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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Terça, 20 de Dezembro de 2005
Opinião
Voto Jerónimo de Sousa É precisa memória e não ser ingénuo! Ter confiança e muita determinação!

Rogério Raimundo 

Apoio a candidatura de Jerónimo de Sousa porque OUSA informar e mobilizar os Portugueses para uma ruptura democrática, que passe a praticar uma nova política, bem definida e firmada na Constituição da República Portuguesa, de 1976, cujo preâmbulo, é bom não esquecer, expressa: "garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito pela vontade do povo português, tendo em vista a construção de um País mais livre, mais justo e mais fraterno".

Nós queremos transformar a sociedade injusta regida pelo lucro e pela exploração do homem pelo homem. Nós queremos que a Constituição da República passe à prática, com políticas económicas, sociais e culturais que aprofundem o regime democrático. A candidatura do Jerónimo não pactua com engenharias eleitorais que se preparam para acabar com o pluralismo de opções políticas. Também defende uma dimensão participativa em todos os planos da vida colectiva. Recusa a política de baixos salários e a injusta repartição da riqueza criada.

Assume a defesa dos direitos sociais (saúde, protecção social, habitação, educação e ensino...Também aviva os avanços extraordinários em relação às mulheres, rompendo com a injusta, autoritária e opressiva situação de inferioridade a que foram sujeitas na lei. Jerónimo acusa que, também aí, os sucessivos governos de direita, não fazem cumprir Abril. E por aí fora, poderíamos ir percorrendo os artigos progressistas da nossa Magna Carta que são elevados com a nossa candidatura do Jerónimo...

\Jerónimo, também, OUSA lutar por uma nova orientação na construção da integração europeia, baseada em países soberanos e iguais em direitos, que não abdica da sua pátria e do seu povo. Em ruptura com o neoliberalismo, o militarismo e federalismo. Privilegiando relações multilaterais entre Estados soberanos e iguais em direitos de todos os continentes, com uma nova ordem mundial assente na paz, na cooperação, no progresso, na preservação do planeta em que vivemos com a sua diversificada riqueza natural e humana.

Em simultâneo, ele apela aos Portugueses para terem memória e não serem ingénuos. Naturalmente que não tenho ilusões. Jerónimo é um excelente candidato mas não tem hipóteses de passar à 2ª volta. Mas o número de votos que conseguir na 1ª, é um elemento importante para a luta, que nunca pára e é permanente.

Cavaco representa todas as facções da direita. Impressiona a forma como a "raposa matreira", dos grandes interesses económicos, soube mobilizar vontades, organizar-se atempadamente, pela calada, e aparecer, assim unida, com as vozes discordantes metidas num silêncio ensurdecedor. Só por este facto, todos o que querem um mundo novo deviam pensar e votar em conformidade! De facto, a candidatura do Jerónimo OUSA travar um combate ao candidato da direita, Cavaco Silva e impedir a concretização dos velhos projectos dos partidos da direita de apropriação da Presidência da República.

E para quem lê este artigo no "Tinta Fresca", alerto, que precisamos de recordar o tempo do "homem do leme", do que prometeu colocar Portugal no "pelotão da frente" da Europa e que começou a destruir todos os sectores chave da indústria, da pesca, da agricultura... Cavaco acelerou o processo contra as conquistas de Abril, nomeadamente, nos direitos individuais e colectivos dos trabalhadores. Esboçou o 1º ataque à lei da greve e fez legislação para facilitar despedimentos colectivos. Foi com o governo cavaquista que se reconstituíram, dum modo decisivo, todas as grandes fortunas do antes de Abril.

Alguém se lembra do "deixar andar" trabalhadores com salários em atraso... Do tempo de demora para um desempregado receber o subsídio de desemprego... Das estatísticas, em crescendo, da exploração do trabalho infantil e de outras maleitas da exclusão social. Podemos esquecer os sinais explícitos de uma Polícia autoritária, de classe, contra os trabalhadores (na ponte 25 de Abril e aqui bem perto na Marinha Grande)?

Se não nos lembrarmos, desta década, podemos permitir que muitos, até com a abstenção, com o voto branco ou com o voto nulo, aceitem passivamente a eleição de Cavaco Silva para a Presidência da República. Será bom ter presente, também, as declarações de Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças de Cavaco, que o bem conheceu... "Não tenho a certeza de que Cavaco ganhe as presidenciais, até porque a aritmética mostra que será a esquerda a vencer (...) Cavaco é como um eucalipto, provoca aridez à sua volta".

A esquerda, nesta fase histórica, está dividida. Expõe as diferenças entre os seus candidatos. Guerreia-se um pouco. O PS não assume o seu papel socialista e pratica as políticas do grande capital e do que a EU impõe. Políticas dramáticas para quem trabalha!!! Também não foi capaz de dialogar com as outras forças de esquerda para encontrar um candidato consensual e nem sequer foi capaz de o fazer, internamente, no seu partido. Mas com todos estes factos negativos, temos consciência que é na esquerda, com os trabalhadores, com os pequenos e médios empresários, que mora o sonho de mudança. Não é com Cavaco, nem com a direita dos interesses, dos grandes grupos económicos.

Caros leitores de esquerda do "Tinta Fresca", não hesitem em votar no dia 22 de Novembro. Eu lá estarei, com muitos, a darem força à política que Jerónimo de Sousa interpreta muito bem. A esquerda não pode perder um voto na 1ª volta e depois terá de batalhar 15 dias para unificar a sua votação na 2ª. Afinal, são 2 pequenas batalhas, da grande guerra que a humanidade desenvolve em defesa dos valores essenciais, dos direitos humanos, justiça social, paz, pão, educação, habitação, para todos e que, no nosso país, estão bem definidos na nossa Constituição Política!!!


         Rogério Raimundo
Vereador da CDU na Câmara Municipal de Alcobaça
             18.12.2005

20-12-2005
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