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Edição Nº 221 Director: Mário Lopes Quarta, 1 de Maio de 2019
De 4 de maio a 8 de junho
I Festival de Música Antiga de Torres Vedras anima igrejas e espaços históricos do concelho
   
                                                       Cartaz
O I Festival de Música Antiga de Torres Vedras realiza-se de 4 de maio a 8 de junho, em igrejas e espaços históricos do concelho de Torres Vedras.

   O evento aparece como uma resposta de revitalização e valorização de todo esse património histórico existente em vários locais do concelho de Torres Vedras, aliando a música da época praticada de forma historicamente informada, à beleza da arquitetura e acústica desses mesmos espaços.

   Também neste festival há a oportunidade de divulgar um repertório bastante diverso, sacro e profano, adaptado aos respetivos espaços, dando a conhecer ao grande público compositores e obras fascinantes da cultura europeia desde a Idade Média até ao Pré-Classicismo.

   Apresentando concertos de elevada qualidade que tipicamente acontecem nas grandes salas de espetáculos, este festival tem a particularidade de apresentar músicos de renome, bem como repertório de compositores como Bach, Vivaldi, Mozart entre outros, em igrejas e espaços de várias aldeias do concelho de Torres Vedras. Tornando assim a música antiga acessível a todos e para todos, este é um autêntico evento com “música fora do lugar”, fazendo das localidades abrangidas autênticos cenários de recriação histórica.

   Relevando a formação e educação pela arte, todos os concertos serão comentados e contextualizados, apresentando também instrumentos e práticas típicas das várias épocas da histórica da música.

   Que este festival seja marcante para as comunidades, numa autêntica “Festa da Música”, unindo património, educação, pessoas e locais, numa elevação dos mais nobres valores humanos.

Os concertos terão a duração de 45/50 minutos. No início de cada concerto haverá uma breve contextualização histórica do respetivo espaço.

Direção Artística: Daniel Oliveira
Parceiros institucionais: Paróquias e juntas de freguesia respetivas; Escola de Música Luís Maldonado Rodrigues.
 
     Programa

Viagem com Alaúde e Flauta Travessa
4 de maio | sábado | 21h30
Local: Igreja de Santa Susana, Maxial
Intérpretes: Camerata Galante, Alexandre Andrade (flauta barroca) e Vinicius Perez (alaúde barroco)
1719 – 2019: 300 anos da passagem de D. Scarlatti por Lisboa
 
Em 1719 D. Scarlatti viajou de Roma para Lisboa a convite de D. João V. Passados 300 anos, celebra-se a sua presença, influência e testemunho que tanto contribuiu para a italianização da vida musical portuguesa de setecentos. Scarlatti, mestre da Capella Giulia da Basílica de S. Pedro, era um prestigiado músico e compositor quando trocou em 1719 este importante cargo pelo desafio da Coroa portuguesa, nomeadamente aceitando ser professor dos infantes, dos quais se destacou a Princesa Maria Bárbara de Bragança (futura Rainha de Espanha).
 
Das suas mais de 550 sonatas e essercizi apenas 8 não são para cravo solo, mas para um instrumento melódico (não especificado) e baixo continuo. Hoje estão devidamente identificadas no seu catálogo pelo musicólogo R. Kirkpatrik “K”; 73, 77, 78, 81, e 89--91. Neste concerto apresenta-se K81 e K89 com a flauta como solista. Ter-se-á também a apresentação das obras K391 e K14 numa versão para alaúde barroco. No mesmo ano que nasceu Scarlatti outro grande mestre nasceu: G. F. Handel.
 
As suas carreiras estiveram sempre muito próximas, tendo Handel estado em Roma por três ocasiões, entre 1707 e 1709. Voltando a atenção para Handel e a sua sonata em Lá Menor HWV 362, esta foi composta em 4 andamentos (Larguetto; Allegro; Adágio; Allegro), sendo apresentada neste concerto uma versão para flauta e alaúde, menos usual, mas resultando num equilíbrio bem conseguido entre os dois instrumentos.
 
Ainda em torno do ano de 1719, apresenta-se, com relação a este concerto, um compositor menos conhecido, o qual nasceu em Recife (Brasil) nesse mesmo ano: Luís Alvares Pinto (1719-¬1789). Foi dos primeiros músicos brasileiros a ter a possibilidade de estudar em Lisboa, tendo posteriormente regressado a Recife e assumido o cargo de mestre de capela da Igreja da Nossa Senhora do Livramento e da Catedral de S. Pedro dos Clérigos. Da sua obra será apresentado Muzico e Moderno Systema para Solfejar sem Confuzão (Recife, 1776), as lições nº 22, 23, 24 e 25.

Modinhas Luso-Brasileiras
11 de maio | sábado | 21h30
Local: Salão Nobre do Palácio de Runa
Intérpretes: Cantos do Sabiá, Margarida Simões (soprano), Carlos Reis (tenor) e Vanessa Gonçalves (canto)
"Aqueles que nunca ouviram modinhas terão de permanecer e permanecerão na ignorância da Música mais voluptuosa e mais enfeitiçadora que já existiu desde o tempo das sibaritas."
 
