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Edição Nº 70 Director: Mário Lopes Sexta, 18 de Agosto de 2006
Batalha
Ecoparque Sensorial da Pia do Urso: um parque único em Portugal
       
     Rui Borges Cunha explicando o Mapa
          do Ecoparque da Pia do Urso
A Câmara da Batalha proporcionou no Dia do Município uma visita ao Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, situado na aldeia de Pia do Urso, freguesia de S. Mamede. A ideia da construção deste Parque Sensorial partiu da Câmara Municipal da Batalha, através do seu presidente, e contou com o apoio privado dos empresários João Meirante e Carlos Costa. O ecoparque inclui 6 estações pedagógicas: Planetário, Água, Jurássica, Abstracta, Lúdica e Musical. O investimento ronda os 400 mil euros.

        A visita ao Ecoparque Sensorial da Pia do Urso decorreu no dia 14 de Agosto, e nela estiveram presentes António Lucas e Francisco Freitas, presidente da Câmara e da Assembleia Municipal; Silvestre Carvalhana, presidente da Junta de Freguesia de São Mamede; João Meirante da empresa Ataraxia e Carlos Costa, responsável pelas reconstruções históricas do parque sensorial, além de outras entidades locais e regionais e da população da Aldeia da Pia do Urso.          
                     Estação Jurássica


Este Ecoparque Sensorial, único do género em Portugal, ainda se encontra em fase de trabalhos, pelo que ainda não há uma data prevista para a sua inauguração. Neste momento já estão recuperadas 10 das 15 casas em recuperação e já é possível observar o parque de estacionamento para ligeiros e autocarros, além de infra-estruturas para crianças, como por exemplo parques infantis. Além da conclusão das restantes casas, faltam ainda algumas infra-estruturas de apoio, nomeadamente, o centro de interpretação e o restaurante.

       O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso nasceu da necessidade de revitalização da Aldeia da Pia do Urso, que se encontrava em avançado estado de degradação. É constituído pelas moradias recuperadas, pelos espaços de apoio aos visitantes e por um percurso sensorial destinado a todos aqueles que possuem deficiências visuais, que lhes permitirá desfrutar da vida ao ar livre e de todos os sons que o parque tem para lhes oferecer.        
  A Pia do Urso que deu nome
       ao ecoparque sensorial


O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso tem ao longo do seu percurso identificação no pavimento feita especificamente para pessoas com deficiência, de forma a possibilitar uma maior independência àqueles que o queiram visitar. As pessoas com dificuldade em se movimentar pode encontrar no Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, pavimento em madeira que lhes permite através do toque com a bengala saber por onde devem circular, indicações nas placas informativas em Braille e texto em alto relevo, entre outras particularidades, construídas propositadamente para quem tem dificuldades visuais.

         Ao longo do percurso sensorial o visitante encontra seis estações pedagógicas. A primeira denomina-se Estação do Planetário, onde os visitantes poderão observar os planetas e as diferentes fases da Lua, entre outros; seguindo-se a Estação da Água, onde o visitante pode apreciar o movimento da água, a sua força e energia que produz. A terceira estação, denomina-se de Estação Jurássica, onde se encontram algumas réplicas de dinossauros que habitaram aquele zona.      
     Uma das casas recuperadas


Segue-se a Estação Abstracta, onde o visitante pode tentar descobrir a imagem que se encontra representada na pedra. Esta estação fica situada junto à Pia do Urso, local que deu o nome à aldeia e ao parque sensorial. A penúltima estação é a Estação Lúdica, onde o visitante pode fazer puzzles, andar de bicicleta rumo ao precipício, entre outros. A finalizar o percurso, encontra-se a Estação Musical, onde o visitante pode fazer música a partir de instrumentos como o xilofone, os ferrinhos, castanholas, buzina, entre outros.

          O presidente da Câmara Municipal da Batalha reconhece que o projecto não teria chegado a este ponto sem o apoio de Carlos Costa, especialista em recriações históricas e réplicas medievais, da empresa Ataraxia, que desenvolveu as informações em Braille e da empresa Sistema 4, que efectuou em conjunto com a autarquia a imagem gráfica e o design do percurso. “Tínhamos as ideias, mas tínhamos alguma dificuldade em colocá-las no terreno”, pelo que, segundo António Lucas, o apoio destas três entidades foi fundamental.        
                     Estação Musical


No entanto, “mais importante do que tudo isto foi a parceria com a população local, com a Junta de Freguesia e com os proprietários das habitações, porque sem eles nada disto fazia sentido”, referiu António Lucas. Segundo o autarca, “esta parceria resultou muito rapidamente na recuperação da maioria das habitações, faltando apenas duas ou três, visto haver problemas com herdeiros, mas pensamos que também as iremos resolver.”

