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Edição Nº 60 Director: Mário Lopes Segunda, 3 de Outubro de 2005
Opinião
A revolução do 5 de Outubro de 1910

Henrique Tigo 

Nas vésperas do 5 de Outubro de 1910 Lisboa fervilhava. A greve dos operários corticeiros continuava a provocar a maior agitação e a imobilizar os comboios. Depois de ter feito paralisar cerca de 12 000 operários, terminaria a 3 de Outubro. No dia anterior, "O Portugal" apelava à rebelião contra o governo de Sua Majestade chefiado por Teixeira de Sousa que, contrariando a vontade do rei, tinha ousado encerrar a casa do Quelhas, onde a Companhia de Jesus tinha a sede do Provincial e onde eram editados o "Novo Mensageiro do Coração de Jesus" e o "Mensageiro de Maria".

Entretanto, a visita oficial do marechal Hermes da Fonseca, presidente da República do Brasil, proporcionava aos republicanos a oportunidade para incentivar os apelos à revolta e enaltecer os benefícios da República. Miguel Bombarda tombaria assassinado em 3 de Outubro de 1910.

 

Os preparativos da revolução foram coordenados pela Comissão de Resistência, criada em 14 de Junho numa assembleia realizada na sede do Grande Oriente Lusitano. Congregava elementos da Maçonaria, da Carbonária e do Partido Republicano: Miguel Bombarda, Cândido dos Reis, Simões Raposo, Cordeiro Júnior, Francisco Grandela, Machado Santos António Maria da Silva e Martins Cardoso. Para as operações contava, na componente civil, com a impetuosidade da Carbonária, enquanto nas Forças Armadas Sá Cardoso e Hélder Ribeiro, pelo Exército, e Aragão e Melo, pela Marinha, coordenavam as ligações com os inúmeros sargentos, praças e oficiais que simpatizavam com a revolução.

Em 2 de Outubro, marcou-se a revolução para a madrugada do dia 4 de Outubro de 1910, no dia seguinte a 5 de Outubro de 1910 a revolução republicana triunfou. Nasceu assim nasceu a República, pela qual, desde 1910, ficámos a ser governados.

 

Proclamada a República, importava dar resposta às grandes questões que dilaceravam o país. Internamente, era urgente dirimir, em primeiro lugar, a questão religiosa, pelo peso que a Igreja detinha na sociedade portuguesa e pelo facto de constituir o centro de todas as movimentações contrárias à República. Mas importava disciplinar, também, a agitação operária, enquadrada por anarco-sindicalistas, que viam na República a possibilidade de alcançarem o resultado das suas reivindicações.

Impunha-se serenar a oligarquia económico-financeira, receosa de qualquer movimento revolucionário. No entanto, o Programa Republicano, aprovado em 1891, em consequência das querelas que nesse período tinham oposto o partido aos socialistas, pouco peso dava às questões económicas e sociais.

Com esta primeira república foi constituído um governo provisório e Joaquim Teófilo Braga empossado como o primeiro Presidente. Em 1911, foi publicada a primeira Constituição e só depois foi eleito o Dr. Manuel de Arriaga como o primeiro Presidente da República.
O último rei de Portugal, D. Manuel II, viu-se obrigado a exilar-se em Inglaterra onde morreu em 1932. Actualmente, está sepultado na igreja de S. Vicente de Fora em Lisboa.


          Henrique Tigo

03-10-2005
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