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Edição Nº 80 Director: Mário Lopes Quarta, 27 de Junho de 2007
Centro Cultural de Belém
Museu Colecção Berardo com 24 mil visitantes no primeiro dia de abertura ao público

     


"Le gouffre argenté" (1926), de René Magritte

O Museu Colecção Berardo foi inaugurado no dia 25 de Junho no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, com a presença do primeiro-ministro José Sócrates. O Museu esteve aberto ao público durante 24h non-stop, com entrada gratuita. Cerca de 24 mil pessoas visitaram a exposição no primeiro dia, levando a Fundação Berardo a estender a gratuitidade da entrada ao segundo dia de funcionamento. A cidade de Lisboa contará agora com um novo espaço museológico de referência, onde o público português e estrangeiro poderá desfrutar dos grandes nomes da arte nacional e internacional dos sécs. XX e XXI.

       O espectáculo de abertura do Museu Colecção Berardo, intitulado ‘Teatro de Fogo’, esteve a cargo do ‘Groupe F’, uma referência na concepção e realização de espectáculos monumentais de pirotecnia como o da Torre Eiffel ou do Aquamatrix. Durante 7horas consecutivas e a um ritmo de 7 vezes por hora, realizou-se, a partir da cobertura do edifício, uma verdadeira arquitectura de fogo, sempre diferente e em sintonia com o ambiente musical criado no interior da Praça do Museu.

      Especialmente criada para o efeito pelo DJ Scott Gibons, esta intervenção artística foi acompanhada de uma projecção vídeo situada debaixo do arco da praça e em coordenação com projecções móveis nas paredes do Museu que prometem animar a noite com muita cor, ritmo, intensidade dramática, arte e originalidade.

      Um episódio inesperado marcou o primeiro dia do Museu Berardo, com o comendador Joe Berardo, logo na manhã de 26 de Junho, a pedir a demissão do presidente do Conselho de Curadores. Uma hora depois, António Mega Ferreira apresentou uma carta de demissão, com data do dia anterior, ficando agora na Fundação apenas como representante do CCB, ao abrigo dos estatutos acordados com o Estado português. Em causa, segundo Joe Berardo, terá estado a decisão de Mega Ferreira de não hastear a bandeira do Museu, ao lado das restantes, no Centro Cultural de Belém e de não contactar mecenas para a angariação de fundos para o Museu.

      A exposição tem patente ao público 248 obras, das 862 que compõem a colecção do comendador Joe Berardo, além de algumas cedidas por entidades públicas e privadas. O acordo de comodato entre Joe Berardo e o Estado português deverá vigorar até 2016 e prevê que este possa adquirir o conjunto das obras por 316 milhões de euros, de acordo com uma avaliação independente efectuada pela  Christie`s. O protocolo prevê ainda que ambas as partes contribuam anualmente com um milhão de euros cada, para um fundo de aquisições de novas obras.

O Projecto de Museu

     


"Composition" (1948),  de Vieira da Silva

Com a entrada em vigor do Dec-Lei 164/2006, de 09 de Agosto, foi criada a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo que tem por fim instalar no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, um Museu permanente com base no acervo daquela Colecção. A programação do Museu será orientada pela rotação dos diversos movimentos artísticos que integram o acervo composto por 862 obras. A exposição permanente do Museu, em conjunto com exposições temporárias, criará uma dinâmica cultural capaz de atrair públicos diversificados e desenvolver hábitos de fruição artística.

              Os oito núcleos da exposição

Aut


Femme dans un fauteuil (Métamorphose)
(1929), de Pablo Picasso

onomia é dedicada ao feminino e inclui artistas como Helena Almeida, Ana Mendieta, Cindy Sherman, Francesca Woodman ou Nan Goldin.

 Figura Reinventada engloba numerosas obras de pintura figurativa do século XX, desde o Realismo da década de 1930 ao regresso do expressionismo a partir dos anos de 1980. Francis Bacon, Balthus, Eric Fischl, Pierre Klossowski e Paula Rego, com os seus meios e estilos figurativos singulares, e em graus distintos, conseguiram contornar os caracteres literalmente ilustrativos ou mesmo narrativos da sua figuração.

Minimalismos é dedicada à Arte Minimalista, nascida no início da década de 1960 nos Estados Unidos. Morris Louis ou Frank Stella, Carl Andre, Donald Judd, Dan Flavin, Giovanni Anselmo, Jannis Kounellis, Mario Daniel Buren ou os portugueses Fernando Calhau e Pedro Cabrita Reis.

Poder da cor conta com artistas como Kasimir Malevich, Yves Klein, Franz Kline, Piero Manzoni, Ad Reinhardt, Ângelo de Sousa, Luís Noronha da Costa e Pedro Cabrita Reis. 

Pop & C.ª
A Arte Pop inglesa designa um grupo de artistas que se manifesta a partir de meados da década de 1950. «Pop» sugere que esta arte se apoia na cultura popular da sua época, marcada pelo poder da imagem, estando representada na colecção pelo pintor inglês Richard Hamilton em 1957. A Arte Pop americana também está presente em obras de artistas como Claes Oldenburg, Roy Lichtenstein e Andy Warhol. A tendência Pop assume uma dimensão internacional desde o início da década de 1960, e que continua até 1970. É possível observar ligações evidentes com os Novos Realistas franceses, especialmente Martial Raysse. A obra de Lourdes Castro incorpora também alguns elementos Pop, embora de uma forma muito pessoal.

