Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Leiria tem condições para ser Capital Europeia da Cultura?
Sim
Não
Não sei / talvez
Edição Nº 207 Director: Mário Lopes Quarta, 24 de Janeiro de 2018
Estratégia será implementada durante cinco anos
Reflorestação do Pinhal de Leiria exige plantação de 250 milhões de árvores
  
                                        António Costa
O primeiro-ministro António Costa plantou no dia 22 de janeiro, em Vieira de Leiria na Marinha Grande, o primeiro dos muitos sobreiros que irão fazer parte da estratégia de reflorestação do Pinhal de Leiria. A comissão científica da estratégia foi constituída no dia 22 de janeiro, por entidades como o ICNF, INIAV, universidades e institutos superiores que durante seis meses farão os levantamentos e estudos necessários para a elaboração do plano reflorestação do pinhal, por forma a torná-lo mais resiliente, assim como o Observatório Local do Pinhal do Rei. As duas entidades serão fundamentais para a recuperação do Pinhal do Rei que passará por um plano de corte de árvores ao longo de 18 meses.

   Estiveram presentes no auditório do Edifício da Resinagem, na Marinha Grande, além do primeiro-ministro António Costa, o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Florestas, Capoulas Santos; o secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas; o presidente do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Rogério Rodrigues e o director regional do Centro, Rui Passarinho; a presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Cidália Ferreira; vários representantes de institutos superiores, politécnicos e universidades, além de outras entidades locais e regionais.

   Cidália Ferreira começou por destacar a importância do Pinhal para a economia da região e lembrou que “terão que ser plantadas 250 milhões de árvores”, uma “tarefa grandiosa, que terá que ser de todos”. A autarca apelou à necessidade de haver maior adequação de meios para os serviços florestais, nomeadamente, recursos humanos e materiais.

  
                                       Cidália Ferreira
Já o secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas referiu que este é “um primeiro e decisivo passo na estratégia para as matas públicas e perímetros florestais do litoral” que permite "iniciar um caminho para ter um pinhal diferente daquele que existia até aqui".

   No que se refere à quantidade de pinho ardido e ao seu impacto na economia, Miguel Freitas avançou que ardeu cerca de "um milhão de toneladas de pinho ardido" pelo que o Governo decidiu o "parqueamento entre 9 meses e três anos" da madeira ardida. O secretário de Estado admitiu ainda que “a indústria do pinho vai ter um momento muito complicado”, mas “este parqueamento vai ser importante para que não tenha uma quebra”.

   Por seu turno, Rogério Rodrigues lembrou que 95% dos 11 mil hectares da Mata Nacional de Leiria, eram de pinheiro bravo, que tinha como objectivo a produção, recreio e valorização da paisagem e protecção das dunas. O presidente do ICNF referiu que a Comissão Científica será constituída por representantes do ICNF, INIAV, Institutos Politécnicos de Leiria, Bragança e Coimbra, Universidade de Aveiro, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Instituto Superior de Agronomia.

  
                                         Miguel Freitas
Segundo Rogério Rodrigues, a Comissão Científica terá como objectivo elaborar um plano onde se destaquem questões como a diversidade da composição florestal, o aumento das zonas húmidas, a valorização das funções de paisagem e recreio, o reforço das infraestruturas de apoio e da sensibilização. Outro objectivo da comissão será elaborar um plano de exploração florestal que permita valorizar o material lenhoso, minorar os riscos fitossanitários, preparar a recuperação a longo prazo e garantir os frágeis equilíbrios do mercado.

   Por sua vez, o Observatório Local do Pinhal do Rei será constituído por várias entidades locais e regionais, bem como organismos estatais, e terá como missão avaliar o plano de recuperação daquele pinhal, apresentar propostas de ordenamento, além de efectuar a articulação entre instituições, organismos, empresas e particulares que apoiem ou venham a apoiar a recuperação do pinhal.

   O presidente do ICNF referiu ainda que a madeira ardida será vendida em hasta pública e que os cortes serão efectuados por um período de 18 meses, permitindo que haja menos impacto na economia. O presidente do ICNF estimou ainda que a madeira ardida poderá ter um valor de mercado na ordem dos 35 milhões de euros.

   Por sua vez, Capoulas Santos salientou que a plantação de árvores mostrou “a vontade e mobilização do Ministério da Agricultura em devolver a esperança às populações para o mais rapidamente possível termos o nosso Pinhal do Rei”. Capoulas Santos afirmou ainda que “a Lei Orgânica dos Recursos e das Florestas estará concluída até março” e espera que “com as condições institucionais e orçamentais reunidas, a reforma da floresta iniciada neste mandato possa ser irreversível para os próximos mandatos”.

   A finalizar, António Costa iniciou a sua intervenção lembrando que depois da tragédia a “prioridade foi ajudar as vítimas afetadas pelos incêndios. Daí os apoios de emergência a agricultores, empresários e famílias. Até ao momento, já foram despendidos 46 milhões de euros no apoio a agricultores, 26 milhões no apoio a empresários, já estão a ser pagas as primeiras indemnizações pela irreparável perda de vítimas mortais e, passo a passo, têm sido reconstruídas as primeiras habitações", explicou.

   Para o primeiro-ministro, “o que aconteceu não foi obra do acaso. Foi obra de profundas transformações que o nosso território sofreu ao longo de décadas”, pelo que “as casas têm que ser mais resilientes, mas também o ordenamento florestal tem que ser mais resiliente”. Por isso, defendeu que “é necessário começar já a replantar este pinhal”, devendo-se apostar na “descontinuidade de faixas, numa boa mistura das espécies replantadas e que a agricultura entre também dentro do espaço florestal”.

   Mónica Alexandre
24-01-2018
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Os 12 desejos da DECO para 2018
Suzana Pestana
Conquistar Alcobaça: um projeto a 4 anos
Luís Guerra Rosa
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o