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Edição Nº 212 Director: Mário Lopes Sábado, 11 de Agosto de 2018
Cadaval
Grupo informal da Dagorda cria Tacho Solidário
  
                    Jovens aderiram ao Tacho Solidário
Tacho Solidário» é o nome de um projeto humanitário nascido recentemente na Dagorda, com vista a apoiar a população carenciada dentro ou fora do Concelho. Uma ideia que ganhou forma, reuniu jovens e menos jovens, e já fez a entrega de cerca de 200 refeições, nas cidades de Torres Vedras e em Lisboa. O grupo não se confina à localidade onde nasceu, estando a alargar-se à Sobrena, Vermelha e até a Campelos, já fora do Concelho.

   O projeto humanitário surgiu de uma conversa entre Rita Pereira e Cláudia Fernandes (Dagorda), no dia 26 de maio, dentro da igreja, enquanto decorriam as confissões para a 1 ª comunhão. As mentoras do mesmo preferem, no entanto, falar a uma só voz, na qualidade de grupo.

   «Num olhar mais atento aos jovens que ali estavam, pensámos como seria gratificante levá-los ao encontro dos sem-abrigo, após uma conversa com o padre Ricardo, que de imediato abraçou este projeto. Pusemos, então, pés ao caminho», informa o Tacho Solidário.

   Tendo pensado, inicialmente, em levar os jovens que frequentam o sexto volume da catequese, após uma reunião com algumas das catequistas da paróquia da Dagorda, acabaram por decidir que esses jovens apoiariam na logística mas não na distribuição, tendo em conta o contexto, que seria «um pouco agressivo». Direcionaram-se, então, para o grupo de acólitos da Dagorda e Vermelha, jovens estes com idades compreendidas entre os 14 e os 22 anos.

   «É um grupo espontâneo, constituído por algumas pessoas com mãos que ajudam e um coração cheio de amor ao próximo», refere.

  
                        Distribuição de comida em Lisboa
O grupo designa-se por “Tacho Solidário” dado que a comida que nele é feita surge da solidariedade e da boa vontade de quem acredita no projeto.

   «Somos, mais ou menos, 12 elementos, entre adultos e jovens, sendo que não vamos todos no mesmo dia. Na ida a Torres Vedras, fomos três adultos e quatro jovens: Rita, Cláudia, Alexandrina, Bárbara, Bruno, João e Carolina», observa.


   A Lisboa, a equipa foi constituída por mais pessoas, a saber: Alexandrina, Cláudia, Inês, António, Jéssica, Juliana, Adriana, Ana, Neuza, Carolina e Sónia. «Como tínhamos de nos distribuir por três pontos da cidade, foram precisos mais jovens», explica o Tacho.

   «No entanto, seria injusto se não mencionássemos quem ajudou e não participou na distribuição. Deixamos aqui um agradecimento aos jovens Simão e Sara, pela disponibilidade, assim como à Ana Rita Gomes, pelo seu envolvimento neste projeto», acrescenta.

   Até chegar à distribuição da comida, há muito a fazer e preparar: arranjar forma de confecionar 200 refeições, transportar o “tacho”, decidir o que pedir às pessoas em termos de contributo, recolher os bens alimentares são aspetos a ter em conta. A isto, juntam-se «os mails enviados e as autorizações dos pais para levarmos os jovens no nosso meio de transporte», conta o grupo.

   No dia 2 de julho, deu-se, em Torres Vedras, a primeira distribuição de 60 refeições (tacho de frango guisado com massa e uma sopa de legumes) e 10 sacos de mercearias.

   Uma semana depois, a 9 de julho, foi altura de ir até à capital, proporcionar uma refeição quente a cerca de 120 sem-abrigo. «Uma ação com um cariz um pouco diferente da primeira. Estivemos em três praças de Lisboa, na zona da Sé, dos Anjos e no Cais do Sodré», adianta o Tacho Solidário.

   Para levar esta iniciativa a bom porto, o grupo contou com a generosidade do povo da Dagorda e de algumas pessoas do Cadaval. «No entanto, não poderíamos deixar de agradecer ao Agrupamento de Escolas do Cadaval que, desde o primeiro contacto, abraçou este projeto, cedendo as suas instalações para a confeção das refeições, assim como as quatro funcionárias que se prontificaram, após o seu horário de trabalho, para arregaçar as mangas e fazerem toda a comida», relata. «Importa também referir a pastelaria Girassol que, naqueles dois dias, generosamente nos ofereceu bolos e pão; o senhor Vítor, que nos ofereceu 120 ovos, que foram cozidos e distribuídos em Lisboa; a padaria da Dagorda, que nos ofereceu cerca de 200 fatias de pão; ao Carlos do Talho, que nos ofereceu uma parte da carne para o dia 9 de julho, e não esquecendo as três senhoras que se disponibilizaram para fazer 140 taças de arroz doce (Esmeralda, Maria do Carmo e Helena)», acrescenta.

   O feedback que o Tacho Solidário tem tido, por parte da população baseia-se em comentários «carinhosos», tais como «não deixem de ajudar quem mais precisa, que Deus vos dará o pago»; «bem hajam pela iniciativa», entre outros do género.

   Causa nobre com saldo positivo


   «O nosso balanco é extremamente positivo, primeiro pelo facto de conseguirmos que estes jovens, por algumas horas, se distanciem das redes sociais, ficando dispostos a colaborar, e depois porque o retorno das pessoas, com as quais nos cruzarmos, faz-nos pensar que é preciso tão pouco para fazer alguém, nem que seja por algumas horas, um pouco mais feliz», salienta o grupo. «Isto, a par da necessidade que aqueles seres humanos têm de serem ouvidos sem juízos de valor. Todos nós temos direito àquilo que se entende por dignidade humana. É realmente gratificante roubar alguns sorrisos, promovendo alguns momentos de felicidade; isto é, poder contribuir para o seu bem-estar emocional», afirma.

   O objetivo deste projeto é, segundo avança o grupo solidário, poder andar com o tacho (leia-se, com a sua preparação) de terra em terra. «Porque era impensável nós podermos garantir o projeto, todas as semanas, apenas se ficássemos na Dagorda; são muitas refeições e muita logística antes de chegar às refeições», salienta.

   «Neste momento, já estamos a organizar vários grupos na Sobrena, para o dia 17 de setembro, na Vermelha, também em setembro, e em Campelos, em outubro. A distribuição é feita todas as segundas-feiras. Aqui deixamos o apelo a quem quiser o tacho na sua terra, por favor, contactem-nos na nossa página de Facebook. Somente juntos conseguiremos um mundo mais justo e mais solidário», realça a equipa.

   O Tacho Solidário deixa ainda o apelo, a quem puder apoiar o projeto, que poderá fazê-lo fornecendo bens alimentares ou produtos de higiene, ou ainda transporte. «Precisamos muito de uma carrinha, às segundas-feiras, por umas horas, das 19 até às 23 horas. Seria também uma mais-valia, para o grupo, que os restaurantes e pastelarias que tenham sobras ao domingo, e que queiram partilhar com aqueles que mais precisam, nos contactassem, também através da nossa página de Facebook», conclui.

   Fonte: SCRP|CMC
11-08-2018
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