| Vereador garante que não há qualquer perigo para a baía e praias envolventes |
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| Centenas de peixes morrem em S. Martinho |
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Peixes a boiar no Rio de Salir
Uma alegada paragem de uma bomba na estação elevatória de São Martinho do Porto causou a morte de centenas de peixes entre os quais vários exemplares de meixão, uma espécie protegida, robalos e tainhas. “Houve um problema na bomba da central de bombagem que dá acesso à estação elevatória”, revelou o vereador José Vinagre. O decréscimo do caudal provocou a paragem da bomba que “fez com que os efluentes descarregassem directamente para o rio durante cerca de duas horas”. O responsável pela Protecção Civil considera, no entanto, que “esta poderá não ser a única causa para a morte dos peixes”, que está a ser investigada pelas autoridades. O vereador sustentou que não há qualquer perigo para a Baía de São Martinho do Porto e praias envolventes.
Os populares chegaram a pensar que se tratava de uma descarga da ETAR de São Martinho do Porto, mas contactada a empresa, revelou que a estação está a descarregar normalmente os efluentes tratados para alto mar pelo exutor submarino. “Temos as máquinas a trabalhar normalmente. Não foi detectada qualquer anomalia”, revelou uma fonte da empresa.

ETAR de São Martinho funcionou normalmente
O comandante dos Bombeiros de São Martinho do Porto revelou por outro lado que “a empresa Águas do Oeste informou a Câmara, mas a autarquia não actuou imediata-mente”, denunciou. Recorde-se que a empresa Águas do Oeste, trata apenas os esgotos em alta, ou seja apenas quando chegam à ETAR, pelo que todo o percurso até à estação de tratamento é da responsabilidade da edilidade.
Quanto a causas para a Baía de São Martinho do Porto, só durante os próximos dias se poderá saber, uma vez que depois da morte dos peixes e da mancha que deslizava na Vala situada nos Casais do Medro, ia desaguar no Rio de Salir e mais tarde na concha de São Martinho que tem registado este ano uma melhoria na qualidade da água.
Se esta descarga poderá pôr em causa a época balnear, só as análises que vão ser feitas às recolhas de água feitas pela Polícia Marítima irão dar resposta a esta dúvida. Os militares do Serviço SPENA da GNR das Caldas da Rainha, também fizeram um auto de ocorrência desta situação que vai ser transmitida à Administração das Regiões Hidrográficas (ARH).
Carlos Barroso
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| 28-07-2009 |
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