Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Quem é responsável pelo conflito entre os motoristas e as empresas transportadoras?
Os motoristas
As empresas
O Governo
Outros
Não sei
Edição Nº 222 Director: Mário Lopes Sábado, 25 de Maio de 2019
Opinião
A regra é: mover-se mais e sentar-se menos
   
          Dr. Pedro Marques da Silva
Combater o sedentarismo, “ser e estar” fisicamente ativo é uma das opções de vida mais relevantes dos e para os portugueses de todas as idades, fundamental no que respeita à sua saúde, longevidade e qualidade de vida.

    Portugal é um país envelhecido. Somos 10,3 milhões de habitantes (concentrados nas zonas urbanas e litorais), com um decréscimo sentido da população. Este decrescimento deriva, essencialmente, de o número anual de mortes ser maior do que os nascimentos, mas também porque, nos últimos anos, tem havido um número crescente – felizmente a diminuir – dos portugueses que emigram.

    Olhando para a média de idades, 21 por cento dos portugueses têm 65 ou mais e só 14 por cento tem menos de 15 anos. Há já um milhão de portugueses com 75 ou mais anos. Sim, hoje somos menos, mas vivemos mais (a esperança de vida é superior a 80 anos), e é aqui que temos de confrontar as nossas opções de vida e de saúde, responsavelmente e assumidamente. A saúde é demasiado importante para ficar só nas mãos dos médicos e dos restantes profissionais. A Saúde é de todos!

   É por isso que a atividade física tem um papel decisivo no bem-estar das populações. Nas nossas vidas, somos capazes de confirmar que os nossos comportamentos são cada vez menos ativos. No trabalho estamos muito tempo sentados, em casa o comando da televisão ou as novas tecnologias dominam o nosso estar, nas escolas não há ginásios, e os recreios são novos “centros de smartphones” e obituários de brincadeiras ativas. E, depois, os números estão aí: cerca de 10 por cento da mortalidade prematura está associada ao sedentarismo e à inadequação da atividade regular desejável. Como resultado, aumenta a obesidade, acumulam-se as doenças relacionadas, direta ou indiretamente, com o sedentarismo, e agravam-se os custos de saúde que podem estar associados ao absentismo e à redução da produtividade.

    A Organização Mundial de Saúde recorda que, num país com cerca de 10 milhões de habitantes, em que 50 por cento da população é insuficientemente ativa, o custo anual do sedentarismo atinge os 900 milhões de euros, ou seja, 9 por cento do orçamento do Ministério da Saúde português. E não estamos a ser pessimistas. Em Portugal, de acordo com o Eurobarómetro de 2017, apenas 5 por cento dos portugueses com 15 anos ou mais praticavam regularmente exercício ou desporto, e também só 5 por cento declarou que fazia, habitualmente, outras atividades físicas, como andar de bicicleta. E muitos mais números existem para descrever a realidade de que os portugueses se tornaram, inconscientemente, “treinadores de bancada”.

   Mas esta realidade pode mudar. Ser ativo e persistente é, no início, escolher uma atividade que goste, que esteja adaptada à sua vida e ao momento que melhor lhe aprouver. Há várias maneiras de atingir a quantidade certa de exercício que, inicialmente, deve ser moderado. Todas as pequenas atividades contam. Fazer alguma coisa é melhor que não fazer nada. Comece por fazer o que for capaz, depois tente melhorar, progressiva e continuamente. Não desista, mas se for sedentário, comece devagar e depois vá aumentando o tempo e a frequência da atividade física.

    Há muitas maneiras de atingir a quantidade certa de exercício (mais ou menos 150 minutos de atividade moderada semanal). Caminhar é, normalmente, uma boa opção: nas primeiras duas semanas, 10 a 15 minutos por dia e, depois, vá juntando mais tempo e mais dias na semana, com caminhadas progressivamente maiores. Aí já poderá acelerar e fazer caminhadas mais enérgicas. Ou diversificar, como por exemplo ensaiar passeios de bicicleta aos fins de semana. E não se esqueça de incluir a família e os amigos.

   Tenha em atenção que alguns dos benefícios em saúde, que são muitos, começam a sentir-se imediatamente (não todos, claro), após o exercício, e é por isso que mesmo episódios curtos ou pequenos de atividade física são benéfico e ocorrem tanto em homens como em mulheres, crianças e jovens, adultos mais velhos, ou pessoas com doenças ou deficiências crónicas.

   Lembre-se que o mais importante é mover-se mais e sentar-se menos, pela sua saúde.

   Sobre a SPMI

   A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) é uma associação científica, fundada em 1951. Tem como finalidade promover o desenvolvimento da Medicina Interna ao serviço da saúde da população portuguesa. Promove ainda a investigação e o estudo de problemas científicos, bem como a organização de atividades educacionais, no âmbito da formação contínua, dirigidas aos médicos e à população em geral, no campo da Medicina Interna. Para mais informações consulte https://www.spmi.pt/

   Sobre o NEPRV

O Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular (NEPRV) da Sociedade Portuguesa da Medicina Interna (SPMI) centra a sua atuação na investigação, formação e consciencialização de profissionais de saúde e da população no âmbito da doença aterotrombótica. Este grupo é constituído por internistas associados da SPMI.

    Pedro Marques da Silva
Internista e Coordenador do NEPRV
25-05-2019
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Sejamos um nadinha mais claros a propósito do admirável mundo novo (da esmagadora maioria) controlado pela IA
Valdemar Rodrigues
A regra é: mover-se mais e sentar-se menos
Dr. Pedro Marques da Silva
Opinião sobre temas da reunião de Câmara do Município de Alcobaça de 13/05/2019
Carlos Bonifácio
Filhos do Tabaco: Crianças condenam cada vez mais o ato de fumar
Drª Ana Raquel Marques
Hipertensão arterial: o que todos devemos saber
Dr. Fernando Pinto
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o