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Edição Nº 207 Director: Mário Lopes Sábado, 6 de Janeiro de 2018
Opinião
Conquistar Alcobaça: um projeto a 4 anos
   Ao contrário de concelhos vizinhos, como por exemplo Nazaré, Leiria, Porto de Mós, ou Marinha Grande, há mais de 20 anos que a gestão do município de Alcobaça se mantém ininterruptamente nas mãos do mesmo partido político: neste caso o PPD/PSD. Desde que nas eleições autárquicas realizadas em 14 de dezembro de 1997, José Gonçalves Sapinho (PPD/PSD) conquistou a Câmara a Miguel Guerra (PS) nunca mais o PPD/PSD deixou de ganhar em Alcobaça. E nas últimas eleições reconquistou até a maioria absoluta (que não tinha) quanto a mandatos no elenco camarário. Resta acrescentar que na Assembleia Municipal o cenário é também todo dominado pelo PSD.

   Mas, vitórias para um partido são uma coisa, e vitórias para as populações de um concelho são outra coisa. Para se projetar na senda do desenvolvimento económico e do progresso social, o concelho de Alcobaça precisa urgentemente de um novo élan, de um novo impulso, um novo entusiasmo. Aumentar a competitividade dos territórios obriga a desafios claros e a lideranças motivadoras. Com mais do mesmo, sem alternativas desafiadoras, nem projetos com ambição e sustentabilidade, a generalidade das populações das freguesias, vilas e aldeias que constituem o vasto território do concelho, vão-se mantendo mais ou menos conformadas, graças principalmente aos hábitos associativos dos fregueses, mas sem grandes motivos, nem ajudas, para conseguirem alcançar novos patamares.

   No próximo dia 19 de janeiro de 2018 vão realizar-se eleições internas no PS de Alcobaça e apenas uma lista se apresenta a escrutínio dos militantes. É uma lista gerada após várias reuniões, que pretende unir todos os atuais militantes, apelando à sua intervenção, e que no futuro próximo visa proporcionar condições para merecer novas adesões ao partido.

   Após um mandato longo iniciado em dezembro de 2013 ‒ tão longo quanto um ciclo olímpico de 4 anos inteirinhos ‒ em que foram proporcionados aos responsáveis, e em especial a quem ocupou o cargo de presidente da Comissão Política Concelhia do PS em Alcobaça, todos os meios para a construção de soluções geradoras de confiança com os eleitores, parece ser finalmente possível construir-se um entendimento para olhar o futuro com outras ambições, sendo a principal: ganhar a Câmara Municipal de Alcobaça em 2021. Para isso, é necessário rigor, disciplina, solidariedade e paixão. Convém esclarecer que agora no PS os mandatos das comissões concelhias voltaram a ter a duração de 2 anos, pelo que, unidos em torno do mesmo projeto, este só faz sentido para os alcobacenses se constituir um projeto a 4 anos (2 mandatos dos órgãos concelhios do PS local). O projeto será, ele mesmo, o que mais importa, pelo que estará acima das contingências ou ambições pessoais deste ou daquele protagonista. Alcobaça merece uma gestão PS.

   Perguntará o leitor: - Será possível ao PS de Alcobaça iniciar um novo ciclo e inverter uma situação que se mantém há mais de 20 anos? E em resposta dir-lhe-ei que a questão é pertinente e merece profunda reflexão. Não vale a pena esconder que as querelas na política são, na maioria das vezes, fruto de vaidades pessoais e de incompatibilidades de interesses. Muitas vezes confrontações estéreis ocorrem dentro de fações no mesmo partido, impedem consensos e eliminam lideranças. Mas, atenção: - A política é a arte do possível. A frase não é minha, mas é uma grande verdade. E, agora acrescento eu, nem sempre a arte se proporciona. Mas se quisermos podemos criar condições para que a arte se revele. Por isso, tendo participado juntamente com vários outros militantes na génese da lista que vai a votos no dia 19 de janeiro, acredito que o PS em Alcobaça vai poder mostrar uma nova garra e constituir-se como a alternativa que o concelho necessita. Rigor, disciplina, solidariedade, paixão: constituem lemas que motivam para o grande trabalho que temos pela frente. Um partido ao serviço das pessoas, ouvindo-as e chamando-as para terem participação ativa.

   Aos leitores ‒ e sobretudo aos eleitores ‒ que estão desencantados com a chamada classe política e com o funcionamento dos partidos, gostava de lhes lembrar que tudo na vida é político (ou seja, da polis) e que, pessoalmente, acredito que os partidos só se conseguem efetivamente mudar por dentro, ou estando dentro.

   Luís Guerra Rosa

(Alcobaça, 2018-01-06)
06-01-2018
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