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Edição Nº 225 Director: Mário Lopes Segunda, 30 de Setembro de 2019
Após a aprovação do novo Plano da Orla Costeira (POC)
Moradores de Vale Furado e Água de Madeiros temem ordem de demolição das suas casas
   
                                 Executivo municipal
Meia centena de moradores de Vale Furado e Água de Madeiros manifestaram-se, no dia 27 de setembro, junto à Assembleia Municipal de Alcobaça, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal, contra a possibilidade das suas casas virem a ser demolidas, em virtude da aprovação, em Diário da República, do novo Programa da Orla Costeira (POC) Alcobaça-Cabo Espichel. Contudo, Paulo Inácio desdramatizou a situação, lembrando que a hipótese de demolição é apenas uma das propostas do novo POC, para ser executadas nos próximos 4 a 50 anos, sendo as outras duas hipóteses nada fazer ou consolidar as arribas em risco de ruir.

   Além disso, algumas destas medidas já constavam do POC anterior, lembrando o autarca que 99% das casas em questão estão legalizadas, pelo que os proprietários teriam de ser devidamente indemnizados, caso o Estado optasse pela demolição das 34 casas situadas nestas duas praias da Freguesia de Pataias.

   Apenas três moradores falaram no final da sessão da Assembleia Municipal reservada às intervenções do público, apesar de se terem inscrito 13 oradores, uma vez que o presidente da Assembleia Municipal, Luís Félix Castelhano, deu depois a palavra a Paulo Inácio, já depois da meia-noite, que conseguiu serenar rapidamente os moradores, recebendo mesmo algumas palmas no final, depois de garantir que a Câmara Municipal de Alcobaça estaria sempre do lado dos moradores.

    Os moradores das moradias afetadas, que já tinham ocorrido em massa à reunião da Assembleia de Freguesia de Pataias realizada na quarta-feira anterior e se apresentaram como integrantes do movimento espontâneo de proprietários, moradores e amigos de Vale Furado e Água de Madeiros lamentaram o pouco investimento público nestas praias, tornando mais precário o acesso às praias e contribuindo para a crescente instabilidade das arribas, decorrente da erosão resultante da atividade conjugada do mar, dos ventos e das chuvas.

  
Moradores de Vale Furado e Água de Madeiros encheram
             a sala da Assembleia Municipal de Alcobaça
Sala cheia para ouvir a preocuA sustentação das arribas foi a proposta dos moradores como alternativa à demolição das casas, lembrando que estas foram quase todas erigidas há várias décadas e resultam da aplicação das poupanças de uma vida dos atuais proprietários, na sua maioria, já idosos.

   Os moradores revelaram ainda terem sido alertados para o problema por uma manchete do Jornal de Leiria, tendo Paulo Inácio admitido não ter lido a notícia, mas criticado o jornal em causa por não o ter contactado, como era suposto acontecer, e lamentado o alarmismo causado junto dos moradores. O autarca admitiu que também ele ficaria preocupado se estivesse em causa a hipótese de demolição da sua casa, mas garantiu não haver razão para preocupação, uma vez que a demolição das casas é apenas um de três cenários propostos, que tem um cenário de implementação das medidas até 50 anos e que dificilmente o Estado teria dinheiro para pagar a todos os proprietários do País que têm casas construídas nos 50 metros junto à costa.

   Segundo Paulo Inácio, o risco de demolição só existe para as casas ilegais e para as que estejam numa situação de perigo eminente. De resto, garantiu que nenhum representante do Estado o contactou para lhe propor qualquer demolição de casas.

   Os moradores propuseram ainda a constituição de uma comissão de diálogo com a Câmara Municipal de Alcobaça, tendo Paulo Inácio lembrado que a Assembleia Municipal de Alcobaça possui uma Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Urbanismo, que deverá reunir em breve por proposta da bancada do Partido Socialista e contar com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Pataias e Martingança, Valter Ribeiro.

   Mário Lopes 
30-09-2019
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