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Edição Nº 203 Director: Mário Lopes Terça, 19 de Setembro de 2017
Falta de tempo invocado pelos candidatos
Debate com candidatos à Câmara Municipal
de Alcobaça sem vencedores nem vencidos
  
             Lúcia Duarte, Paulo Inácio, Rogério Raimundo,
       Carlos Bonifácio, Cláudia Vicente e António Delgado
O auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça recebeu sábado, dia 9 de Setembro, um debate entre os cabeças de lista à Câmara Municipal de Alcobaça: Paulo Inácio (PSD), Cláudia Vicente (PS), Carlos Bonifácio (CDS), Rogério Raimundo (CDU), António Delgado (BE) e Lúcia Duarte (Independente) vão debater as suas propostas para o concelho, com moderação de Joaquim Paulo (Região de Cister) e Mónica Alexandre (Tinta Fresca/Rádio Benedita FM). Um debate onde todos os candidatos primaram pela elevação, não faltando mesmo algumas pitadas de bom humor, apesar das críticas recíprocas.

   Um debate feito à medida da transmissão radiofónica, com rondas de dois minutos para cada candidato, com direito a um minuto adicional para réplica, mereceu reparos da maioria dos candidatos, com especial destaque para Rogério Raimundo que fez questão de iniciar cada intervenção com a ressalva do escasso tempo disponível para poder argumentar, arrancando mesmo risos da assistência após a terceira intervenção.

   Carlos Bonifácio criticou os alcatroamentos municipais sem projecto em vésperas de eleições, revelando que irão durar apenas sete anos, contra os 15 anos caso fossem feitos com projecto, garantindo que, caso seja eleito presidente, irá optar sempre por esta última alternativa.

   António Delgado criticou a opção municipal de aceitar pagar as obras dos acessos aos novo hotel de cinco estrelas a instalar no Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça, defendendo que não deveriam ser os alcobacenses a pagar empreendimentos privados.

   Relativamente ao orçamento municipal, Rogério Raimundo lamentou não ter havido tempo para os vereadores o poderem discutir atempadamente em 2016, ao contrário do que aconteceu em 2015.

   Já Lúcia Duarte afirmou não estar suficientemente esclarecida sobre as finanças da Câmara Municipal.

  
       Mónica Alexandre (Tinta Fresca) e Joaquim Paulo
      (Região de Cister) moderaram o debate autárquico
Carlos Bonifácio voltou à carga para lembrar que o concelho de Alcobaça perdeu 800 eleitores em quatro anos. O ex-vice-presidente da Câmara Municipal de 2001 a 2009 quer mais emprego de qualidade no concelho e criticou o projecto do Centro de Negócios por só albergar quatro empresas, número que deveria ser multiplicado várias vezes para atingir o seu objectivo inicial. O autarca eleito pelo CDS continua a considerar também prioritária a criação da Área de Localização Empresarial da Benedita.

   António Delgado duvidou da quebra de eleitores anunciada pelo orador que o antecedeu, considerando que falta contabilizar os óbitos e os novos emigrantes. O candidato do Bloco de Esquerda criticou o mau estado das estradas de Alcobaça e das freguesias, bem como as requalificações urbanas já executadas por não terem sido realizadas a gosto das populações locais, bem como o abandono dos campos.

   Paulo Inácio começou por contrariar António Delgado neste último ponto, garantindo que os campos não só não estão abandonados como nunca produziram tanta riqueza. O candidato do PSD anunciou que a taxa de desemprego no concelho de Alcobaça é a mais baixa do Oeste e que a balança comercial do concelho é superavitária em mais de 100 milhões de euros, igualmente, o melhor resultado entre os concelhos do Oeste.

   Rogério Raimundo acusou o Executivo social-democrata de não cumprir as suas promessas e de não envolver as juntas de freguesias no desenvolvimento das zonas industriais, além de nem sequer colocar placas informativas sobre a sua localização. O autarca da CDU defendeu ainda um maior envolvimento da diáspora alcobacense no desenvolvimento do concelho.

   Lúcia Duarte tomou a defesa dos lojistas para afirmar que estes suportam um valor excessivo, tanto no preço da água como da derrama, lamentando que os turistas entrem e saiam do Mosteiro de alcobaça sem deixarem um euro que seja no comércio local. A candidata do PDR defende a criação de parques de negócio também em Pataias e Alfeizerão.

   Cláudia Vicente defendeu a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), a simplificação dos licenciamentos, a criação de isenções ficais para novos investidores e o envolvimento de todos os parceiros empresariais no desenvolvimento do concelho.

  
                 Cerca de 80 pessoas assistiram ao debate
Já António Delgado criticou a existência de portagens na A8, que oneram as empresas com custos excessivos e a falta de nós de acesso suficientes no IC9.
Paulo Inácio voltou a referir a boa performance económica do concelho e anunciou que a Câmara Municipal de Alcobaça pretende promover uma parceria com o Instituto Politécnico de Leiria para promover a inovação no sector da pedra e da cutelaria, a exemplo do que já sucede com os moldes.

