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Edição Nº 205 Director: Mário Lopes Sábado, 25 de Novembro de 2017
Opinião
Externato Cooperativo da Benedita
  
                              Nuno Catita
O Externato Cooperativo da Benedita tem uma história de mais de 50 anos. Foi sempre uma escola da comunidade, apostando na qualidade e no futuro. Não me esqueço que, nos anos 80, fiz parte do primeiro curso Técnico-Profissional de Informática e Gestão, tendo sido uma das primeiras a nível nacional com este tipo de oferta escolar e equipada com computadores de topo.

   O Externato tem substituído o Estado na oferta pública de escola, cuja contrapartida foi apenas a sua sustentabilidade. O contrato de associação entre o Externato e o Estado foi, até 2010, uma prestação de serviços justa. A escola foi e está sempre aberta a todos e a todos permite estudar com a mesma gratuitidade das restantes escolas de propriedade e gestão pública.

   Temos hoje uma escola de excelência, infraestruturas dignas, modernas, eficientes e um corpo docente de qualidade, fruto da grande capacidade de gestão dos cidadãos e da aplicação dos valores advindos do contrato de associação. Ao longo de todos estes anos, as direções e a agora administração nunca foram remuneradas. Apenas se disponibilizam para gerir a “coisa pública” em prol da sociedade e da sua educação.

   Infelizmente certas escolas privadas com contrato de associação tornaram-se moda, em vez de uma necessidade, tornaram-se um negócio em vez de um serviço público, e foi criado o estigma de “escola privada” e dos “colégios privados”, envenenando não só a opinião pública como os decisores governamentais responsáveis por esta matéria, que, sem apelo nem agravo e sem quaisquer preocupações de análise ao serviço prestado por cada uma, iniciaram em 2010 uma cruzada cega contra todas as escolas com contrato de associação.

   O Externato vem acumulando prejuízos de centenas de milhares de euros anuais pelos brutais cortes nas verbas pagas pelo Estado. Só a histórica excelente gestão das sucessivas direções tem permitido sustentar despesas superiores às receitas, mas esta sustentabilidade não é eterna e cada vez que se ajustam as despesas através da diminuição do seu quadro de colaboradores o Ministério da Educação reinventa mais uma razão para voltar a diminuir os valores do contrato. A insustentabilidade está aí, à porta, e as forças vão diminuindo para impedir que entre.

   O Externato Cooperativo da Benedita é da população. Se é da população só pode significar que é público. Nasceu da vontade de criar uma escola na Benedita e essa vontade continua viva, sendo exemplo disso, e se for esse o caminho, a total disponibilidade dos cooperantes para ceder a gestão ao Estado, formalizando dessa forma a integração da escola no ensino público.

   A viabilidade do Externato não passa apenas por assegurar a continuidade de uma escola de qualidade, não passa apenas por manter a oferta pública e gratuita de ensino entre o 7º e o 12º ano. Passa também por manter o Externato como uma referência de educação, de cultura e de desporto para a Benedita e para as freguesias vizinhas e por contribuir para a sustentabilidade das instituições sociais e do comércio.

   O Externato não é um “colégio privado” que "seleciona" os alunos, não é um “colégio privado” onde se cobram mensalidades, não é um negócio. O Externato é SERVIÇO PÚBLICO em toda a sua abrangência.

   É lamentável que apenas os maus exemplos aumentem as audiências dos noticiários e faça crescer vendas dos jornais. Será que temos de seguir esse caminho?

   Nuno Catita
25-11-2017
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