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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Segunda, 16 de Janeiro de 2006
Caldas da Rainha
Joana Dias expõe na Galeria Umnome

 "Alvo - Meu corpo é um centro", de Joana Dias

A Galeria Umnome inaugurou dia 7 de Janeiro a exposição de pintura "Eu não sou o outro", de Joana Dias, que estará patente até ao dia 15 de Fevereiro. Joana Dias formou-se em Pintura em 2004 pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, tendo sido distinguida com três prémios no ano de 2003: Menção Honrosa, Salão de Primavera, Prémio Salúquia às Artes de Pintura, Outubro e Prémio Salúquia às Artes de Revelação/Inovação.

Escreve Joana Dias: A arte nasceu ao mesmo tempo que o Homem, e dele sempre fez parte. Sendo o Homem símbolo original de toda a criação, foi o seu primeiro gesto artístico a sua primeira intenção existencial. O seu primeiro grito foi uma nota musical, a sua primeira garatuja foi uma composição estética. Sendo assim, pode a origem do homem fundamentar-se e explicar-se pela origem da arte.

Martin Heidegger partiu deste principio quando atribuiu o significado de coisa à obra de arte. A coisificação significava uma nadificação da obra de arte, que por sua vez explicava o seu não-nada. Heidegger explicava assim a obra de arte como detentora de vida e existência distintas, em relação às outras coisas, e até à existência humana.

A obra que tenho vindo a realizar reflecte a relação do Homem com a Arte no sentido que Heidegger a reflectiu, sendo, no entanto, a partir da capacidade do homem expressar-se que é realizada esta reflexão. No processo em que a obra de arte capta o mundo sensível, ela torna-se equiparável ao que ela pretende representar - um mundo interior e um mundo exterior - para a distinguir posteriormente. Sendo a expressão o gesto mais antigo do homem, reflecte, por um lado, o essencial do mundo sensitivo (exterior), estimulando no sujeito, por outro, a esfera do sensível (interior).

Observar uma obra de arte cria na consciência humana, entre outros aspectos, um campo, em que o real, mas também o não-real, se tornam compreensíveis e compatíveis. É então oferecida ao espectador uma total compreensão do mundo, pois nela estão presentes elementos tanto de um mundo primordial e original, exteriores e a priori ao sujeito, mas ao mesmo tempo deles dependendo toda a sua existência, como também tudo o que integra a sua presença no aqui e no agora.

A expressão será o meio privilegiado e essencial de criar aquele campo dentro do espectador. Foi, desde tempos imemoriais, a partir da expressão que o Homem se projectou, será a partir da expressão que o Homem continua a poder-se revelar, no seu mais puro estado de ser.

A minha busca vai nesse sentido, o de encontrar entre as formas de expressão aquela que melhor pode, representando o mundo exterior, resgatar do que há mais profundo do mundo interior.

É na obra de arte que o Homem se compreende, na sua função e na sua origem mais remota, onde se observa, descobre e explica. É na expressão que concretiza essa compreensão.

16-01-2006
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