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Edição Nº 226 Director: Mário Lopes Domingo, 20 de Outubro de 2019
Folio Autores contou com a participação de Tati Bernardi e Rui Cardoso Martins
“O medo é essencial para a sobrevivência
e o riso ajuda a lidar com ele”
   
 Tati Bernardi, Inês Fonseca Santos e Rui Cardoso Martins
O medo é essencial para a condição humana, uma vez que nos faz lidar melhor com os perigos, mas nem todos os medos são racionais e têm razão de ser. Este foi o mote da mesa 6 do Folio Autores, que teve lugar no domingo, 13 de outubro, na Casa José Saramago, em Óbidos, que juntou Tati Bernardi e Rui Cardoso Martins.

   Quanto à melhor forma de lidar com o medo, os dois escritores concordaram que o riso é mesmo o melhor remédio. “Rir é um escape para o mundo”, disse Tati Bernardi, com a anuência de Rui Cardoso Martins.

   Tati Bernardi é escritora, guionista da Rede Globo e colunista no jornal “Folha de São Paulo”, mas estuda psicanálise há 10 anos. Desde criança que sofreu muito com a ansiedade e com os medos. Um dia descobriu que era a escrever que conseguia organizar melhor os seus pensamentos e assim ultrapassar as suas dificuldades. No livro “Depois a louca sou eu”, o primeiro da autora a ser publicado em Portugal, apresenta de uma forma cómica vários casos de ansiedade e ataques de pânico pelo qual passou. Descobriu depois que muitas pessoas se reconhecem nos seus casos pessoais e daí o sucesso do livro.

   O escritor e guionista Rui Cardoso Martins comentou como os tribunais estão cheios de medos, protagonizados pelas mais diversas vítimas de crimes. Ao longo de 20 anos, enquanto jornalista, assistiu a mais de 700 casos de justiça em sessões públicas de tribunal. Na sua rúbrica “Levanta-se o Réu”, que era publicada no jornal Público, fixou-os num registo literário de efeitos ora cómicos, ora comoventes, sempre com uma capacidade notável para captar com empatia a justiça e a injustiça, o chocante e o caricato. “Tudo o que assisti deu-me a noção de que os meus medos eram muito pequenos”, revelou.

   Outra realidade que tem abordado é a enorme taxa de suicídios no Alentejo (sete a oito vezes superior ao resto do País). Esse é, aliás, o tema de “E Se Eu Gostasse Muito de Morrer”. Um livro que começou por ser polémico para algumas pessoas, porque conta casos reais, mas acabou por se tornar uma referência. “Há sempre um lado patético num suicídio”, referiu o escritor.

   Como tem acontecido em vários dos debates neste FOLIO – Festival Literário de Óbidos, também Tati Bernardi falou da sua experiência com a eleição de Bolsonaro no Brasil, tendo afirmado que se começa a viver num clima de ditadura naquele país. “Há um enorme fomento da violência e já sentimos a censura”, afirmou. Rui Cardoso Martins salientou que no início o discurso dos fascistas é sempre “bonzinho”, até que subam ao poder.

     Fonte: GCI|CMO
20-10-2019
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