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Edição Nº 226 Director: Mário Lopes Sexta, 25 de Outubro de 2019
Chegada de Guilherme Stephens à atual cidade ocorreu há 250 anos
Milhares de pessoas homenagearam domingo o “fundador” da Marinha Grande
   
       Figurantes trajados à época
      junto aos Paços do Concelho
Guilherme Stephens foi homenageado pela Câmara Municipal e pela população, nos dias 19 e 20 de outubro, no âmbito das comemorações que assinalaram os 250 anos da chegada do industrial inglês à Marinha Grande.

   O programa organizado pelo Município contou com a presença de Jenifer Roberts, investigadora e familiar de Guilherme Stephens que, a convite da autarquia, deslocou-se de Inglaterra para participar nas celebrações e mostrou-se sensibilizada com os eventos realizados e com a enorme adesão da população aos mesmos.

   A presidente da Câmara, Cidália Ferreira, foi a anfitriã destas comemorações que “muito honraram o Município, a população do concelho e, sobretudo, a memória de Guilherme Stephens, pela forma digna como decorreram e pela forte adesão do público”.

  
             Chegada das charretes com o industrial inglês
“Quisemos realizar a recriação com data coincidente com o aniversário da abertura da Real Fábrica de Vidros e o resultado foi o brilhantismo e o sucesso que tivemos oportunidade de assistir”, afirma a presidente. Cidália Ferreira agradece “ao marinhense e amigo desta terra Norberto Barroca, pelo profissionalismo e excelência que dedicou a este projeto e por aceitar o meu desafio de encenar e dirigir a peça. Sabia que o resultado só poderia ser este e que foi uma honrosa homenagem a Guilherme Stephens”, continua.

   “Devemos o que somos hoje enquanto território a Guilherme Stephens que, em 1769, a convite do Marquês de Pombal e do Rei D. José I, reativou a Real Fábrica de Vidros e mudou para sempre a Marinha Grande”, continua.

   Para Cidália Ferreira, “Guilherme Stephens foi um homem empreendedor, vanguardista para o seu tempo e humanista ímpar, sempre preocupado com a instrução, educação, cultura, cuidados de saúde e bem-estar social dos seus trabalhadores. Não se limitou a erguer uma fábrica de vidros lucrativa, mas que colocou sempre o seu foco nas pessoas que com ele e para ele trabalhavam”.

  
      Marinhenses aderiram às comemorações do 250º
aniversário da chegada dos Stephens à Marinha Grande
Guilherme Stephens promoveu “ainda diversas inovações na agricultura, reservando os terrenos onde hoje se encontra o Parque da Cerca, entre outros, para o cultivo da terra e o desenvolvimento técnicas e práticas agrícolas e introduzindo vegetais no nosso país, a partir de sementes importadas de Inglaterra, como alface, rabanete, agrião e chicória”, reforça.

   A presidente da Câmara salienta “que todo este legado empresarial, cultural e social que reconhecemos a Guilherme Stephens e que a Marinha Grande tão bem tem sabido preservar durante estes dois séculos e meio, sendo o território de excelência e vanguarda tecnológica que é hoje”.

   Estas comemorações “permitiram dar a conhecer, uma vez mais, o homem brilhante que foi Guilherme Stephens e todo o reconhecimento que temos pelo que fez da Marinha Grande”, conclui Cidália Ferreira.

    Jenifer Roberts, familiar do industrial inglês, confessa estar “muito orgulhosa porque a Câmara Municipal decidiu fazer esta homenagem e o povo da Marinha Grande correspondeu. Tenho a certeza que William Stephens estaria feliz por saber que 250 anos depois os marinhenses continuam a amá-lo desta forma”.

    Como membro da família de Guilherme Stephens, Jenifer Roberts admite ter “imenso orgulho nele. Era um génio. Um grande homem em muitos aspetos. Introduziu o estado de bem-estar aos operários 20 ou 30 anos antes de qualquer outro país ou industrial que cuidava dos operários como ele cuidava dos seus operários. Trouxe cultura como o teatro e a música e ideias mais modernas de agricultura”.

   Marinha Grande recuou 250 anos para receber família Stephens