho de 2020
Para a construção de uma região de turismo inteligente e sustentável.
NOVA e Comunidade Intermunicipal do Oeste vão criar a primeira região inteligente do País
   
    Plataforma Smart Region é baseada
        em câmaras de videovigilância
A Nova Information Management School (NOVA IMS), da Universidade Nova de Lisboa, e a Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste) preparam-se para criar a primeira região inteligente do país. O ecossistema criado por esta parceria estratégica permite que a academia de excelência e a administração pública possam implementar modelos que ajudem o processo de tomada de decisão de políticas públicas e, simultaneamente, ajudem investidores e agentes económicos a desenvolver atividades económicas de efetivo valor acrescentado, baseado em dados factuais. O Projeto terá investimento total de um milhão de euros.

    O Projeto-piloto arranca na Comunidade Intermunicipal do Oeste, que é constituída pelos municípios de Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval.

   O Objetivo da Plataforma Smart Region é poder ser replicada para todas as regiões do país incluindo Madeira e Açores.

   Será a primeira plataforma analítica integrada de inteligência territorial que, numa abordagem de big data e ciência dos dados, oferecerá capacidades de recolha, armazenamento, processamento e análise dos dados gerados pelas redes Wi-Fi públicas dos municípios que, combinados com dados provenientes dos sistemas operacionais e das redes de sensores municipais, permitirá alavancar a construção de uma região de turismo inteligente e sustentável.

    Para este fim, a NOVA IMS vai investir um milhão de euros para criar a primeira Plataforma Analítica Integrada de Inteligência Territorial Smart Region. O projeto piloto arranca no território da Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste) e terá a duração de dois anos, período após o qual a plataforma Smart Region ficará disponível para ser replicada em todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores. Trata-se de um projeto colaborativo de cocriação de uma solução inovadora capaz de potenciar a economia da região assente no conceito de Smart Cities aplicada ao turismo inteligente e sustentável.

   O projeto terá um investimento total de 999.843 euros, cofinanciados em 57% (569.410 euros) pelo Fundo Social Europeu. O potencial de retorno económico é calculado em 533.000 euros em 2021 e 2022, considerando a automatização de processos, cuja informação é atualmente recolhida de forma manual, poupanças com a deslocação aos municípios para esclarecimento de questões, redução da despesa com custos médios de comunicações móveis, entre outros.

   Tirando partindo do potencial de criação de capacidades analíticas gerado pelas iniciativas Wi-Fi dos Centros Históricos do Turismo de Portugal e WiFi4EU da Comissão Europeia, este projeto tem como objetivo geral criar a primeira plataforma analítica integrada de inteligência territorial que, numa abordagem de big data e ciência dos dados, oferecerá capacidades de recolha, armazenamento, processamento e análise dos dados provenientes dos sistemas operacionais e das redes de sensores municipais integrados com os dados gerados pelas redes Wi-Fi públicas dos municípios abrangidos. Esta abordagem altera o paradigma de planeamento e gestão do turismo e hospitalidade à escala intermunicipal numa abordagem de Smart & Sustainable Tourism.

   Através desta plataforma será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam o território da CIM Oeste, com base nos dados do registo e utilização dos pontos de acesso Wi-Fi, envolvendo as dimensões espaço e tempo na análise. Por exemplo, conhecer o número e características de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação, marcar pontos de interesse, etc. Em paralelo, irá permitir disponibilizar uma aplicação que melhora a experiência de quem visita a comunidade intermunicipal tirando partido do cruzamento de dados provenientes dos sistemas operacionais municipais com os dados originários das redes de Wi-Fi visando disponibilizar informação dinâmica no espaço e no tempo e suportando ações de marketing de contexto, isto é, entregar informação personalizada em função do momento e local onde a pessoa se encontra.

     A Plataforma Analítica Integrada de Inteligência Territorial Smart Region visa aproveitar as tecnologias de informação e comunicação e, assente na identidade territorial, alavancar a geração de conhecimento para promover a regeneração económica, a coesão social, uma melhor administração do território e gestão das infraestruturas, passando de uma de uma lógica de gestão urbana reativa para uma lógica proactiva, suportada pela transformação digital e baseada no conhecimento, na disponibilização alargada de dados e na atualização permanente da informação.

   Miguel de Castro Neto, Subdiretor da NOVA IMS e Coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, nota que: “As capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados, lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais ativa e participada”. Para o especialista é “essencial dotar o território nacional e órgãos de soberania, locais, regionais e nacionais, de ferramentas que permitam uma tomada de decisão baseada em dados fidedignos e em tempo útil, como a atual pandemia bem evidenciou”.

   “Sendo um dos exemplos mais comuns a utilização dos metadados das comunicações móveis para construir esta inteligência territorial, a generalidade destes serviços assenta na utilização de dados externos, com a consequente necessidade de contratualização de um serviço de informação permanente e respetivo custo associado”, explica Pedro Folgado, presidente da CIM Oeste. E adianta que “o processo de criação de redes de Wi-Fi público municipal gera a oportunidade de, pela primeira vez, os municípios serem os ‘donos’ dos dados necessários e suficientes para o desenvolvimento de capacidades analíticas e pela criação de valiosos insights sobre as mais diversas dimensões da governação do território”.
 
    Fonte: OesteCIM
24-07-2020
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