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Edição Nº 210 Director: Mário Lopes Sexta, 18 de Maio de 2018
Resultados do Observador Cetelem Exercício e Alimentação Saudável
Portugueses gastam menos em bens para a prática de exercício do que em medicamentos
  
Atividade física continua a ser minoritária em Portugal
85% dos portugueses inquiridos pelo Observador Cetelem gastam por ano, em média, 146 euros em bens essenciais para a prática de exercício físico, como vestuário ou calçado, o que representa um custo mensal de cerca de 12 euros. Este representa metade do valor gasto pelos portugueses em medicamentos.

   Apesar se estar a assistir a uma nova vaga de motivação para a prática de exercício físico, parece evidente o desinteresse generalizado da maioria dos portugueses pelo exercício físico, com menos de um terço a afirmarem que praticam exercício físico com regularidade.

   Como consequência deste sedentarismo, os gastos com bens essenciais para a prática de exercício físico são relativamente baixos, com 85% a afirmarem que investem no máximo até 250€ por ano. A maioria (53%) afirma mesmo que tem um gasto anual com vestuário/calçado de até 100€ por ano; 32% gastam até 249 euros; e apenas 3% gasta mais de 250 euros. Valores que se comprovam particularmente baixos se comparados com os 25 euros gastos em média em medicamentos por cada português – 300 euros/ano –, de acordo com os dados do inquérito divulgado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor no Dia Mundial da Saúde.

   Por outro lado, e tendo em conta que 60% dos inquiridos preferem dedicar-se aos treinos no ginásio, a esmagadora maioria (87%) não investe em grandes equipamentos, como, por exemplo, passadeiras. Este valor está relacionado com o reduzido número de pessoas que afirmam praticar exercício físico em casa, apenas 1%. Por outro lado, 44% dos que praticam exercício ao ar livre fazem-no sem investir em equipamentos, como, por exemplo, bicicletas.

   Apesar da moda e das questões estéticas/aparência serem importantes para quem faz exercício físico, e serem apontadas por 23% como uma razão para fazerem exercício físico, este parco investimento em bens essenciais para a prática de exercício poderá ser entendido como mais um sinal do sedentarismo e do desinteresse dos portugueses pelo exercício físico. E nem as razões de saúde, indicadas por 37% como outra das razões para fazerem desporto parecem motivar de forma suficiente mais portugueses para a prática.
 
   Apenas 32% dos portugueses praticam exercício físico

   A crise económica que Portugal viveu recentemente obrigou os portugueses a redefinir prioridades e a gerir melhor a forma como gastam o seu dinheiro, levando à concentração dos gastos em bens de primeira necessidade. Simultaneamente, as famílias portuguesas abdicaram de algumas atividades consideradas supérfluas, como por exemplo os ginásios, em virtude de uma redução de gastos. Mas nos últimos anos, também com a melhoria das condições de vida da população, cresceu a atenção em relação à prática de exercício físico e a uma alimentação mais saudável. Ainda assim, e de acordo com os dados veiculados pelo Observador Cetelem, os números continuam a ser insuficientes.

   Ainda que se verifique um aumento na preocupação com a saúde, a verdade é que apenas 32% dos inquiridos pelo Observador Cetelem afirmam praticar exercício físico, sendo esta prática mais comum juntos dos habitantes que vivem em meios urbanos. Deste terço da população portuguesa, destacam-se os homens, sobretudo os que têm entre 18 e 34 anos (63%). Pelo contrário, no grupo que se afasta dessa atividade, está a geração entre os 45 e os 65 anos (49%) e as mulheres (56%). Em termos socioeconómicos, é importante destacar que 95% dos praticantes de atividade física provêm de classes com rendimentos elevados e 84% dos que não praticam qualquer atividade física são oriundos de classes com rendimentos médios e baixos.

   Refira-se que o Global Physical Activity Observatory calcula que 13,6% do total de mortes prematuras em Portugal são atribuídas à inatividade física, contra a média global de 9%. E, segundo informação prestada pela Direção Geral de Saúde, a falta de inatividade física acarreta para Portugal custos estimados de, pelo menos, 900 milhões de euros.

   Motivações e obstáculos à prática de desporto


Entre as motivações para a prática de exercício físico destaca-se a manutenção da forma física (64%) que leva a que 62% dos inquiridos faça três a quatro treinos por semana. Contudo, este não é o único motivo que leva os portugueses a exercitar o corpo. As respostas dos inquiridos sugerem que razões de saúde (15%) e perda de peso (10%) são também importantes objetivos pessoais, assim como motivações de natureza estética ou social: diversão, integração num grupo ou o reforço de relações sociais. Mas a grande maioria da população (68%) ainda não se dedica à prática de atividade física, sendo a principal razão para este facto a falta de tempo (40%), a falta de gosto (23%) ou de vontade (17%). As limitações financeiras são também apontadas, assim como motivos de saúde, falta de companhia ou o facto de não ver resultados práticos no esforço investido.

   O Observador Exercício e Alimentação Saudável 2018 tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Estes foram entrevistados telefonicamente, com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen e um erro máximo de +4,0 para um intervalo de confiança de 95%.
 
   Fonte: Atrevia
18-05-2018
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