Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Concorda que a "Geringonça" morreu?
Sim
Não
Não sei / talvez
Edição Nº 132 Director: Mário Lopes Domingo, 30 de Outubro de 2011
Opinião
Rejeitar o colapso de Portugal
    


João Paulo Costa

Ainda antes das últimas eleições legislativas, tive a oportunidade de escrever um artigo de opinião, referindo-me em suma, que devido a políticas desastrosas e irresponsáveis, Portugal tinha sido colocado às portas da bancarrota, e que em consequência seria necessário mudar de vida.

   Então, os resultados que nos eram apresentados, permitiam-nos perceber que o País tinha sido conduzido a uma situação gravíssima, tanto no plano económico/financeiro, como a nível social. Mesmo assim e tendo a noção de que as coisas são sempre bem piores do que nos apresentam, com toda a sinceridade, não me poderia passar pela cabeça que o País pudesse estar no estado em que se encontra, e que fosse necessário tomar medidas tão duras e tão difíceis de aceitar, em que é compreensível a frustração dos Portugueses que olham para trás, para os anos transactos e se questionam como foi possível chegar aqui, acumular tantos erros e tantos excessos. Como foi possível?!

   Como foi possível que se acumulassem tantas dívidas de milhões, se permitisse o endividamento milionário do sector público empresarial, se deixasse destruir e abandonar todos os sectores produtivos – agricultura, pescas e indústria - e em substituição se apostasse cegamente no capital especulativo e nas grandes obras públicas, e que em nome de um suposto desenvolvimento, fossem celebrados contratos leoninos das PPP, que vinculam o Estado a pagar rendas milionárias por anos a fio.

   Como é possível, agora, governar um País nestas condições, em que ao longo dos anos se definiu mal as prioridades e foi-se vivendo, ostensivamente, acima das possibilidades. Reinou o facilitismo e a cultura de quem vier a seguir que feche a porta. Na saúde, educação e segurança social não se agiu em tempo oportuno, confundiu-se sistematicamente, a quantidade em prejuízo da sempre recomendável qualidade. Desenvolveu-se um estado social (tão necessário) insustentável, dando-se o colapso da sua estrutura básica, que com a filosofia de proteger tudo e todos, dos mais abastados aos menos protegidos, colocou em causa a sua essência, que se deve traduzir na preocupação de proteger os mais vulneráveis e de menos recursos.

   Por tudo isto e por bem mais, chegámos ao difícil, mas verdadeiro momento de afirmar que não há dinheiro, em que o Estado depende em absoluto da assistência externa, para cumprir as suas funções básicas desde o pagamento de salários até à realização das mais variadas prestações sociais e o sector privado sofre com a escassez de crédito, que precisa para adquirir matérias-primas, equipamento, pagar salários e preservar o emprego. O momento é de emergência nacional.

   Assim, o tempo que atravessamos é totalmente determinante para o nosso futuro, sendo imperioso fazer escolhas consequentes e resolutas que sirvam para reparar os erros do passado, enfrentar os problemas do presente e preparar o futuro mais livre, justo e solidário. Todos sabemos que o caminho é estreito, mas devemos acreditar que com a competência, responsabilidade e espírito de missão de todos aqueles que, actualmente, nos governam - quer a nível nacional, quer a nível local - a capacidade e ambição dos Portugueses e com mais espírito de entreajuda e cooperação, os gravíssimos problemas com que nos deparamos serão ultrapassados. Acredito que será mais um momento histórico da nossa afirmação quer como Povo ou Nação inabalável. 

   João Paulo Costa
Presidente da CPS/PSD Alcobaça
30-10-2011
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Os Municípios e o Orçamento de Estado 2012
António Lucas
Rejeitar o colapso de Portugal
João Paulo Costa
A política da terra queimada – o caso da venda do Estádio Municipal de Leiria
Micael Sousa
O que nós não temos mas podemos ser
António Honório
Matematim ou Latinática?
Luís Reis
A Reforma da Administração Local e o concelho de Alcobaça
Luís Félix Castelhano
A Escolha
Valdemar Rodrigues
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o