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Edição Nº 24 Director: Mário Lopes Quarta, 3 de Maio de 2006
Com a presença do secretário de Estado da Cultura
Mosteiro de Alcobaça inicia ano de celebrações

Nicolau Raposo, Gonçalves Sapinho, Amaral Lopes, Luís Calado e padre Fernando de Cima 

O Mosteiro de Alcobaça iniciou uma tripla celebração, a saber, dos 750 anos da sagração da Igreja do Mosteiro, dos 850 anos da fundação da abadia e dos 850 anos da morte de S. Bernardo de Claraval. As celebrações iniciaram-se no dia 19 de Outubro - numa sessão que contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Amaral Lopes e do Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, D. Manuel Clemente - e irão prolongar-se até 20 de Outubro de 2003.

As celebrações são uma organização conjunta do IPPAR/Mosteiro de Alcobaça, Paróquia de Alcobaça, Universidade de Coimbra e Câmara Municipal de Alcobaça. A cerimónia de abertura das comemorações realizou-se no Refeitório do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, tendo contado com a presença do Vice-Reitor da Universidade de Coimbra, Nicolau Raposo, o presidente do IPPAR, Luís Calado, pároco da diocese de Alcobaça, Fernando de Cima, Frei Gonzalo Fernandez e o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Gonçalves Sapinho.

Gonçalves Sapinho, presidente do Executivo municipal, associou a esta tripla comemoração alguns factos históricos que, em sua opinião, merecem ser também comemorados. O primeiro é "a consolidação da fundação da nacionalidade, do reconhecimento do Reino de Portugal e do nosso primeiro rei ao papel que S. Bernardo e a Ordem de Cister tiveram na construção da rede religiosa, cultural, social e económica, através da construção de centenas de mosteiros, constituindo-se percursor da ideia da unidade europeia e do universalismo".

Amaral Lopes, secretário de Estado da Cultura,
no uso da palavra
 

O edil referiu ainda "a participação fundamental na construção e preservação da nossa identidade e a influência do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça em todo o País e até na Europa pois, segundo Frei Bernardo de Brito, fundador do Convento de S. João de Tarouca - a primeira casa de Cister em Portugal -, "nada se movia no Reino sem o seu conselho".

Gonçalves Sapinho enalteceu ainda "a lucidez (da abadia de Alcobaça) de liderar a criação do ensino superior (universidade) no Portugal nascente e de, no século XVII, ter criado o Colégio Nossa Senhora da Conceição, instituição de ensino superior que funcionou em Alcobaça até ao 1º quartel do século XIX. A clarividência de criar e manter a maior biblioteca portuguesa e uma das maiores da Europa".

O autarca lembrou também "o posicionamento do Mosteiro de Alcobaça, que passou a ser refúgio de reis e rainhas, na vida e na morte, e a ser disputado pelos bispos de Lisboa e Coimbra" congratulando-se por, pela primeira vez, o Mosteiro estar devoluto, após a saída do Lar Residencial". O edil terminou referindo "estar em curso uma revolução, cultural, social, económica, ambiental, rodoviária, urbanística e, esperemos, educacional".

 D. Manuel Clente dissertou sobre "A vida monástina na Igreja e na sociedade"

osé Manuel Lopes, secretário de Estado da Cultura, reiterou que o plano de investimentos para recuperação do Mosteiro de Alcobaça não vai sofrer cortes orçamentais e irá prosseguir até à recuperação total do monumento. Por sua vez, Luís Calado, presidente do IPPAR, considerou que "nem sempre há um esforço por parte da comunidade alcobacense relativamente ao esforço que tem sido feito pelo IPPAR no Mosteiro", pelo que se regozijou por Gonçalves Sapinho reconhecer a importância do Mosteiro se encontrar, neste momento, devoluto.

D. Manuel Clemente, Bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, recordou que a Ordem de Cister descende da Ordem Beneditina, a única ordem religiosa do Ocidente anterior ao ano mil da Era Cristã, fundada por S. Bento de Núrcia (Itália) cerca de 540.

Apenas seis séculos depois, em 1098, seria fundada a Ordem de Cister, por Roberto de Molesmes, numa tentativa de regresso à pureza e despojamento originais do cristianismo. Contudo, foi sob a direcção de Bernardo de Claraval, que a Ordem conheceu o seu maior incremento, e foi ainda sob o seu comando que a Ordem chegou a Portugal em 1144, com a fundação do Convento de S. João de Tarouca e a instalação em Alcobaça, em 1153.

A sessão solene decorreu no Refeitório do Mosteiro de Santa Maria 

D. Manuel Clemente lamentou que a vida monástica masculina em Portugal esteja reduzida aos beneditinos de S. Bento de Singeverga, em Santo Tirso e a alguns cartuxos no Mosteiro Scala Coeli, em Évora. Se é verdade que a vida do mundo de hoje é dispersa, "não é mais dispersa que nos tempos de S. Bento ou de S. Bernardo", referiu.

Finalmente, Frei Gonzalo Fernandez, em nome da Ordem de Cister, frisou na sua intervenção a simplicidade que caracteriza a Ordem de Cister, pois "as coisas visíveis são passageiras enquanto as invisíveis são eternas". O monge citou mesmo uma frase de Bernardo de Claraval, o qual terá referido que "aqui (no Mosteiro de Claraval) só entram os espíritos, o corpo fica lá fora". "Alcobaça não é mais do que a procura do invisível", sintetizou o monge.

Mário Lopes

03-05-2006
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