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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Sexta, 9 de Dezembro de 2005
Alcobaça
Comerciantes contestam feira no Rossio

 Cartazes esperavam o presidente
da Câmara de Alcobaça

Uma vintena de comerciantes do centro histórico de Alcobaça contestaram, no dia 8 de Dezembro, a realização da exposição "Natalcobaça - Artes da Mesa", no Rossio, em frente ao Mosteiro. O protesto teve lugar durante a inauguração desta feira dedicada às prendas de Natal que tem lugar de 8 a 24 de Dezembro. Após um diálogo acalorado que durou cerca de 20 minutos, Gonçalves Sapinho prometeu receber os comerciantes para tratar dos seus problemas, nomeadamente, da falta de estacionamento no Rossio, considerada a principal causa da diminuição de clientes. .

As queixas dos comerciantes remontam ao período que antecedeu as obras de requalificação urbana da zona envolvente do Mosteiro de Alcobaça. "Nós estamos a sofrer com estas obras há imensos anos, perdemos imensos clientes que deixaram de cá vir porque não há acessos", reclama uma das comerciantes.

"Nestas duas semanas em que o comércio costuma recuperar, como a indústria também está mal, resolveram passar por cima de nós e virem pôr à nossa frente uma tenda para venderem o que nós deveríamos vender. Não é justo porque aguentámos todas as crises e nunca fomos vender para a porta deles. Se há comerciantes que não estão bem onde estão, que se estabeleçam noutros sítios, mas em situação de igualdade com todos os outros", argumentou a proprietária da loja Pronupcia.

Gonçalves Sapinho: "Estou solidário
com os comerciantes" 

A comerciante acusou os industriais de fazerem uma concorrência desleal porque "vêm para aqui sem pagar nada e fazer negócio de saco, porque não há uma única registadora aqui dentro. Pelo contrário, tudo o que eu vendo fica registado e tenho de pagar IVA e todos os impostos sobre o que vendo. É uma afronta e a maior falta de respeito e de consideração", desabafou.
.
A lojista considerou ilegal esta venda em pleno Rossio, uma vez que terá apenas recebido autorização do director do Mosteiro de Alcobaça, não tendo a direcção do IPPAR sido informada. A exposição "Natalcobaça - Artes da Mesa" segue-se à Mostra de Doces Conventuais, realizada em Novembro, no mesmo local. A comerciante reconhece que as vendas no Rossio melhoraram com a afluência de milhares de pessoas durante a Mostra de Doces Conventuais, mas defende que este espaço nobre "não é para ser um largo de feiras, é para ser uma zona de lazer, para o turismo e para todos os alcobacenses".

À concorrência desta mostra, junta-se a quebra de vendas nos últimos dois anos, sendo a facturação agora apenas 50% da habitual antes do início das obras, uma parte devida à crise económica e outra às obras em si. A comerciante lamenta também o distanciamento revelado pelo presidente da Câmara em relação aos comerciantes do centro histórico, já patente durante a campanha eleitoral em que, "ao contrário do que era habitual, desta vez não teve a coragem de entrar nas lojas, tendo pedido à esposa para o fazer".

 Comerciantes do centro histórico preocupados com "concorrência desleal"

Já depois do protesto, Gonçalves Sapinho declarou estar solidário com os comerciantes e ter feito esta exposição com o acordo da direcção da ACSIA. Contudo, a anuência da associação comercial de Alcobaça esteve longe de gerar consenso, sobretudo, porque muitos comerciantes não foram informados da realização da "Natalcobaça - Artes da Mesa", incluindo membros da direcção. Uma das associadas da direcção terá apresentado mesmo o seu pedido de demissão ao presidente da ACSIA, Jorge Vasco, o qual não compareceu na inauguração.

Por isso, o autarca defendeu a necessidade da ACSIA se fortalecer, fazendo votos para que no futuro consiga assumir integralmente a organização do evento, com a Câmara apenas a apoiar. Gonçalves Sapinho considerou que esta mostra comercial será vantajosa para todos, mesmo para os que não estão representados neste certame, dado que vai haver publicidade na rádio e na televisão.

O edil refutou a acusação de que iniciou as obras de requalificação urbana à revelia dos comerciantes, recordando que organizou 4 reuniões antes de iniciar as obras.
O autarca recordou também que, ao contrário do que sucedia antes das obras, os turistas agora passeiam por Alcobaça, remetendo a responsabilidade de fazer com que os estrangeiros comprem aos próprios comerciantes, recomendando uma postura comercial mais agressiva da parte destes.

A polémica das obras no Rossio parecem não ter fim 

A terminar, Gonçalves Sapinho anunciou a abertura para breve de três cursos no edifício do Centro de Estudos da Universidade de Coimbra, situado em frente ao Mosteiro, que poderão contribuir para a dinamização do Rossio: um curso ministrado pela Universidade de Coimbra e dois cursos orientados pelo Instituto Politécnico de Leiria.

Em representação da ACSIA esteve presente na inauguração João Campos que afirmou não querer alimentar polémica. "Participámos a convite da Câmara Municipal, mas o evento foi originalmente promovido pelos industriais. Pegámos nesta iniciativa no sentido de trazer para aqui também os comerciantes. Tivemos 3 ou 4 recusas, mas depois envolveram-se", sublinhou.

O comerciante reconhece haver uma diminuição de facturação dos comerciantes de Alcobaça relativamente à época anterior ao início das obras. No entanto, atribui parte das culpas ao estado da Nação, devido ao aumento do desemprego e à perda de poder de compra.

João Campos reconhece ainda que nem todos os comerciantes foram avisados da realização da feira, atribuindo essa falha ao envolvimento tardio da própria ACSIA, não tendo, por isso, havido tempo para informar todos os potenciais interessados. No final, assegura que a direcção da ACSIA irá fazer um balanço para ver o que correu bem ou mal nesta feira.


          Mário Lopes

09-12-2005
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