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Edição Nº 211 Director: Mário Lopes Quinta, 26 de Julho de 2018
Homenagear a escritora e potenciar o surgimento de novos autores lusófonos
Inscrições no prémio literário Fernanda Botelho prolongadas até dia 30 de setembro no Cadaval
  
   Exemplares do livro premiado na 1º edição do Prémio
                         Literário Fernanda Botelho
Foram prolongadas, até 30 de setembro, as inscrições para o 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho, direcionado à modalidade “conto”, numa organização conjunta da Biblioteca Municipal do Cadaval e Associação Gritos da Minha Dança. Esta segunda edição, formalmente apresentada em abril no âmbito da Primavera de Livros, é aberta a participantes adultos, mas contempla também, pela primeira vez, uma categoria para participação juvenil.

   O Prémio Literário Fernanda Botelho (periodicidade bienal) remonta a 2016 e destina-se a homenagear a escritora Fernanda Botelho (1926-2007), que viveu parte da sua vida na aldeia da Vermelha (Cadaval) e cuja obra literária é reconhecida a nível nacional.

   Foi, inclusive, na localidade da Vermelha que a autora escreveu, integralmente, a obra “As Contadoras de Histórias” e iniciou a escrita do seu último livro, “Gritos da Minha Dança”.

   O prémio em apreço decorre de uma parceria entre a Biblioteca Municipal do Cadaval e a Associação Gritos da Minha Dança, entidade que tomou o nome do derradeiro trabalho de Fernanda Botelho. Trata-se da associação detentora do acervo da escritora e que criou uma casa-museu em sua homenagem, na supracitada aldeia cadavalense.

   Esta segunda edição do concurso literário cadavalense foi lançada a 28 de abril, nas instalações da Biblioteca Municipal, por ocasião da iniciativa “Primavera de Livros”.

   A sessão contou ainda com a apresentação oficial do livro respeitante ao 1.º Prémio, que remonta a 2016, a qual contou com a presença de Antero Rosa, vencedor do mesmo, e de Sofia Pinto da Silva, menção honrosa atribuída na mencionada primeira edição, que envolveu cerca de 380 participantes de dentro e fora do país. A obra então lançada contempla os contos de ambos os galardoados, coincidentemente portuenses.

   O lançamento do 2.º Prémio contou ainda com a presença da comissão organizadora, representada por José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, e de Joana Botelho, presidente da Associação Gritos da Minha Dança.

   «Apoiar a escrita de autores lusófonos anónimos» é o desígnio deste concurso, segundo apontou na ocasião José Bernardo, «contribuindo para o crescimento literário do nosso país».

   Na ocasião, o chefe do executivo deixava um público agradecimento ao primeiro rol de elementos que constituiu o júri do primeiro prémio literário, e foram eles: Daniel Sampaio, reconhecido psiquiatra e amigo da família da escritora homenageada, Inês Fonseca Santos, jornalista, João Paulo Cotrim, diretor da Editora Abysmo, Fernanda Branco, professora aposentada e estudiosa da obra de Fernanda Botelho, e Isabel Pereira, docente também reformada e escritora cadavalense.

   Já em fase de lançamento do 2.º Prémio Literário, Joana Botelho, presidente da Associação Gritos da Minha Dança e neta da escritora evocada pelo concurso, manifestava «um sentido agradecimento» ao Município do Cadaval e à Biblioteca Municipal, extensivos «à professora Paula Morão, do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e às personalidades de excelência que constituem o júri desta edição», segundo palavras da própria.

   O júri fica então, desta feita, composto por Marta Pacheco Pinto, diretora-adjunta da Revista Textos e Pretextos, e membro do conselho editorial do Journal of World Literature; Olga Correia, professora da disciplina de Português no Agrupamento de Escolas do Cadaval, e Sofia Bandeira Duarte, relações públicas e gestora cultural no The Literary Man – Óbidos Hotel.

   Mantendo a modalidade prosa (conto) e sendo dirigido a adultos, maiores de 18 anos, a novidade desta edição do prémio prende-se com o facto de jovens dos 15 aos 17 anos poderem passar a concorrer, segundo revelou Joana Botelho, numa categoria própria e também na modalidade “conto”. Neste contexto, a responsável deixou «um forte agradecimento à Panificadora Regional “Pão da Vermelha”, pelo seu contributo à atribuição do prémio nesta categoria».

   «É desta forma que a Associação Gritos da Minha Dança continua a contribuir para criar e desenvolver o gosto e hábitos de leitura, facilitando a alfabetização literária e funcional da população, e favorecendo a investigação na área da literatura portuguesa contemporânea», diz Joana Botelho.

   As normas de participação estão disponíveis no site da Câmara Municipal do Cadaval (separador Cultura/Biblioteca Municipal).

   Nota biográfica de Fernanda Botelho

   Fernanda Botelho (1 de dezembro de 1926 – 11 de dezembro de 2007), natural do Porto, é ainda descendente de Camilo Castelo Branco e sobrinha-neta de Abel Botelho. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa e estreou-se, em 1951, com o livro de poesia “Coordenadas Líricas”. Foi, juntamente com David Mourão-Ferreira, António Manuel Couto Viana e Luís Macedo, cofundadora da revista literária Távola Redonda, vencendo galardões como o prémio Camilo Castelo Branco, em 1961, com a obra “A gata e a fábula”, ou o Grande prémio da Associação Portuguesa de Escritores – Romance e Novela, com “As Contadoras de Histórias”, em 1998, entre outros que conquistou ao longo da vida.

   Fonte: SCRP | CMC
26-07-2018
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