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Edição Nº 71 Director: Mário Lopes Sábado, 2 de Setembro de 2006
Com a presença de Mário Soares e Adriano Moreira
Teófilo Carvalho dos Santos homenageado em Alenquer

        
Teófilo Carvalho dos Santos
O 1º. centenário do nascimento do Dr. Teófilo Carvalho dos Santos, político ingente que foi Presidente da Assembleia da República vai ser celebrado numa cerimónia pública no dia 8 de Setembro, nos Paços do Concelho, em Alenquer. Está prevista a inauguração de uma exposição evocativa pelas 18 horas, a que se seguirá uma palestra/conferência presidida pelo Dr. Mário Soares e pelo Professor Adriano Moreira. Teófilo Carvalho dos Santos foi também o primeiro presidente da Assembleia Municipal de Alenquer, pós 25 de Abril.

    Biografia do Dr. Teófilo Carvalho dos Santos

             Lutador pela democracia - político ingente - advogado, nasceu em Almeida, Distrito da Guarda, em 04 de Setembro de 1906. 2 Filhos. Deixou viúva.

             Personalidade marcante na vida política portuguesa, o Dr. Teófilo Carvalho dos Santos, legou aos alenquerenses uma postura de democrata cujas raízes se afirmariam junto dos que com ele privaram antes da revolução dos cravos, no decurso desta e na fase estabilizada que lhe sucedeu.

             A sua acção na sociedade portuguesa começou a ganhar contornos aquando da sua passagem pelos bancos do Liceu, enquadrando-se no movimento associativo ali formado - ocuparia o cargo de Presidente da Associação Académica de Viseu.

             Posteriormente, na Faculdade, é eleito delegado dos estudantes de direito ao senado universitário, cargo que não ocuparia por decisão do Governo que suspendeu este órgão. Em 1931 participa nas lutas estudantis em favor da liberdade e democracia, atitude que lhe valeria a perda do ano - o último. Concluiria o curso em 1932.

             Transfere-se, então, para Lisboa. Nos 2 anos seguintes, trabalharia para o Ministério Público. Em 1936, muda de residência, fixando-se definitivamente em Alenquer, onde se estabelece, abrindo um escritório.

             Nos anos subsequentes, o seu espírito lutador e inconformado pela causa da liberdade, contrária aos intentos do regime vigente, levaram-no à prisão por diversas vezes. O seu nome encontra-se intimamente ligado a todos os movimentos legais contra o regime, como sejam as campanhas presidenciais de Norton de Matos, Quintão de Meireles e Humberto Delgado e com alguns actos eleitorais para deputados.

             Surge, igualmente, ligado às actividades ilegais encetadas para derrubar pelas armas o regime ditatorial de Salazar. O seu espírito de luta, o seu amor à democracia e à Liberdade, nunca desmereceram perante as diversas contrariedades, algumas bastante violentas, impostas por um regime que, cada vez mais, se mostrava incapaz de compreender e, sobretudo, de respeitar a vontade de um povo.

             Esteve entre os que deram vida à Resistência Republicana e ao MUD, foi um dos subscritores do Programa para a Democratização da República, ajudou a fundar a

Associação Socialista Portuguesa e foi, em 1973, um dos fundadores do Partido Socialista. Com o advento do 25 de Abril de 1974, passou a intervir directamente na coisa pública.

             Recusou alguns lugares de destaque na nova organização política, mas foi deputado à Assembleia Constituinte e depois à Assembleia da República, a cuja Presidência ascendeu em 1978, num acto de reconhecimento público pelo contributo de toda uma vida dedicada às lutas pela conquista da Democracia e da Liberdade, sem desfalecimentos nem cedências. Manter-se-ia, neste cargo, até 1980.

             Desempenhou essas funções com um elevado sentido do cumprimento do dever, aplicando-lhe a sabedoria de uma longa experiência política e a discrição de quem sabe o que vale e não necessita de exibições e espalhafatos para se salientar, antes utilizando no desempenho dessas altas funções de Estado a serenidade e a ponderação que sempre se lhe reconheceram.

             A nível autárquico, foi o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Alenquer, eleito no sufrágio para as autárquicas de Dezembro de 1976, as primeiras após a Revolução do 25 de Abril, lugar que dignificou com a sua vasta experiência política e onde, mais uma vez, deu mostras da sua proverbial sensatez.

             Como profissional, advogou em Alenquer e em Lisboa, no decurso da sua carreira. A vasta clientela de que dispunha permite concluir da sua elevada competência. No exercício do seu mister, defendeu diversos cidadãos detidos pela polícia política.

             Pertenceu à Maçonaria Portuguesa, atingindo o mais alto grau hierárquico desta instituição. O Estado Português, através do seu mais alto magistrado, distinguiu-o com o Grau Cruz da Ordem Militar de Cristo e com a Ordem da Liberdade.

             O Dr. Teófilo Carvalho dos Santos, transformou Alenquer num santuário de Liberdade e da Democracia, para o qual peregrinavam, em busca de alento, todos os que por ele pugnavam. Os célebres jantares do 5 de Outubro, são disso testemunho. A morte levou-o em 1986, mas o seu exemplo permanece!

              Fonte: Câmara Municipal de Alenquer

 

 

 

 

02-09-2006
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