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Edição Nº 218 Director: Mário Lopes Sábado, 5 de Janeiro de 2019
Recentemente restaurado
Museu Municipal do Bombarral expõe retábulo de Baltazar Gomes Figueira até ao mês de abril
  
                            Inauguração da Mostra
As duas pinturas mais significativas do património artístico existente no concelho do Bombarral encontram-se em exposição, desde o dia 7 de dezembro de 2018, no Museu Municipal.

   Trata-se do Retábulo de São de Brás, obra da autoria do pintor Baltazar Gomes Figueira pertencente à Ermida de São Brás, e a pintura "Santa Justa e Santa Rufina", de Josefa d'Óbidos, pertencente à Capela da Columbeira. A Mostra, que inclui ainda uma pintura de Josefa d’Óbidos, vai estar patente até abril de 2019.


   No diz respeito ao retábulo, a sua autoria era até há pouco tempo desconhecida, sendo graças à investigação realizada no âmbito da elaboração do livro “Arte por terras do Bombarral” (2017), que se veio a descobrir que se tratava de uma obra de Baltazar Gomes Figueira, pai de Josefa d’Óbidos.

   Recentemente restaurado, o retábulo vai estar em exposição no Museu Municipal até abril do próximo ano, regressando de seguida à Ermida de São Brás, que irá ser alvo de obras com vista a criar melhores condições para receber este importante conjunto.

   A abertura da exposição foi antecedida por uma conferência proferida pelo Doutor Vítor Serrão, coordenador do centro de investigação ARTIS - Instituto de História da Arte / Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a quem coube coordenar a investigação que permitiu reconhecer a autoria do retábulo da Ermida de São Brás.

  
       Conferência sobre a autoria do retábulo da Ermida
                                    de São Brás
O momento foi ainda aproveitado para a formalização da referida investigação, através da assinatura de um protocolo entre a autarquia e o ARTIS, documento que abre portas à realização de outras iniciativas no âmbito da recuperação e promoção do património artístico do concelho.

   Salientando a “indiscutível genialidade” de ambos os pintores, o vice-presidente da Câmara Municipal, Nuno Vicente, sublinhou que para o Bombarral é um “privilégio possuir estas duas magníficas obras de pintura, que hoje, todos os bombarralenses e todos os que nos queiram visitar podem contemplar”.

   Sem esquecer “o trabalho, dedicação e empenho, de todos os intervenientes no seu processo de estudo, recuperação e restauro”, o autarca concluiu afirmando que “elevámos e enriquecemos um legado que permanecerá para sempre no património de todos os bombarralenses. Salvaguardámos e recuperámos a memória, a história, a identidade, mas sobretudo uma das referências mais altas da nossa arte”.

   Por sua vez, o Doutor Vítor Serrão congratulou-se com a recuperação, “por vontade e iniciativa camarária, de uma obra de arte que estava em desmemória, em abandono, em ruína, em perigo de vida”.

   Neste âmbito, o docente destacou ainda o protocolo assinado, afirmando que não se trata “de um mero documento”, mas sim de “um instrumento de trabalho, o qual podemos aproveitar para devolver património à comunidade”.

  
       Retábulo de São de Brás, obra da autoria do pintor
                               Baltazar Gomes Figueira
A sessão continuou com a preleção do Doutor Vítor Serrão, que, perante uma plateia que lotou ao Auditório Municipal, falou mais pormenorizadamente acerca do Retábulo de São Brás, assim como do próprio autor, Baltazar Gomes Figueira, e da sua obra.

   A conferência contou ainda com as intervenções de Joana Dias, da empresa Arte Restauro, que partilhou com António Salgado a coordenação deste restauro, e da investigadora Vanessa Antunes, que falou sobre o acondicionamento, transporte e estado de conservação da obra de Josefa d’Óbidos, bem como do estudo dos materiais das pinturas do retábulo de São Brás.

   O evento, intitulado “Baltazar Gomes Figueira e Josefa d’Óbidos. Da génese ao esplendor da pintura protobarroca no Bombarral”, foi coordenado pelos investigadores bombarralenses Joaquim Rodrigues dos Santos e Dóris Santos e finalizou com a visita à exposição, que vai estar patente no Museu Municipal do Bombarral até abril do próximo ano.

   De referir, por último, que esta foi uma iniciativa que resultou de uma parceria entre o Município do Bombarral e o ARTIS - Instituto de História da Arte / Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, à qual se associaram instituições como a LibPhys da Faculdade de Ciências e Tecnologia / Universidade Nova de Lisboa, o Laboratório Hércules da Universidade de Évora e a empresa Arte Restauro.

   Fonte: GAPOM|SRPCICMB
05-01-2019
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