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Edição Nº 123 Director: Mário Lopes Quinta, 13 de Janeiro de 2011
Opinião
Cavaco Silva: uma candidatura por Portugal
    


Paulo Batista Santos

A eleição presidencial do próximo dia 23 de Janeiro deve constituir um momento de afirmação de cidadania, por um lado, e necessariamente de discussão dos principais – e graves – problemas do país, por outro.

   Acredito no futuro e tenho uma enorme confiança em Portugal e nos portugueses. Nesse particular, o candidato e actual Presidente da República, Cavaco Silva é uma garantia de estabilidade e determinação na defesa de princípios que todos partilhamos, mas especialmente relevantes no exercício do mais alto cargo de representação do Estado e do País.

   A sua candidatura, tal como a vejo, tem pretensões que se encontram bem para lá do objectivo eleitoral de vencer: ela visa despertar consciências e contribuir para a construção de um modelo de sociedade diferente, necessariamente baseado no esforço, no rigor, na inovação e na ética na vida pública nacional. Um modelo que Cavaco Silva preconiza com seu próprio exemplo de permanente intervenção e alerta para os desafios que se colocam a Portugal. 

   Em suma, um modelo em que o Estado, a política e as instituições públicas não sejam um problema, mas antes um factor de desenvolvimento e de justiça. É certo que este caminho terá que ser um trabalho de todos, mas certamente é uma responsabilidade acrescida para os líderes e, nestas circunstâncias, a eleição do próximo Presidente da República é também um contributo decisivo para o futuro dos portugueses.

   O professor Cavaco Silva é portador de uma vasta experiência política e de uma sólida formação académica, com conhecimento profundos dos mecanismos económicos associados à crise e ao seu combate, mas sobretudo transmite a confiança necessária de uma presidência assente em valores éticos essenciais à credibilização da actividade pública. 

   Portugal não está em condições de embarcar em aventuras ou em tempo de prosas, antes precisa de lideranças fortes e capazes de elevar o orgulho e prestígio nacionais, este último, infelizmente bastante degradado externamente com evidentes reflexos na actual crise da dívida soberana. 

   Na verdade, a actual governação liderada por José Sócrates precisa em Belém de alguém, como Cavaco Silva, que em momento algum recusou promover uma colaboração estratégica e leal, mesmo em domínios que manifestamente havia divergências de pontos de vista.

   Neste sentido, Cavaco Silva já mostrou ser capaz de conviver com outras ideias ou concepções políticas, no respeito da Constituição e em nome do interesse nacional. O tempo não é de dividir, mas de unir, justamente quando o presente mostra serem tão difíceis e frágeis os consensos na política portuguesa.

   Para este ou outro governo que lhe suceda, é essencial ter na presidência da República alguém que prestigie a função e seja verdadeiramente o garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Cavaco Silva é antes de mais uma referência para os portugueses e nessa medida é um factor de estabilidade essencial aos próximos tempos.

   Importa também observar as alternativas e o que defendem para Portugal. Sem menosprezo para as demais candidaturas, aqueles que se opõem a Cavaco Silva verdadeiramente ainda não apresentaram quaisquer ideias credíveis para os graves problemas nacionais, pelo contrário, resumem as suas intervenções à crítica demagógica e pessoal contra o actual Presidente da República.

   Foi assim no caso do Banco BPN, tem sido assim a cada intervenção do candidato Cavaco Silva. Mais recentemente o próprio Partido Socialista fez uma intervenção pública a pretexto de alegadas críticas dirigidas à governação, em particular, quanto ao discurso de exigência e de verdade que o actual Presidente reclama junto dos diversos agentes políticos.

   Aliás, o candidato presidencial Cavaco Silva recordou nestes dias que a seriedade no discurso político é uma condição essencial e intemporal no exercício de quaisquer funções públicas. Não observar esta exigência num tempo em que se pedem enormes sacrifícios aos portugueses, é meio caminho para o descrédito da governação e, pior ainda, das instituições em geral. 

   Por conseguinte, o ponto de fricção com o Partido Socialista reside na exigência e desafio que Cavaco Silva faz ao executivo de José Sócrates, mas também aos demais líderes políticos, que têm o dever de explicar ao país as razões porque chegámos à situação de crise em que nos encontramos, e por que não foram tomadas as decisões certas, no tempo devido.

   É, por isso – ao contrário de outros – capaz de defender ideias sem quaisquer preconceitos ideológicos, mas orientado por princípios que acredita e defende para Portugal. Assume-se como um verdadeiro provedor dos portugueses, na intervenção ou mesmo na gestão do silêncio, factores essenciais para o exercício de uma magistratura de influência que o caracteriza. 

   Uma certeza podem ter os portugueses, Cavaco Silva se merecer a confiança dos portugueses no próximo dia 23 de Janeiro será um Presidente determinado, independente, rigoroso e, como alguém já disse, será um presidente à altura das circunstâncias, à altura das enormes responsabilidades que sobre si impendem. Estou certo de que os portugueses não o deixarão ficar só nesta reeleição, por Portugal.

   Paulo Batista Santos
Membro da Direcção Distrital da Candidatura do Professor Cavaco Silva
Janeiro/2011
13-01-2011
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Comentário de Ornitorrico
21-01-2011 às 23:34
Cavaco, o patriarca da corrupção em Portugal desde 1985, representa o que existe de pior neste país: o macro economismo bancoburocrático e selvagem, o servilismo atávico perante o poder do dinheiro, a incultura crónica lusitana, o fascínio negro pelos incensos e benzeduras. Cavaco merece vencer estas eleições por uma única e simples razão: é bom que não o esqueçamos; que ele esteja bem presente na memória dos arqueiros quando fizerem zunir as primeiras flechas. É por isso que eu vou votar nele! Boa noite.
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