William Beckford
Ao longo do século XVIII a dinâmica da sociedade luso-brasileira permitiu o surgimento de um novo género musical: a Modinha, um tipo particular de canção acompanhada por instrumento.
 
Nas cidades, a troca e partilha dos mais variados costumes derivados do aumento de população proveniente de meios rurais e do estrangeiro, a presença de escravos e de libertos africanos, resultou na mestiçagem cultural brasileira e portuguesa, que aliada à procura crescente das práticas artísticas domésticas pela classe média, afetou fortemente a produção musical de então.
 
A Modinha não é mais do que o resultado desta mistura, um género com características simples, exóticas, populares mas também eruditas, para voz ou vozes solistas, acompanhadas por cravo, pianoforte, viola (guitarra), guitarra portuguesa ou ainda um pequeno ensemble de câmara.
O grupo Cantos do Sabiá, desde abril de 2018, celebra este legado especial através de melodias simples, acompanhadas por guitarra e enriquecidas por improviso, aproximando-se do que seria um sarau familiar no tempo setecentista. É esse o contexto deste concerto.
 
A sonata barroca em diálogo com a ária sacra
18 de maio | sábado | 21h30
Local: Igreja/Seminário de Nossa Senhora da Graça de Penafirme, Póvoa de Penafirme
Interpretação: Ars Eloquentia e Susana Duarte (soprano)
 
A Trio Sonata constituiu um dos mais importantes géneros musicais de música de câmara durante o período barroco (c. 1600-c. 1750). Era escrita em três partes melódicas, as duas superiores tocadas por dois instrumentos agudos (violino, flauta, oboé, etc.) e outra tocada por um instrumento grave (violoncelo ou fagote). A Trio Sonata era na verdade tocada por quatro instrumentos, pois o cravo (ou órgão) sustentava as harmonias que resultavam das várias partes instrumentais e frequentemente indicadas pelo autor através de cifras.
 
As trio sonatas escolhidas para este concerto procuram evidenciar a arte, beleza e elegância que pode-se encontrar neste tão amplamente destacado género musical, em obras influenciadas pela música francesa, italiana e alemã.
 
Dialogando com a grande figura de J.S. Bach (1685 - 1750), ouvir-se-á deste compositor algumas das mais belas canções sacras para voz e baixo contínuo, assim como uma cantata, género vocal ligado à oratória, intitulada "Weichet nur, betrübte schatten" (bwv 202), que mostra a ornamentação e escrita barroca para a voz e seus afetos. A temática desta cantata é a celebração do casamento.
 
Música e pedagogia em torno do novo antigo
25 de maio | sábado | 21h30
Local: Igreja Matriz do Turcifal
Intérpretes: professores e alunos da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues
Apresentado pelos alunos da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, este concerto é dedicado especialmente ao trabalho elaborado pelos alunos de várias idades, a frequentarem este estabelecimento de ensino especializado em música.
Em várias formações, desde instrumentos a solos, coros e grupos de música de câmara, este concerto promete uma autêntica viagem pelos sentidos musicais do passado, dialogando com a contemporaneidade!
 
A sonata da chiesa barroca e clássica
8 de junho | sábado | 21h30
Local: Igreja da Graça, Torres Vedras
Intérpretes: Zofia Pajak (violino), Marcos Lázaro (violino), Vânia Moreira (violoncelo) e Daniel Oliveira (órgão/cravo)
O programa deste concerto sugere uma autêntica viagem pela música de câmara do barroco e classicismo, privilegiando o género "Sonata da Chiesa", traduzindo "Sonata de Igreja".
Este género foi muito cultivado na Europa, sobretudo nos países de tradição católica como Itália, Portugal e Espanha, sendo um género instrumental presente na liturgia.
Numa formação de Trio Sonata (dois violinos e baixo contínuo), escutar-se-á sonatas dos mais emblemáticos compositores daqueles períodos riquíssimos da história da música.
Haendel, Mozart, Albinoni e Domenico Zipoli, são alguns dos nomes que poder-se-á escutar neste concerto absolutamente impar, num contexto de interpretação historicamente informada.
 
Workshop de instrumentos antigos
8 de junho | sábado | 11h00 às 13h00
Local: Sacristia da Igreja da Graça, Torres Vedras
Destinatários: Pais e filhos
Orientadores: Marcos Lázaro (violino), José Rui Fernandes (flauta barroca) e Daniel Oliveira (cravo)
Possibilidade de crianças e adultos poderem contactar e conhecer instrumentos antigos da tradição europeia, tais como o cravo, a flauta barroca e o violino barroco, dinamizado por professores destas disciplinas.
 
Informações e inscrições: cultura@cm-tvedras.pt
As atividades deste I Festival de Música Antiga de Torres Vedras são gratuitas.
 
    Fonte: AC|CMTV
01-05-2019
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