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Edição Nº 196 Director: Mário Lopes Sexta, 3 de Fevereiro de 2017
Opinião
"Um Oeste para Jovens?"
  
                         Gonçalo Silva
O quadro parece favorável: praia, ambiente, escolas, desporto, Carnaval. Isto e mais; isto e mais é o que o Oeste oferece a todos mas, particularmente, aos seus jovens. Seus que são, enfim, “ainda seus”. Ainda. Ainda na medida em que é comum o sentimento de abandono, a necessidade de mudança, o anseio de fazer as malas e só parar algures na segunda circular, algures numa qualquer estrada que cruze uma grande cidade. Naturalmente, não é total nem de todos a vontade de “trocar” o Oeste; no entanto, é uma realidade assumida a constatação de que os jovens da região duvidam das suas vantagens em ficar, duvidam de um futuro que temem o Oeste não lhes poder dar. Haverá, em face disto, um Oeste para jovens?

   O porquê do “não” é vulgarmente sabido: dificuldade em arranjar o primeiro emprego, setor dos transportes debilitado, árduo caminho para adquirir a primeira habitação de forma mais acessível, ausência de locais e atividades de lazer suficientes, entre outros. Os argumentos em favor do “sim” também são óbvios: ensino de qualidade (regra geral), qualidade ambiental, atividade desportiva (em especial, a conectada com o mar), proximidade a Lisboa (e a tudo o que esta oferece), entre outros. O caminho a percorrer para melhorar o cenário não tem merecido a devida atenção.

   Esse caminho passará, certamente, pela correção de alguns dos problemas enunciados. Assim, a fixação da população jovem no Oeste exige, prioritariamente, uma oferta de emprego estável que permite aos novos ativos do mercado de trabalho “saber com o que contar”.

   Em segundo lugar, além desse tópico basilar, é também fundamental que os Municípios da região desenvolvam programas no âmbito da comummente designada “habitação jovem”, isto é, programas facilitadores de procura e aquisição de primeira habitação por parte de jovens.

   Terceiramente, fixar esta população no Oeste exige que se lhe mostre que as necessidades que maioritariamente são satisfeitas em grandes polos urbanos (nomeadamente, em Lisboa – ensino universitário, a título exemplificativo) não se afigura como uma dificuldade de viagens de horas e altamente dispendiosas, mas antes percursos de distância-custo e distância-tempo reduzidos; nesta sede, é crucial reestruturar a linha do Oeste (de entre outras coisas, ligando-a à estação de Lisboa-Oriente) e modernizar e aperfeiçoar o serviço de transporte rodoviário (requalificação de terminais, revisão de percursos, horários, preços – discriminando estes últimos de forma positiva para os jovens).

   Em quarto lugar, há que manter o nível de qualidade de ensino (onde este já se verifique) e potencializá-lo (onde as debilidades ainda persistam) prestado nas diversas escolas e demais instituições de ensino da região; aqui, a atenção dos órgãos políticos deve ser especial, já que o sucesso dos jovens estudantes do Oeste ao longo da vida dependerá em grande medida da credibilidade da sua formação pessoal e profissional e dos conhecimentos obtidos por essa via, além do fator atrativo que um nível de qualidade desse género representa para novas famílias que se pretendam instalar nos concelhos que constituem a região.

   Finalmente, a juventude, fruto da identidade da própria idade, carece de componentes de lazer mais atrativas: promoção do desporto (nas escolas, com a requalificação de equipamentos desportivos públicos, com o apoio às diversas pessoas coletivas de utilidade pública que desenvolvam atividades desportivas – clubes, associações, entre outros), criação de espaços verdes e intervenção nos já existentes, potencialização do “fator mar” em diversas valências (no desporto, nos espaços de lazer à beira-mar, no turismo balnear), festividades de dimensão útil vocacionadas para a juventude, entre outros.

   Concluindo, certo é que o exposto não se trata senão somente de alguns dos vetores mais importantes no que toca ao tópico discutido. Certo é ainda que estes temas devem ser abordados, devem ser alvo das atenções de todos nós e, em especial, dos órgãos políticos e administrativos, sob pena de perdermos um Oeste jovem, dinâmico e com potencialidades de futuro, em detrimento de uma região estagnada, sem capacidade de inovação e crescimento, com um futuro que não seja um que exista.

   Haverá, em face disto, um Oeste para jovens? A resposta depende de nós. "

   Gonçalo Silva

(Secretário-Geral da JSD Lisboa - Área Oeste)
03-02-2017
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