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Edição Nº 227 Director: Mário Lopes Segunda, 23 de Dezembro de 2019
Estudo do IPAM analisa hábitos e comportamento na época natalícia
Portugueses preveem gastar 385€ nas compras de Natal
   
    Centros comerciais lideram neste Natal
           nas preferências de compras 
O IPAM voltou a realizar o estudo que analisa os hábitos e comportamentos dos portugueses na época natalícia. De acordo com o estudo, o valor médio que os portugueses estimam gastar em compras de Natal é de 385,00€. Um valor que tem vindo a evoluir desde 2018, uma vez que no estudo do ano passado, com uma amostra com características idênticas, o valor era de 372€. Maioria dos portugueses compra os presentes durante o mês de dezembro (70,5%).

   Os filhos são os destinatários de eleição dos presentes de Natal, seguidos do cônjuge (em 67% dos inquiridos) e dos pais, irmãos e outros familiares (em 60%). Os centros comerciais (28,9%) e centros comerciais e comércio de rua (28,6%) lideram as preferências quanto ao local para a realização de compras.

    “Para o Natal de 2019 mantem-se a tendência verificada no ano anterior, havendo, contudo, alterações no valor médio a gastar. Há, ainda, alterações no local de compra e na data para realização das mesmas” afirma Mafalda Ferreira, docente e coordenadora do Estudo do IPAM.

    “Como consequência da crise económica e financeira, nos últimos anos os hábitos de consumo dos portugueses foram alterados, especialmente numa das épocas do ano em que tradicionalmente se verifica o maior volume de vendas em diversas áreas de negócio”, acrescenta a responsável.

   O subsídio de Natal vai ser gasto por 28,59% dos portugueses, que preveem despender 51% a 75% desta quantia extra auferida no Natal. O IPAM observou se os portugueses iriam receber subsídio de Natal para compreender a situação financeira das famílias, concluindo que 14% dos inquiridos não receberá o subsídio nesta altura, o que terá impacto no comportamento face às compras de Natal. Importa referir que estes valores apresentam diferenças relativamente aos do ano passado, tendo aumentando o número de inquiridos que recebe o subsídio de Natal.

   Do total de inquiridos que recebe ou vai receber o subsídio de Natal saliente-se que 5,7% não vai utilizar este dinheiro para efetuar as compras de Natal. Cerca de 6,69% dos inquiridos gastará a totalidade do subsídio em compras de Natal.

   Procurando comparar a situação deste com o panorama do ano anterior, durante o estudo foi solicitado aos inquiridos que comparassem o valor que preveem gastar em 2019, com o valor gasto em 2018. 17% dos inquiridos refere que este ano vão gastar um valor inferior ao gasto em 2018. No entanto, 24% afirmou que pretende gastar mais do que no ano passado, referindo ter maior disponibilidade económica (67%), pelo que, neste sentido, pretendem aumentar o número de compras de prendas para familiares (33%). A opção incide sobre os familiares, pois o aumento do número de compras para amigos não foi uma opção considerada no estudo.

   Destaca-se que no estudo, 59% dos inquiridos respondeu que iriam gastar o mesmo que no ano anterior, o que remete para uma estabilidade no comportamento do consumidor este ano, quando comparado com 2018. Enquanto os inquiridos que vão gastar um valor inferior (17%) referem que irão efetuar cortes nos presentes para amigos e familiares adultos (70%).

   As crianças são o alvo preferencial das compras de Natal nos agregados familiares com filhos (55% dos inquiridos), sendo estes em 100% dos casos observados no estudo contemplados com presentes de Natal. Globalmente, destaque-se, ainda que, em 67% dos casos é referida a compra de presentes de Natal para o cônjuge e em 60% dos casos para os pais, irmãos e outros familiares. Apenas 45% dos inquiridos mostra intenção de comprar presentes para amigos.

    No que diz respeito ao tipo de produtos a comprar, o estudo observou que para as crianças até aos 12 anos os presentes a comprar serão maioritariamente brinquedos (48,6%), seguidos de roupas e sapatos (12,2%) e livros (9,9%). No caso dos adolescentes (entre os 12 e os 18 anos) as escolhas recaem na roupa/sapatos (36,3%), jogos eletrónicos (13,6%) e livros (10,3%).

    No caso dos adultos a opção mais escolhida pelos inquiridos para escolhas de presentes de natal é roupa/sapatos (28,5%), seguida de livros (17%) e acessórios (12,3%).

    Quanto ao local para a realização de compras a maioria dos inquiridos no estudo prefere efetuar as compras em centros comerciais (28,9%) ou em centros comerciais e comércio de rua (28,6%). De referir, contudo, que 18,3% dos inquiridos opta exclusivamente pelo comércio de rua e 6,1% exclusivamente pelas compras online.
Relativamente ao momento para realização das compras de Natal verificámos que 70,5% dos inquiridos vai efetuar as suas compras durante o mês de dezembro. Nas compras antecipadas, o critério preço é o que tem uma maior relevância, quer seja “Aproveitar promoções Black Friday” (33%), “Encontrar melhores preços” (23%), ou “Aproveitar promoções ocasionais” (19%).

    O estudo do IPAM de caracterização do comportamento dos consumidores face às compras de Natal é realizado pelo nono ano consecutivo, o que possibilita uma análise detalhada das principais alterações verificadas nos hábitos de consumo.

   Ficha Técnica do Estudo


    O Estudo foi realizado pelo IPAM, sob a coordenação da Professora Mafalda Ferreira, coordenadora da Pós-Graduação Consumer Insights do IPAM, Doutorada em Psicologia Social pela Universidade de Cádiz. A análise teve lugar, entre 27 de novembro e 07 de dezembro de 2019, com uma amostra composta por 472 indivíduos, maiores de 18 anos, com as seguintes características 8,7% da amostra da classe social A, 34,8% da B, 16,3 da C1, 32,6% da C2 e 7,6% da D. Parte dos inquéritos (16%) foram administrados diretamente através de questionários e 84% foram efetuados online.
 
    Fonte: CV&A
23-12-2019
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