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Edição Nº 29 Director: Mário Lopes Domingo, 14 de Maio de 2006
Biblioteca Municipal de Alcobaça
Conferências, música e escultura no feminino

 Luís Santos, junto a uma das suas peças em exposição

"A Condição Feminina" foi o tema escolhido pela Biblioteca Municipal de Alcobaça para comemorar, no dia 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher. Duas conferências marcaram a sessão, com Soares Rebelo debruçando-se sobre "Alguns Vultos Femininos Alcobacenses - séculos XVI/XXI e Isabel Rufino abordando o tema "Empresas e Emprego no Oeste - A Condição da Mulher". A sessão, que terminou com um recital de harpa, contou ainda com uma exposição de escultura da autoria de Luís Santos.

Este escultor artista alcobacense preparou para o Dia Internacional da Mulher uma exposição de desenho e escultura designada "No Feminino". O escultor, que reparte a sua actividade entre a escultura e a produção de objectos em cerâmica, reside em Chão da Parada, nas Caldas da Rainha, mas tem o seu local de trabalho em Mendalvo, Alcobaça.

O artista vê a sua participação nesta exposição dedicada à mulher como natural, uma vez que a mulher tem sido um tema recorrente na sua obra, admitindo ainda que os animais têm sido também objecto do seu trabalho. Embora a pedra seja o material com que prefere trabalhar, nesta exposição, patente ao público até 29 de Março, o escultor apresenta também obras em terracota e maquetas em gesso.

A italiana Ilaria Vivian, harpista da Orquestra Nacional do Porto, encerrou a sessão, atraindo bastante público, que quase encheu o auditório da Biblioteca Municipal.

As conferências

Ilaria Vivian, harpista da
Orquestra Nacional do Porto
 

Coube a Domingos Soares Rebelo abrir a sessão, dando a conhecer a pesquisa minuciosa sobre as mulheres do concelho de Alcobaça que, no seu entender, mais se distinguiram nos mais diversos sectores da vida cultural, social, económica e política desde o século XVI até aos nossos dias.

No campo da assistência social destacaram-se, em tempos recuados, Violante Roriz (Séc. XVI), Jerónima Roriz (Séc XVII) e Soror Maria dos Anjos (Séc XVIII). Nesta área, também se distinguiram Maria do Carmo Eliseu e Oliveira (1844-1921) que esteve na origem da Fundação Maria e Oliveira, criada em 1913, e Maria Ferreira Guerra, da Benedita (1885-1978), muito ligada á Igreja e à Acção Católica.

Francelina Canha da Piedade, de Chaqueda (1894-1980), foi a primeira mulher com carta de condução profissional de pesados de passageiros (1926), tendo formado a Sociedade de Automóveis Cruz de Cristo (1929) ainda hoje existente.

Mariana Coelho da Bernarda (1906-1985) destacou-se no apoio caritativa e na restauração da Capela da Igreja da Misericórdia.

Alice Cardoso (1918/20 - ) formou-se em Direito na Roménia, participou numa conferência de advogados, em 1942, na Hungria, sendo conhecida na Roménia pelo nome de Graila.

Sofia Ferreira Guerra (1918- ) foi homenageada pelos Rotários da Benedita, sendo Rotária do Coração.

Virgínia Vitorino (1895-1967), foi poetisa, dramaturga e professora do Conservatório Nacional de Lisboa, depois de ter concluído o curso superior de Piano, Canto, Harmonia e Italiano. Foi directora do Teatro Radiofónico da Emissora Nacional (1937- 1951), tendo colaborado com diversas revistas, portuguesas e brasileiras. Foi agraciada com as comendas das Oredens de Santiago e de Cristo e a Cruz de Afonso XII de Espanha. O seu nome consta da toponímia de diversas ruas de Lisboa e Alcobaça.

 Os conferencistas: Isabel Rufino
e Domingos Soares Rebelo

Deolinda Serralheiro (1939- ), da Benedita, aderiu, em 1961, à Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima. Licenciou-se em Teologia e Estudos Pastorais, na Universidade de Montreal, fez ainda um doutoramento em Filosofia. Actualmente, é directora do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro.

Maria Fernanda da Bernarda (1948- ) foi presidente da Assembleia Geral da Associação Académica de Coimbra, nos anos 60, tendo sido condecorada com a Grã Cruz da Ordem da Liberdade em 1999.

Maria Luísa Estevão Rodrigues (1956- ), de Pataias, licenciou-se em Economia e em Geografia, tendo concluído o mestrado em Geografia, em 1988, e o doutoramento, também na área da Geografia, em 1999.

Embora sem ter conseguido recolher elementos junto da visada, Soares Rebelo citou o nome de Maria Helena da Bernarda, presidente do conselho de administração da SPAL, a qual foi condecorada, em 1999, como oficial da Ordem de Mérito.

Soares Rebelo terminou a sua conferência formulando o desejo de que "a evocação das mulheres do passado estimule as mulheres mais jovens a lançarem-se em voos mais altos".

Por sua vez, Isabel Rufino revelou, sucintamente, um estudo sociológico comparativo sobre as mulheres empresárias dos concelhos de Peniche (zona piscatória), Bombarral (zona rural) e da freguesia da Benedita (zona industrial).

Mário Lopes

14-05-2006
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