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Edição Nº 220 Director: Mário Lopes Quarta, 6 de Março de 2019
Chita é uma parceria entre o Município de Alcobaça e a Rodoviária do Oeste
Alcobaça inaugurou linha de minibus gratuito no dia 1 de março
   
             Paulo Inácio, Sónia Ferreira e Marco Cardoso
Desde o dia 1 de março, o Chita - Serviço de Transportes Urbanos de Alcobaça – é um serviço gratuito, uma iniciativa inovadora da Câmara Municipal de Alcobaça e com escassa implementação a nível dos municípios portugueses. A concessão do serviço, a cargo da Rodoviária do Oeste irá manter os moldes atuais, nomeadamente o percurso, os horários e a bilhética praticada, sendo esta agora desprovida de qualquer custo para o utilizador. A autarquia abdica de uma receita mensal de cerca de mil euros em prol de uma maior utilização dos transportes por parte dos munícipes.

   Certo é que o percurso não irá ter para já qualquer alteração, continuando o percurso entre as extremidade a cidade a demorar 40 minutos, sendo mais rápido o percurso a pé que de autocarro. Paulo Inácio admitiu em conferência de imprensa realizada no dia 26 de fevereiro, apenas alargar o transporte urbano às freguesias vizinhas numa fase posterior e se a procura desta experiência de bilhetes gratuitos o justificar. Até agora a taxa de utilização do único minibus situa-se entre 20 e 30%.

   Paulo Inácio espera que o incremento da mobilidade permita aumentar o fluxo diário de habitantes para a cidade, de forma a que o núcleo urbano alargado chegue aos 10 ml habitantes. A autarquia admite criar um circuito em anel com dois autocarros e, posteriormente, também circuitos em flor, com uma pétala para cada freguesia, se a nova vida da Chita gratuita for um êxito.

  A nova carreira gratuita não será elétrica para já, uma vez que o próprio mercado tem dificuldade em fornecer autocarros elétricos, mas Alcobaça será o primeiro município do Oeste a utilizar um autocarro elétrico, logo que a candidatura apresentada pela Rodoviária do Oeste seja aprovada e o veículo entregue pela empresa fornecedora.

   Paulo Inácio admite que a solução de mobilidade gratuita será o futuro, recordando que o Luxemburgo já implementou o modelo de transportes gratuitos. O edil admite também criar um circuito de bicicletas elétricas na cidade, a exemplo do que já sucede em Lisboa e Leiria.

   A Câmara Municipal cobra atualmente 44485 euros+IVA à Rodoviária do Oeste pela concessão da Chita e será este o valor que a Oeste CIM irá cobrar com a passagem dos transportes para a tutela intermunicipal.

   Para breve está também o circuito Alcobaça – Nazaré, que poderá ser feito a pé através de um passeio pedonal nas margens do Rio Alcoa ou em mobilidade elétrica passando pelos campos da Cela até ao terminal rodoviário da Nazaré para permitir o contacto com a paisagem natural e as aves selvagens. Paulo Inácio admite que a nova ligação com a Nazaré seguindo o curso do Rio Alcoa irá permitir criar um novo Parque Verde na zona da Fervença.

   Chita gratuita para uma maior consciência ambiental

    Este projeto de requalificação do serviço CHITA “integra uma estratégia de mobilidade mais ampla que irá culminar na substituição do atual autocarro por um transporte coletivo elétrico e ambientalmente sustentável. Temos a expetativa de que o próximo contrato de concessão, com início em 2021, já irá refletir esta aposta pioneira. Além disso, e mediante o expetável aumento de utilização do serviço devido à sua gratuitidade, poderá ainda contemplar um segundo autocarro. Estamos atentos à oferta que o mercado irá apresentar a nível de transportes urbanos elétricos mas será uma solução desejável que, de resto, já tínhamos prevista e anunciada para a futura ligação entre Alcobaça e Nazaré”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, em conferência de imprensa realizada esta terça-feira, 26 de fevereiro no Cine-Teatro de Alcobaça João D’Oliva Monteiro.

    Com uma média mensal de 2500 utilizadores, de perfil essencialmente sénior, o serviço CHITA representa receita residual que o Município abdica com o intuito de, segundo o edil, “passar uma mensagem para a população de que vale a pena incluir o serviço de transporte urbano em Alcobaça na gestão do dia a dia dos munícipes. O recurso aos transportes públicos é uma atitude de maior consciência ambiental que desejamos ver cada ver mais refletida na nossa comunidade.”

    Os títulos de transporte e os passes deverão continuar a ser adquiridos (gratuitamente) junto do motorista do autocarro e na bilheteira da Estação Rodoviária de Alcobaça, “por uma questão de controlo de qualidade e de quantificação estatística da utilização”, explicou Sónia Ferreira, membro do quadro de gerentes da Rodoviária do Oeste.

    Consulte também o mapa do serviço de transportes urbanos CHITA.

    Rodoviária do Oeste aposta na requalificação do terminal rodoviário de Alcobaça

    A Rodoviária do Oeste anunciou que irá iniciar no segundo semestre de 2019 a requalificação do terminal rodoviário de Alcobaça
Sónia Ferreira, administradora da Rodoviária do Oeste, informou que o orçamento previsto pela empresa para 2019 é de 400 mil euros, prevendo-se que a obra não ultrapasse o meio milhão de euros.

   O edifício é propriedade da Rodoviária do Tejo, da qual a Rodoviária do Oeste faz parte, sendo o investimento 100% privado. Sónia Ferreira justificou o investimento, apesar do contrato de concessão terminar já em 2021, com a confiança de que a renovação do contrato se irá concretizar.

   Além da renovação do espaço interior e da zona das bilheteiras, a administradora garantiu que o edifício terá salvaguardas do ponto de vista ambiental, estando previsto que, a exemplo do que sucede no terminal das Caldas da Rainha, o novo espaço não será 100% coberto
Alcobaça precsa de novos terminais rodoviários, sendo a prioridade para já a benedita

   Paulo Inácio admite que a Camara Municipal de Alcobaça quer criar novos terminais rodoviários no concelho, sendo a prioridade para já a Benedita. O edil lembrou que existem 8 ou 9 autocarros estacionados diariamente em vários locais da Benedita, o que não é sustentável. O autarca admite estar à procura de um terreno na vila, uma vez que a Câmara Municipal só possui os terrenos da área de Localização Empresarial na freguesia, sendo a prioridade um local no centro da vila. O novo terminal vai ser municipal, a exemplo do que sucede na Nazaré e em Rio Maior, sendo concessionado ao operador selecionado que irá pagar depois uma renda pela utilização do espaço.

    Mário Lopes
(Com GRPP|CMA)
06-03-2019
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