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Edição Nº 71 Director: Mário Lopes Quarta, 6 de Setembro de 2006
Opinião
O filme repete-se!

      
             João Salgueiro
Todos os anos por esta altura o tema de abertura de telejornais ou de conversas de café paira sempre em volta do flagelo dos incêndios florestais. Aponta-se o dedo à inoperância do Governo, à insuficiência de meios de combate, à descoordenação dos meios humanos, havendo no entanto, a tendência de esquecer aquilo que para mim são as razões principais: A não limpeza das matas; o facto de não termos floresta ordenada; falta de acessibilidades, e como tal é-nos mais fácil atribuir “a culpa aos outros”.

          Neste filme, todos somos actores, é certo que uns com mais notoriedade que outros, mas sem excepção e, no mínimo, todos somos figurantes. Todos, perante o desenrolar dos acontecimentos, temos o sentimento de impotência, e haja o que houver, no próximo ano lá teremos novamente encontro marcado quanto mais não seja como figurantes.

          O abandono da agricultura tradicional que ainda persistia num passado recente, deu lugar a florestas de pinheiros e de eucaliptos, sempre envoltos por matagais que constituem toda a carga de combustível que alimenta fortemente a combustão. O diagnóstico está traçado, conhecem-se os problemas, procura-se então a “cura”, e essa cura passa por aquilo que já alguém chamou de “reconquistar o território”.

      Sim, porque é de uma verdadeira conquista que se trata:
- É preciso sermos nós a ditar as regras e não a espontaneidade da floresta a fazê-lo.

- É preciso ordenar os espaços, sejam eles urbanos ou rurais, com a introdução de novas espécies arbóreas, limpando as matas ou tão simplesmente abrindo acessos para, em caso de necessidade irmos ao local e sermos nós a impor regras e não como acontece, “deixar avançar que cá o esperamos”.

          A questão das acessibilidades na área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) que tanta tinta já fez correr, não só é pertinente como é urgente. Não podemos deixar rebobinar a cassete e daqui a pouco mais de seis meses ver novamente o filme. Parece que finalmente várias entidades estão sensíveis à questão. É preciso reflexão aprofundada e desapaixonada, é preciso uma análise que permita tomar medidas, encontrando assim procedimentos a obviar a repetição destas tragédias.

          A colaboração de todos os que de uma maneira ou de outra viveram os acontecimentos, é extremamente importante pelos ensinamentos produzidos e só assim podemos pelo menos diminuir significativamente a vulnerabilidade de todo este território que precisa urgentemente de ser reconquistado. É preciso organizar as “tropas” e irmos à reconquista desse património que é de todos! 
 
      João Salgueiro          
Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós

 

 

06-09-2006
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