Re-take é dedicada à fotografia, recriada aqui em instalações de Ernesto de Sousa, Christian Boltanski – com a peça 364 suisses morts -, Jorge Molder e Vivan Sundaram, sobrinho da grande artista indiana Amrita Sher-Gil (1913-1941) e neto do fotógrafo Umrao Singh. Sundaram.

Surrealismo e Mais Além
A colecção Berardo apresenta uma obra de grande importância do chileno Roberto Matta, um dos mais notáveis artistas que prosseguirão, depois da segunda guerra mundial, a trajectória surrealista. Em Portugal, o surrealismo emerge em 1948, com obras de poetas como Mário Cesariny e Alexandre O’Neill (1924 - 1986). Mário Cesariny apresenta em 1956 a sua primeira exposição individual. «Foi a pintura», dirá, «que me ajudou a desregrar e desmembrar a linguagem.». Por ocasião da sua abertura, e graças ao empréstimo de obras da Fundação Gulbenkian, do Museu do Chiado e da Fundação Cupertino de Miranda, o Museu Berardo presta homenagem a este artista.

Picasso 1929
Picasso é ainda hoje em dia o artista mais conhecido do século XX. A sua celebridade, a sua lenda, e o mito que o rodeia, ocupam um lugar aparte na visão de várias gerações sobre a obra deste artista entusiasta, empenhado e humanista. Os dois quadros, o do Museu Nacional Picasso de Paris aqui apresentado, e o da colecção Berardo, mostram uma certa forma de sofrimento e crueldade, características das obras do artista pintadas nesse período da sua vida.

·      Horário
Aberto todos os dias da semana: 10h00 – 19h00 (última entrada: 18h30);
Sextas-feiras: 10h00 – 22h00 (última entrada: 21h30)

Durante os meses de Julho e Agosto:
Aberto todos os dias da semana: 10h00 – 19h00 (última entrada: 18h30);
Sextas, sábados e domingos: 10h00 – 22h00 (última entrada: 21h30) e entrada gratuita das 18h00 às 22h00.


·      Tarifário
Bilhete Único Museu: € 5,00
Domingos: entrada gratuita
Até 18 anos: entrada gratuita
Estudantes e Maiores de 65 anos: desconto de 50%
Amigos CCB, Sócios APOM e ICOM, e Cartão Professor: entrada gratuita
Visitas de Grupo e Escolares: condições especiais, mediante marcação prévia (mín. 15 participantes). Informações: tel. +351 213 612 800

Durante os meses de Julho e Agosto: entrada gratuita das 18h00 às 22h00 (sextas, sábados e domingos). Consulte a programação mais detalhada em www.museuberardo.com

Informações e Marcações:
Serviço Educativo
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta, 10h00-13h00 e 15h00-17h00
Tel. +351 213 612 800 / Fax. +351 213 612 900


Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo

 

"Ten-foot Flowers" (1967), de Andy Wahrol
. Presidente Honorário - José Berardo

Conselho de Fundadores
Estado Português / Ministério da Cultura
Fundação Centro Cultural de Belém
José Berardo
Associação Colecção Berardo

Conselho de Administração
José Berardo, Presidente
André Luís Gomes
Bernardo Pinto de Almeida
José António Pinto Ribeiro
Margarida Veiga
Renato Berardo

Conselho Fiscal
Carlos Trigacheiro
Joana dos Santos Rosado
Oliveira, Reis e Associados, SROC

Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea
Director do Museu
Jean-François Chougnet
Director Geral
Rui Silvestre
Conservadora
Rita Lougares
Assistente de Curadoria
Ana Casaca
Assistente de Conservadora
Luísa Bernardino
Coordenadora Editorial
Clara Távora Vilar
Design de Exposições
Maria João Mântua
Registrars
António Pedro Mendes
Raquel Maria de Almeida
Relações Públicas
Maria da Conceição de Zea Bermudez
Serviço Educativo
Marise Francisco
Cristina Sequeira
Mara Martinho
Assessora de Imprensa
Namalimba Coelho
Gestora de Marketing
Dineia Gerardo
Assessora de Direcção do Museu
Sónia Orofiamma-Vaz

      Exposição de Abertura

Comissariado

Jean-François Chougnet
Eric Corne
Rita Lougares
Design, sinalética e edições
Clara Vilar
Maria João Mântua
Concepção Gráfica
Albuquerque Designers
Sinalética
R2
Iluminação
Rui Pereira
Conservação e Restauro
Ana Faria
Rodrigo Bettencourt da Câmara
Teresa Palma

      Emprestadores
BES ART Banco Espírito Santo
Fundação Calouste Gulbenkian – Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão
Galeria 111
Galeria Lelong, NY
IMEC Institute Mémoire de l’Edition Contemporaine
Jean Leroy
Luis Noronha da Costa
Lusomundo
Manuel Casimiro
Ministério da Cultura (Colecção Instituto das Artes/ Centro Cultural de Belém)
Musée National Picasso, Paris
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
Paulo do Vale
Regards Productions

      Fonte: Museu Colecção Berardo

27-06-2007
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