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| Feira de Santa Iria: que futuro? |
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 Tiago Carrão Em plena Feira de Santa Iria e a escassos dias da tradicional Procissão é o momento oportuno para falarmos sobre a Feira e o seu futuro.
Este ano, assistimos a uma Feira diferente do habitual, dispersa por 7 espaços distintos. Uma opção política da governação municipal socialista que causou diversos problemas, à vista de todos que visitam a feira ou que circulam pela cidade.
A começar pela eliminação total de estacionamentos para os residentes na área envolvente do Mercado Municipal – tendo o PS rejeitado uma proposta do PSD para disponibilizar estacionamento gratuito a estes moradores no parque do Pavilhão Municipal.
Moradores esses que veem também as suas condições de segurança diminuídas. Ou será que ninguém parou para pensar na eventualidade de uma emergência - como seria feito o acesso dos Bombeiros aos prédios junto ao Mercado, rodeados pela exposição de máquinas agrícolas?
Os vendedores da Feira das Passas que têm em dificuldades para carregar e descarregar os seus produtos.
O mercado grossista, desterrado, de forma precária, para a Avenida Maria de Lourdes de Mello Castro, conhecida pela Avenida do Hospital.
O corte de uma estrada nacional que atravessa a cidade, causando constrangimentos a todos os que nela circulam.
E é impressão minha, ou andam menos pessoas pela feira, seja nos divertimentos ou nas tasquinhas?
Não, não é apenas uma semana como a Sra. Presidente afirmou na abertura da Feira. É a descaracterização de uma das mais antigas Feiras do país!
É uma solução de recurso, resultado de uma teimosia anunciada o ano passado, quando a Câmara afiançou que seria a última vez que se realizava a Feira na Várzea Grande. Tudo isto porque as obras da Várzea Grande já estariam a decorrer por esta altura. Mas será que isso seria mesmo possível?
Não me digam que, no final de abril, quando ficou decidido em reunião de Câmara a realização da Feira de Santa Iria no Mercado Municipal, não se sabia já que não havia condições para que as obras estivessem a decorrer em outubro.
Sejamos claros, o concurso público para a empreitada de requalificação da Várzea Grande foi lançado a 15 de junho deste ano. Mesmo que não tivesse ficado deserto, nunca o processo estaria concluído a tempo de as obras estarem já a decorrer neste momento.
A decisão de organizar a Feira no Mercado Municipal partiu, portanto, de um pressuposto errado. Ou será que era apenas a desculpa que a governação PS precisava para levar a sua avante?
Mas, a Feira de Santa Iria já vai quase no final e mais do que esmiuçar os erros que existiram até agora, o importante é pensarmos e decidirmos sobre o futuro da nossa Feira de Santa Iria.
O projeto de requalificação aprovado para a Várzea Grande é incompatível com a realização da Feira nesse local. Urge, por isso, encontrar um local alternativo. Ou estaremos condenados a que a solução de recurso “Mercado Municipal” se torne definitiva.
É neste debate que temos que estar focados. Uma decisão que não é fácil, mas os autarcas são eleitos precisamente para tomar decisões arrojadas, capazes de moldar o futuro de Tomar e das gerações vindouras.
Cabe-nos então, antes de falar do local, refletir sobre a visão que temos para a Feira de Santa Iria: Manter os moldes atuais? Alargar a oferta da Feira? Modernizar? Ou reinventar?
Não estará na hora da Feira de Santa Iria dar um salto qualitativo, sem esquecer as suas raízes centenárias? De procurar espaços fechados, que complementem os espaços abertos que temos hoje?
Dir-me-ão que o local deve permanecer no “coração” da cidade, para facilitar o acesso das pessoas. Mas a Feira não é de todos nós tomarenses, sejamos da cidade ou das freguesias? Não deveria a Feira de Santa Iria ser também pensada para atrair visitantes de todo o país?
Uma coisa é certa: não podemos fugir mais a esta grande decisão. Outubro 2019 é já amanhã.
Tiago Carrão Vice-Presidente do PSD de Tomar
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| 17-10-2018 |
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