         António Lucas deixa uma palavra de apreço aos proprietários pelo “trabalho muito significativo” que tiveram na reconstrução das casas, visto que “os proprietários agarraram o projecto com unhas e dentes”, e à articulação com o Ministério da Agricultura, que permitiu a utilização de alguns fundos comunitários do programa Agris, quer para alguns privados, quer para uma parte da intervenção pública.

          Segundo António Lucas, a ideia para a construção deste Ecoparque surgiu há cerca de quatro anos , quando “tive conhecimento através do programa Leader que havia um projecto deste na Áustria, e depois de ver o projecto pensei que podíamos juntar aqui duas componentes, a da recuperação habitacional e o percurso sensorial.”

         O presidente da Câmara Municipal da Batalha classifica este projecto como “ inovador, com um cunho ambiental e também de sensibilidade para os invisuais”, confessando que “dá algum gozo poder disponibilizar este projecto”, pois estes projectos de cariz social representam o que de mais importante se faz na actividade autárquica.

         Questionado sobre a problemática da manutenção do espaço, António Lucas refere que “é evidente que nós temos consciência que vamos ter problemas na vertente da manutenção, por isso deixo aqui um apelo aos utilizadores para utilizarem as coisas com algum cuidado, por forma a que todos possam utilizar o parque”, garantindo também que o Ecoparque Sensorial terá uma equipa de manutenção, a tempo inteiro que já está a ser preparada pela autarquia.

         A finalizar, António Lucas considera este projecto “uma alavanca de desenvolvimento para a Freguesia de S. Mamede, para a hotelaria e para a restauração”, visto que o projecto engloba a criação de parque infantil, restaurante, centro de interpretação, posto de informação, casas-de-banho, miradouro, além de merchandising alusivo à Pia do Urso.

 Objectivos do Ecoparque Sensorial da Pia do Urso
         
         Carlos Costa mostra aos autarcas
        da Batalha a Estação do Planetário


O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso é um projecto de criação do primeiro centro rural português entendido como um espaço de desenvolvimento de diversas actividades a ter lugar na aldeia da Pia do Urso, visando não só a valorização do Património natural existente como do Património edificado, constituído por habitações rurais de traça tradicional e seu apetrechamento para dinamização de actividades culturais, venda de produtos regionais e criação de museu etnográfico.

          O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, tem como objectivos contribuir para a preservação de valores ambientais da aldeia da Pia do Urso; para a divulgação das formas do modelado cársico do Planalto de São Mamede; para a criação de uma economia local sustentável; incentivo a acções que visem a reflorestação e desmatação na aldeia e áreas adjacentes; e a implementação de medidas e estruturas dirigidas a visitantes de todas as idades e adaptadas aos portadores de deficiências físicas ou com mobilidade reduzida.

       A aldeia da Pia do Urso representa um exemplo da singular ocupação humana do Maciço Calcário Estremenho, em que se evidencia o esforço do Homem de adaptação ao meio, nomeadamente através da existência das pias, que constituíam importantes reservas hídricas para a população local e da compartimentação da paisagem, confinando as áreas agrícolas através de muros de pedra seca. À semelhança de algumas aldeias existentes a população residente apresenta-se reduzida, envelhecida e estreitamente dependente dos rendimentos da actividade agrícola.

       Os desafios que se colocam a este nível relacionam-se, por um lado com a procura de agentes locais capazes de mobilizar e divulgar as ideias chave do projecto e garantir uma linha estratégica de acção pública e privada que preserve o património natural e promova uma economia local sustentável.

         A importância deste projecto é sem dúvida justificada em grande parte pela adesão da população local. O processo assumiu-se, desde logo, bastante participado, destacando-se o papel da Autarquia local. Em conjunto a Câmara Municipal da Batalha e a Junta de Freguesia de S. Mamede, apresentaram as ideias-chave do projecto para alcançar a valorização deste espaço rural, que vise não só a preservação ambiental de determinados recursos como também a componente económica através da divulgação de produtos agrícolas e outras actividades relacionadas com o turismo.

      Outro aspecto que também confere importância ao projecto centra-se na aposta de criação do “Jardim Sensorial”. Um conceito de jardim em plena natureza com interacções com o mundo rural envolvente, em que se pretende proporcionar a todos os visitantes, e em particular, aqueles que possuem deficiências visuais um percurso assinalado com paragens onde são desenvolvidas actividades que apelam aos sentidos (essencialmente pelas vias do olfacto, do tacto e da audição).

18-08-2006
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Comentários

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Comentário de manuel carreira
25-08-2013 às 21:20
visitei a aldeia pia do urso e gostei, grande visão de quem elaborou o percurso, um reparo, na recuperação das casas, tem o cimento muito á vista
Comentário de rita pereira
05-09-2011 às 17:22
Pela 1ª vez visitai a aldeia da Pia do Urso e adorei.É pena não existirem mais aldeias turisticas. 2011-09-05
Comentário de vitor ruivo
10-02-2011 às 15:31
dá gosto ver como foi recontruida mantendo o original,vou levar lá amigos de todo o país a visitar este mês ,obrigado
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