   Por sua vez, Rogério Raimundo adiantou que a CDU elaborou um documento de desenvolvimento estratégico que irá ser discutido nas 13 freguesias do concelho.
Lúcia Duarte sugeriu a contratação de um consultor experiente na área do turismo, considerando este sector demasiado importante para estar entregue a amadores.

   A candidata do PS considerou preocupante que uma empresa da Cela tenha feito um investimento de 500 mil euros na Área de Localização de Valado dos Frades, em detrimento da opção pelo concelho de Alcobaça.

   Carlos Bonifácio desvalorizou o mérito municipal nos indicadores positivos do concelho, considerando que “o mérito do desenvolvimento é dos empresários.” O candidato do CDS lembrou que a autarquia não aumentou as áreas industriais nos últimos oito anos e que o número de jovens que saem do concelho para prosseguir estudos superiores e não regressa é muito grande.

   Paulo Inácio recordou que em breve irão ser inauguradas estufas botânicas no Parque Verde, que irão fomentar o turismo escolar e contribuir para aumentar ainda mais o número de turistas no concelho.

   Rogério Raimundo quer o envolvimento dos munícipes no processo de desenvolvimento, se necessário, através de um concurso de ideias. O vereador da CDU defendeu que as freguesias devem ter acesso prioritário a fundos europeus no próximo quadro de fundos comunitários, dado que “o bolo só foi aplicado na cidade de Alcobaça neste mandato e São Martinho do Porto nos mandatos anteriores.”

   Lúcia Duarte criticou os critérios de atribuição de subsídios às associações considerando haver associações subsidiadas que não passam de cafés de bairro. Por outro lado, lamentou que 2/3 da freguesia de Aljubarrota não tenha acesso à rede de saneamento básico, carência que também se verifica na freguesia de Pataias.

   Cláudia Vicente considerou que a Câmara Municipal de Alcobaça não deve privilegiar umas freguesias em detrimento de outras e que a opção pela criação de jardins não se deve sobrepor à extensão da rede de saneamento básico a todo o concelho. A candidata do PS defendeu ainda o reforço do apoio social às famílias carenciadas do concelho.

   Carlos Bonifácio manifestou a intenção de resolver o problema da fixação de turistas em Alcobaça e defendeu a requalificação dos acessos à cidade, atualmente bastante degradados, nomeadamente, na Fervença, a “porta de entrada em Alcobaça, que possui uma mancha florestal riquíssima.” O vereador do CDS defendeu ainda a resolução do problema dos barracões devolutos da Rua D. Pedro V, junto ao Mosteiro de Alcobaça, considerando a não resolução deste problema durante mais de uma década “uma vergonha.”

   O candidato defendeu ainda a melhoria da rede de transportes, lembrando que muitos jovens têm de sair de casa muito cedo e regressam muito tarde a casa, o que em nada contribui para o seu rendimento escolar.

   António Delgado ergueu uma das bandeiras do Bloco de Esquerda defendendo a eliminação progressiva das barreiras arquitectónicas para pessoas com mobilidade reduzida, pois “deve poder-se envelhecer com qualidade em Alcobaça.”

   Por sua vez, Rogério Raimundo aproveitou para responder a Carlos Bonifácio, lembrando que o ex-vice-presidente da Câmara entre 2001 e 2009 se opôs à expropriação dos barracões da Rua D. Pedro V, o que só atrasou o processo que corre ainda nos tribunais.

   Lúcia Duarte defendeu a criação de cheques para os idosos carenciados gastarem no comércio local das freguesias mais envelhecidas. A candidata do PDR defendeu também o fim da venda ilegal junto ao Mercado Municipal, lembrando que se trata de concorrência desleal, já que os lojistas têm de pagar rendas e impostos.

   Por sua vez, Cláudia Vicente questionou onde foram gastos 300 milhões de euros em fundos comunitários nos últimos oito anos de mandado do PSD/Paulo Inácio.
Carlos Bonifácio criticou Paulo Inácio por mudar sucessivamente de prioridades, considerando ser essa a principal diferença entre ambos, garantindo o candidato do CDS que segue à risca as suas prioridades ao longo dos anos.

   Em desacordo manifestou-se Paulo Inácio, considerando que entre ele e Carlos Bonifácio há muito mais diferenças do que as prioridades de investimento municipal. O candidato do PSD prometeu que, se for reeleito, irá estender a gratuitidade dos manuais escolares aos 5º e 6º anos de escolaridade. O atual presidente da Câmara aproveitou para refutar a acusação do candidato da CDU, argumentando que o investimento comunitário só foi dirigido para a freguesia de Alcobaça porque os regulamentos comunitários apenas contemplavam investimentos nas sedes dos concelhos. O autarca defendeu também a redução do IMI para valores mínimos.

   Mário Lopes
19-09-2017
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