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Edição Nº 42 Director: Mário Lopes Segunda, 12 de Abril de 2004
Depois de encerrar o festival Dança em Leiria
CeDeCe instala-se no Mosteiro de Alcobaça

CeDeCe apresentou Fronteiras, Personagens e Máscaras em Leiria

A Companhia de Dança Contemporânea - CeDeCe encerrou o festival Dança em Leiria, nos dias 26 e 27 de Março, com o espectáculo Fronteiras, Personagens e Máscaras. A sessão, que teve lugar no Teatro Miguel Franco, no Mercado Sant"Ana, em Leiria, contou com dois bailados distintos: O Corredor Verde, de Jochen Heckmann e Seis Personagens, de António Rodrigues. Neste momento, a CeDeCe já se encontra instalada no antigo Celeiro do Mosteiro de Alcobaça, devendo celebrar dentro em breve um protocolo entre o IPAE e as Câmaras de Óbidos e Alcobaça.

Maria de Fátima Bentes, chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Leiria, considera que o balanço do festival Dança em Leiria é muito positivo, dada a boa adesão de público, que variou das 50/60 pessoas até às lotações esgotadas. Ana Manzoni, responsável pelos cursos do festival, por sua vez, referiu que este ano houve um grande aumento do número de alunos inscritos, 105 e, além disso, a organização recebeu alunos de todo o País: "Já só faltava conquistar o Sul, mas foi desta, pois tivemos também alunos do Conservatório do Baixo Alentejo", constata com satisfação.

O nível dos alunos inscritos foi muito heterogéneo, apesar dos professores terem tentado nivelar ao máximo para que os alunos aprendessem o máximo possível. Ana Manzoni realça também o grande prazer sentido pelos alunos por poderem frequentar todas as áreas da dança, ao contrário dos anos anteriores em que era dedicado um fim-de-semana a cada estilo: "Este ano conseguimos juntar todas as áreas e isso dá uma dinâmica completamente diferente ao curso", explica a professora.

Quanto à estreia da Companhia de Dança de Leiria - Tilt, de que é responsável, Ana Manzoni considera que o feed back do espectáculo foi muito bom, estando agora a preparar o espectáculo para a digressão por outros palcos, incluindo Leiria, uma vez que a estreia esgotou e muita gente não pôde assistir.

Bailado Seis Personagens,
de António Rodrigues

Relativamente ao espectáculo desta noite, Fronteiras, Personagens e Máscaras a directora da Companhia de Dança Contemporânea, Maria Bessa, realça que o primeiro bailado - O Corredor Verde, de Jochen Heckmann - procura uma certa ligação ao teatro, pelas tensões e pelas fronteiras que psicologicamente se criam naturalmente: "As pessoas, às vezes, passam para o outro lado do corredor verde, mas atravessam as fronteiras que elas próprias criaram e acabam enredadas num fio, como se viu no próprio bailado".

Quanto ao segundo bailado da noite - Seis Personagens, de António Rodrigues - é inspirado nos seis personagens de Pirandel, sendo esta já a segunda versão do co-fundador da CeDeCe. "Há uma intervenção muito forte do texto do Pirandel como há situações em que aparecem aquelas figuras que não são as personagens e que têm a ver com o destino e o futuro. Há também intervenções que têm a ver com as noções de tempo, passado e futuro, de T.S. Elliot", explica a coreógrafa. De notar ainda que este bailado terminou ao som da Pedra Filosofal, de Manuel Freire e António Gedeão.

A próxima coreografia da companhia - intitulada "Dominga"e baseada num conto de Agustina Bessa-Luís - vai ser estreada no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, mas vai ser preparada em Alcobaça, passando depois pelo Teatro Camões, em Lisboa, Figueira da Foz e Coimbra e Leiria.

CeDeCe com sede repartida por Alcobaça e Óbidos

 CeDeCe vai ensaiar no antigo Celeiro
do Mosteiro de Alcobaça

Maria Bessa, co-fundadora da CeDeCe, revelou ao Tinta Fresca que a companhia vai passar a ter duas casas, depois de 12 anos sediada em Setúbal e de um ano sem sede própria. A sede vai ser agora repartida por Alcobaça e Óbidos, embora as aulas e os ensaios diários, que perfazem um programa semanal de 40 horas, decorram predominantemente em Alcobaça. Apesar da coreógrafa não ter querido especificar o local, referindo apenas que se situa no centro histórico da cidade, o Tinta Fresca apurou junto de fonte autárquica que o local escolhido é o antigo Celeiro do Mosteiro de Alcobaça, recentemente recuperado.

Maria Bessa considera que existe vontade de todas as partes não só de estrear espectáculos, mas também de realizar acções que movimentem o público e chamem jovens e crianças à dança. Nesse sentido, a Companhia de Dança Contemporânea integrar-se-á em linhas culturais que as próprias Câmaras já têm, como a Feira Medieval ou a Feira do Chocolate, em Óbidos, ou um projecto do Mosteiro de Alcobaça relacionado com o Dia Mundial da Criança.

Em Óbidos, o espaço disponibilizado pela autarquia é a Casa de Santiago, que será utilizado quando a companhia fizer espectáculos ou participar em acções que a Câmara já tem em curso com sucesso há vários anos, quer sejam cursos ou workshops.
Em breve será feito um anúncio público e assinado um protocolo pelos presidentes das duas autarquias e pelo Instituto Português das Artes do espectáculo (IPAE).


         Mário Lopes

12-04-2004
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