| Novo dinossauro comprova a grande diversidade de dinossauros da família do Diplodocus |
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| Paleontólogo do Museu da Lourinhã descobre nova espécie de dinossauro Galeamopus pabsti |
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 Emanuel Tschopp e Octávio Mateus A nova espécie Galeamopus pabsti é o dinossauro mais recente descrito pelos paleontólogos do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Turim, Itália, e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e pelo Museu da Lourinhã em Portugal. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipe suíça, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber e Ben Pabst, no Wyoming, nos Estados Unidos em 1995. É a mais recente de uma série de novas descobertas dos dois paleontólogos Emanuel Tschopp e Octávio Mateus, que começou em 2012 com a nova espécie Kaatedocus siberi. O paleontólogo Emanuel Tschopp concluiu o seu doutoramento na Universidade Nova de Lisboa em 2014. O novo artigo foi publicado online na revista PeerJ, de acesso aberto, nesta terça-feira, 2 de maio.
Galeamopus pabsti é semelhante aos dinossauros famosos Diplodocus e Brontosaurus, mas com pernas mais maciças, e um pescoço particularmente alto e triangular perto da cabeça. É a segunda espécie do género Galeamopus, que foi reconhecido como um novo género, diferente do Diplodocus, pelos mesmos investigadores em 2015. A nova espécie é dedicada a Ben Pabst, que encontrou o esqueleto, e preparou-o para a montagem no Sauriermuseum Aathal na Suíça, onde é um dos principais atrativos da exposição permanente.
Os saurópodes da família do Diplodocus, os diplodocídeos, estão entre os dinossauros mais icónicos. Com seus pescoços e caudas muito alongados, eles representam a forma típica do corpo de saurópodes. As espécies deste grupo ocorrem também em África, na América do Sul, e na Europa, mas a diversidade a mais elevada é nos EUA, de onde se conhecem mais de 15 espécies destes gigantes, incluindo também o Brontosaurus famoso. Esta elevada e inesperada diversidade deste tipo de dinossauros deixa os paleontólogos perplexos e os estudos continuam para entender como tal diversidade poderia ser mantida naquele ecossistema em que viviam.
Fonte: FCL|UNL
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| 03-05-2017 |
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