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Edição Nº 126 Director: Mário Lopes Domingo, 10 de Abril de 2011
Opinião
Eleições
    


José Luís Peixoto

Tenho um amigo, um céptico militante, por acaso votante normal do BE, que me diz que embora resultantes de uma crise institucional, e marcadas pelo senhor Presidente da República, estas eleições já não são eleições nacionais e muito pouco democráticas pois o orçamento das Finanças já estará pré-definido por entidades estrangeiras a quem os nossos governos têm prestado vassalagem.

   Não partilho deste ponto de vista, mas não deixa de ter a sua razão de ser. A submissão total dos nossos governantes às imposições dos altos interesses especulativos, foi tornando o ministro das Finanças uma marioneta nas mãos de agências de rating e dos tubarões de Bruxelas. Abençoada pela direita, a alta finança, a nossa, a patriótica, rejubila enquanto foge aos impostos, aproveitando as benesses dos offshores que apanha a jeito, e aguça o dente para a maior facilidade de despedimento, medida que consta do tal PEC4 que o governo garante que seria a salvação nacional perante a invasão estrangeira, leia-se FMI, mas que sinceramente não vejo em que medida seria benéfica para a Economia, a nossa ou de qualquer outro país, a não ser que o país seja a meia dúzia de agiotas oportunistas que enriquecem à custa da desgraça alheia, pois que para a festa dos abutres tem que haver mortos. 

   Estas eleições, surgem inevitavelmente em função da situação em que esta capitulação dos poderes públicos aos interesses financeiros deixou o povo português, preso entre a espada e a parede, ou seja, entre a escolha de políticas restritivas e penalizadoras da criação de emprego e o fantasma de uma intervenção externa que os mesmos consideravam imprescindível. Assim se compreende a hipocrisia do PSD, enquanto principal suporte das políticas que dizia aos sete ventos condenar. Ao apresentar a moção de censura ao governo de Sócrates, o Bloco de Esquerda pôs a nu a verdadeira face de Passos Coelho e Paulo Portas, várias vezes autoproclamados opositores acérrimos das políticas de Sócrates, mas na hora da verdade a afirmarem-se como garantes da sua manutenção. Só perante a certeza do fracasso da política do seu governo e da intervenção externa no financiamento da nossa economia, Sócrates, desdizendo o que afirmara aquando da apresentação da moção de censura faz um autentico hara-kiri ao fazer depender a continuidade do seu governo da aprovação pela AR do seu injusto e mais penalizador dos portugueses PEC IV. Chumbado este, Passos Coelho viu-se repreendido pelos seus pares Europeus que não apoiaram a sua desmedida ânsia pelo poder, que além de demonstrar uma falta total de respeito pelos interesses do povo português, não agradava a Bruxelas e viu-se compelido a declarar que não aprovara o PEC porque este não ia suficientemente longe nas medidas de contenção para o combate à crise. Esmagadora confissão da pouca verticalidade política de Passos Coelho, ou como disse Miguel Portas, de um político com a espinha dorsal dum caracol, um farsolas. 

   Assim chegamos às eleições. Estamos perante a urgência de uma escolha que nos poderá fazer mudar radicalmente as opções a que nos querem acorrentar como sendo as únicas possíveis, como se no mundo só houvesse lugar para uma verdade, aquela que resulta da opressão de uma grande maioria por uma oligarquia de poderosos ditadores da Finança, especuladores sem escrúpulos nem réstia de humanidade. Por isso, e pela sua clareza, queria terminar incluindo o texto que Francisco Louçã escreveu a este propósito e que aponta aquilo que segundo ele estará em jogo nestas eleições para que todos nós estamos convocados.

   José Peixoto
Membro da Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Leiria
 
 
10-04-2011
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